Exames · Audição infantil
Teste da orelhinha: o que é e quando fazer
O teste da orelhinha, ou emissões otoacústicas, é a triagem auditiva do recém-nascido. Ele verifica se a cóclea, o órgão da audição, está respondendo ao som. É rápido, indolor e feito com o bebê dormindo. Deve ser realizado ainda na maternidade, nos primeiros 15 dias de vida.
Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562 Atualizado em
Como funciona o exame?
A cóclea, além de receber o som, produz um som próprio, muito baixo, quando é estimulada. Esse eco é chamado de emissão otoacústica. O exame apresenta um estímulo sonoro pela sonda colocada na entrada do ouvido e verifica se esse eco aparece.
Se aparece, é sinal de que a cóclea está funcionando. Se não aparece, o exame é considerado “falha” — o que não é sinônimo de perda auditiva, apenas de necessidade de reavaliar.
Por que fazer tão cedo?
Porque os primeiros anos de vida são o período em que o cérebro organiza a linguagem a partir do que escuta. Identificar cedo permite iniciar a intervenção dentro dessa janela. Uma perda auditiva descoberta aos três anos custa tempo de desenvolvimento que não volta.
O que acontece se o bebê não passar?
O caminho habitual é este:
- Repetir a triagem, em até 15 dias.
- Se a alteração persistir, investigar com exames complementares — em especial o BERA, que mede a resposta do nervo auditivo, e a imitanciometria, que avalia o ouvido médio.
- Consulta com otorrinolaringologista, para o exame do ouvido e a leitura conjunta de tudo.
Nada disso é motivo para pânico. É motivo para não deixar passar.
Quem realiza na Clínica Rhinus?
O exame é conduzido por fonoaudiólogos da equipe da Clínica Rhinus. Quando há alteração, a investigação segue na própria clínica, com os demais exames auditivos e a avaliação médica.
Como me preparo para o exame?
- Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular.
- Leve o bebê alimentado; o exame é mais fácil com ele dormindo.
- Roupas confortáveis e um ambiente calmo ajudam.
- Leve o cartão da maternidade e resultados anteriores, se houver.
Fontes consultadas: Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) · Flint PW, Francis HW, Haughey BH, et al. Cummings Otolaryngology: Head and Neck Surgery. 7ª ed. Elsevier; 2020. · Bento RF, Bittencourt AG, Voegels RL. Seminários em Otorrinolaringologia. Fundação Otorrinolaringologia.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre audição infantil
O que é o teste da orelhinha e quando ele deve ser feito?
É a triagem auditiva neonatal, feita com o exame de emissões otoacústicas. Uma sonda pequena é colocada na entrada do ouvido do bebê e capta a resposta da cóclea a um estímulo sonoro. O ideal é realizá-lo ainda na maternidade, nos primeiros 15 dias de vida.
Meu bebê não passou. Ele é surdo?
Não necessariamente, e isso é importante. Resíduo de líquido no ouvido, vérnix no canal ou um bebê agitado podem alterar o resultado. O procedimento padrão é repetir o exame em até 15 dias e, se a alteração persistir, seguir para exames complementares como o BERA. A maioria dos bebês que não passa na primeira vez tem audição normal.
O exame dói ou incomoda?
Não. Não há agulha, radiação nem contraste. A sonda é macia e fica apenas na entrada do canal auditivo. A maior parte dos bebês permanece dormindo durante todo o exame.
Meu filho passou no teste. Preciso me preocupar com audição depois?
Vale continuar atento. Existem perdas auditivas que se manifestam depois do nascimento, por infecções, medicamentos ou causas genéticas de aparecimento tardio. Se houver atraso de fala, otites de repetição ou qualquer suspeita da família, a audição deve ser reavaliada mesmo com triagem normal.