Glossário

Glossário de otorrinolaringologia

Sair de uma consulta com um papel cheio de palavras difíceis é desconfortável. Aqui estão os termos que mais aparecem em laudos, pedidos de exame e conversas de consultório, explicados em duas ou três frases, sem jargão. Quando o termo tem uma página própria no site, há um link para ela ao final da definição.

A

Adenoide
Tecido de defesa localizado no fundo do nariz, atrás do véu do palato. É grande na infância e tende a diminuir com a idade. Quando aumenta muito, obstrui a passagem de ar e provoca ronco, respiração pela boca e otites de repetição. Ver a página sobre o tema.
Adenoidectomia
Cirurgia de retirada da adenoide, o tecido de defesa que fica no fundo do nariz. É indicada quando a adenoide aumentada obstrui a respiração ou contribui para otites de repetição. Ver a página sobre o tema.
Amigdalectomia
Cirurgia de retirada das amígdalas. É indicada quando as amígdalas obstruem a respiração durante o sono ou causam infecções de repetição em alta frequência. Pode ser feita junto com a retirada da adenoide.
Apneia obstrutiva do sono
Interrupção repetida da respiração durante o sono, causada pelo fechamento da via aérea. Cada pausa reduz o oxigênio no sangue e provoca um microdespertar. Diagnostica-se com polissonografia. Ver a página sobre o tema.
Audiometria
Exame que mede o som mais fraco que a pessoa consegue ouvir em cada frequência. Identifica se há perda auditiva, de que grau e de que tipo. É feita com fones, em ambiente tratado acusticamente, e não dói. Ver a página sobre o tema.

B

BERA
Exame que registra a resposta elétrica do nervo auditivo e do tronco cerebral ao som, por eletrodos colados na pele. Como não depende de resposta do paciente, serve para bebês e para quem não colabora com a audiometria. Ver a página sobre o tema.

C

Cerume
A cera do ouvido. É uma secreção normal, que protege e lubrifica o canal auditivo. Vira problema apenas quando se acumula a ponto de obstruir a passagem do som, causando ouvido tampado e queda de audição.
Cóclea
Estrutura em forma de caracol dentro do ouvido interno, responsável por transformar a vibração do som em impulso nervoso. É o órgão sensorial da audição. Lesões na cóclea causam perda auditiva neurossensorial.
Colesteatoma
Acúmulo de pele dentro do ouvido médio, onde ela não deveria existir. Cresce lentamente e vai erodindo as estruturas ao redor, incluindo os ossinhos da audição. Não regride com medicamento: o tratamento é cirúrgico. Ver a página sobre o tema.
Coblation
Técnica cirúrgica que usa radiofrequência aplicada em solução salina para dissolver tecido, trabalhando em temperatura mais baixa que a do eletrocautério convencional. É usada em cirurgias de adenoide e amígdalas. Ver a página sobre o tema.
Cornetos
Estruturas alongadas dentro do nariz, recobertas por mucosa, que aquecem e umidificam o ar inspirado. Quando incham por rinite, reduzem a passagem de ar e provocam a sensação de nariz entupido.

E

Emissões otoacústicas
Exame que capta o som produzido pela própria cóclea quando estimulada. É a base do teste da orelhinha, a triagem auditiva do recém-nascido. Rápido, indolor e feito com o bebê dormindo. Ver a página sobre o tema.

I

Implante coclear
Dispositivo implantado cirurgicamente que estimula diretamente o nervo auditivo, substituindo a função da cóclea. É avaliado em perdas auditivas de grau severo a profundo nos dois ouvidos, quando o aparelho auditivo convencional não traz benefício suficiente. Ver a página sobre o tema.
Imitanciometria
Exame que mede a mobilidade do tímpano e a pressão dentro do ouvido médio. Mostra se há líquido acumulado atrás da membrana, uma causa frequente de perda auditiva na infância. Ver a página sobre o tema.

L

Labirinto
Conjunto de estruturas do ouvido interno responsáveis pelo equilíbrio. Detecta os movimentos e a posição da cabeça e envia essa informação ao cérebro. Alterações no labirinto provocam vertigem. Ver a página sobre o tema.
Labirintite
Inflamação do labirinto, com vertigem intensa e frequentemente perda auditiva. É bem menos comum do que o uso popular da palavra sugere: a maior parte das tonturas tem outras causas. Ver a página sobre o tema.

N

Nistagmo
Movimento involuntário e ritmado dos olhos. Aparece quando há desequilíbrio entre os dois labirintos e é um sinal importante na investigação das vertigens, porque indica de onde vem o problema.

O

Ossículos da audição
Os três menores ossos do corpo — martelo, bigorna e estribo —, localizados no ouvido médio. Eles transmitem a vibração do tímpano até o ouvido interno. Quando são danificados, surge perda auditiva de condução.
Otite média aguda
Infecção do ouvido médio de início rápido, com dor forte e às vezes febre. É muito comum em crianças e costuma se resolver em dias com o tratamento adequado.
Otite média com efusão
Acúmulo de líquido atrás do tímpano sem sinais de infecção aguda. Não dói, mas reduz a audição enquanto persiste. Quando dura meses, pode atrapalhar a fala e o aprendizado da criança.
Otite média crônica
Inflamação do ouvido médio mantida por meses, em geral com perfuração do tímpano e secreção que vai e volta. Costuma doer pouco e provocar perda auditiva progressiva. Ver a página sobre o tema.
Otoneurologia
Área da otorrinolaringologia dedicada ao equilíbrio e às relações entre o ouvido interno e o sistema nervoso. Cuida das tonturas, vertigens e alterações do nervo auditivo. Ver a página sobre o tema.
Otoscopia
Exame visual do canal auditivo e do tímpano, feito com um aparelho com luz e lente. É a primeira etapa de quase toda avaliação de ouvido e não requer preparo.

P

Perda auditiva de condução
Perda em que o som tem dificuldade de chegar ao ouvido interno, por obstrução ou alteração no ouvido externo ou médio. Cera, secreção, perfuração do tímpano e problemas nos ossinhos são causas frequentes.
Perda auditiva neurossensorial
Perda causada por alteração na cóclea ou no nervo auditivo. Costuma ser permanente e é a mais comum na perda relacionada à idade e à exposição a ruído.
Polissonografia
Registro do sono ao longo de uma noite, com sensores que monitoram a respiração e a oxigenação. É o exame usado para investigar a apneia do sono. Existe em versões simplificadas, feitas em casa, e na versão completa, feita em laboratório do sono. Ver a página sobre o tema.
Pólipo nasal
Formação benigna que cresce a partir da mucosa do nariz ou dos seios da face. Quando aumenta, obstrui a passagem de ar e reduz o olfato. Costuma estar associado a inflamação crônica.

R

Rinite
Inflamação da mucosa que reveste o nariz, na maioria das vezes de origem alérgica. Provoca espirros, coriza clara, coceira e nariz entupido. Quando mal controlada, favorece sinusites de repetição.
Rinoplastia
Cirurgia que modifica a estrutura do nariz — osso e cartilagens. Pode ter finalidade funcional, para melhorar a respiração, estética, para alterar a forma, ou as duas ao mesmo tempo. Ver a página sobre o tema.
Rinosseptoplastia
Procedimento que corrige o septo e trabalha a estrutura externa do nariz no mesmo ato cirúrgico, reunindo a finalidade funcional e a estética. Ver a página sobre o tema.
Rinologia
Área da otorrinolaringologia dedicada ao nariz e aos seios da face. Cuida de rinites, sinusites, desvio de septo, pólipos e da cirurgia endoscópica endonasal. Ver a página sobre o tema.

S

Septo nasal
Parede de cartilagem e osso que divide o nariz em duas narinas. Quando não é reta, existe o desvio de septo, que pode obstruir a respiração de um lado ou dos dois. Ver a página sobre o tema.
Septoplastia
Cirurgia que corrige o desvio do septo nasal, feita por dentro das narinas e sem corte externo. Tem finalidade funcional: melhorar a passagem de ar, e não mudar a aparência do nariz.
Sinusite
Inflamação dos seios da face, as cavidades ao redor do nariz. Causa secreção espessa, dor ou pressão no rosto e obstrução nasal. Pode ser aguda, com duração de dias a semanas, ou crônica.

T

Timpanoplastia
Cirurgia que reconstrói o tímpano perfurado, usando um tecido do próprio paciente como enxerto. Busca deixar o ouvido seco e seguro e, quando possível, melhorar a audição. Ver a página sobre o tema.
Tímpano
Membrana fina que separa o canal auditivo do ouvido médio. Vibra com o som e transmite essa vibração aos ossículos da audição. Pode perfurar por infecção, trauma ou variação brusca de pressão.
Tuba auditiva
Canal que liga o ouvido médio ao fundo do nariz e equilibra a pressão entre eles. É por ela que o ouvido "destampa" ao engolir ou bocejar. Quando não funciona bem, o líquido se acumula no ouvido médio.
Tubo de ventilação
Pequeno tubo colocado no tímpano para drenar líquido e arejar o ouvido médio. Conhecido como "tubinho", é indicado em otites de repetição e em secreção persistente que reduz a audição.

V

VectoENG
Vectoeletronistagmografia: exame que avalia o equilíbrio registrando os movimentos dos olhos em diferentes estímulos. Ajuda a distinguir causas de tontura ligadas ao ouvido interno de causas centrais. Ver a página sobre o tema.
Videolaringoestroboscopia
Exame que usa luz pulsada para mostrar a vibração das cordas vocais em câmera lenta aparente. Revela alterações do movimento, como sulco, cicatriz e assimetria, que a laringoscopia comum não detecta. Ver a página sobre o tema.
Vertigem
Tipo específico de tontura em que o ambiente parece girar, ou a pessoa parece girar dentro dele. Nem toda tontura é vertigem, e essa distinção orienta a investigação. Ver a página sobre o tema.
Videoendoscopia nasal
Exame que percorre o interior do nariz com uma câmera fina, mostrando septo, cornetos, seios da face e adenoide. É feito em consultório, sem anestesia, e leva cerca de cinco minutos. Ver a página sobre o tema.

Z

Zumbido
Percepção de um som — apito, chiado, cachoeira — sem que exista fonte externa. É um sintoma, não uma doença, e costuma estar associado a algum grau de perda auditiva. Ver a página sobre o tema.

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