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Implante coclear: quando é indicado e como é a avaliação

O implante coclear é um dispositivo eletrônico que estimula diretamente o nervo auditivo, contornando a parte danificada do ouvido interno. É considerado em perdas auditivas de grau severo a profundo, em crianças e adultos, quando o aparelho auditivo convencional não traz benefício suficiente. A indicação nasce de uma avaliação conduzida por uma equipe.

Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562 Atualizado em

O que é o implante coclear?

Em uma audição típica, a cóclea transforma a vibração do som em impulsos elétricos e os envia ao nervo auditivo. Quando as células dessa estrutura estão gravemente comprometidas, amplificar o som deixa de resolver: não adianta mandar um sinal mais forte para um sistema que não consegue convertê-lo.

O implante coclear contorna essa etapa. Ele tem duas partes:

  • Uma parte externa, o processador de fala, usado atrás da orelha, que capta o som do ambiente e o transforma em um código digital.
  • Uma parte interna, implantada cirurgicamente, com um feixe de eletrodos posicionado dentro da cóclea, que estimula o nervo auditivo diretamente.

É por isso que ele não é um aparelho auditivo mais potente. É um dispositivo com outro princípio de funcionamento.

Quem é candidato?

A candidatura é avaliada em pessoas com perda auditiva neurossensorial de grau severo a profundo que não obtêm benefício suficiente com aparelho auditivo bem adaptado. Isso inclui:

  • Crianças com perda identificada na triagem auditiva ou ao longo do desenvolvimento.
  • Adultos com perda progressiva que chegou a esse grau.
  • Adultos com perda súbita que não recuperou a audição.
  • Em situações selecionadas, perda em um ouvido só.

O grau da perda no exame é o ponto de partida, não a conclusão. Dois pacientes com audiogramas parecidos podem receber recomendações diferentes.

Como é a avaliação?

Etapa O que responde
Audiometria e imitanciometria Qual o grau e o tipo da perda auditiva
BERA O limiar auditivo sem depender de resposta voluntária
Teste com aparelho auditivo Quanto de benefício a amplificação ainda traz
Avaliação fonoaudiológica Como está a linguagem e a percepção da fala
Exames de imagem Se a cóclea e o nervo auditivo têm anatomia favorável
Avaliação clínica Condições gerais de saúde para o procedimento

Nenhuma dessas peças decide sozinha. A indicação nasce do conjunto, discutido por uma equipe que inclui médico e fonoaudiólogo, e conversado com a família.

E depois da cirurgia?

O implante não é ligado no dia do procedimento. Existe um intervalo até a cicatrização e, só então, a ativação: o momento em que o processador é ligado pela primeira vez e começa o ajuste dos eletrodos.

A partir daí vem o trabalho mais longo. O som que o implante entrega é diferente do som natural, e o cérebro precisa aprender a interpretá-lo. Isso acontece com:

  • Sessões de mapeamento, para ajustar os parâmetros de estimulação ao longo do tempo.
  • Reabilitação auditiva com fonoaudiólogo, que é parte do tratamento e não um complemento opcional.
  • Acompanhamento continuado, com reavaliações periódicas.

Os resultados variam entre as pessoas e dependem de fatores levantados na avaliação, como o tempo de privação auditiva e a experiência prévia com a linguagem.

O caminho na Clínica Rhinus

O caso é conduzido do começo ao fim pela mesma equipe:

  1. Investigação diagnóstica. Os exames de audição são feitos na própria clínica, e os exames de imagem são solicitados e reunidos aqui.
  2. Avaliação de candidatura. Discussão do caso com a avaliação fonoaudiológica e conversa com o paciente e a família sobre o que esperar.
  3. Cirurgia. Realizada pela Profa. Dra. Aline Bittencourt, em ambiente hospitalar.
  4. Ativação e acompanhamento. Mapeamento, reabilitação auditiva e reavaliações periódicas, com retorno à clínica.

A Profa. Dra. Aline Bittencourt tem fellowship em cirurgia otológica avançada e de base lateral do crânio pela USP, doutorado em otorrinolaringologia pela mesma instituição e é professora adjunta de otorrinolaringologia da UFMA.

A consulta e a cirurgia seguem regras diferentes. A consulta com a Profa. Dra. Aline Bittencourt é particular: ela não atende por convênio. Já a cirurgia de implante coclear pode ser realizada pelo convênio, inclusive para planos de saúde que a Clínica Rhinus não atende.

Fontes consultadas: Sociedade Brasileira de Otologia · Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) · Flint PW, Francis HW, Haughey BH, et al. Cummings Otolaryngology: Head and Neck Surgery. 7ª ed. Elsevier; 2020. · Tratado de Implante Coclear e Próteses Auditivas Implantáveis. 2ª ed. Thieme Revinter. · Bento RF, Bittencourt AG, Voegels RL. Seminários em Otorrinolaringologia. Fundação Otorrinolaringologia.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre otologia

Qual a diferença entre implante coclear e aparelho auditivo?

O aparelho auditivo amplifica o som e depende de que a cóclea ainda funcione o suficiente para aproveitá-lo. O implante coclear não amplifica: ele converte o som em estímulos elétricos e os entrega diretamente ao nervo auditivo, contornando a parte danificada do ouvido interno. Por isso ele é considerado quando a amplificação já não basta.

Quem pode ser candidato?

Pessoas com perda auditiva neurossensorial de grau severo a profundo, em geral nos dois ouvidos, que não obtêm benefício suficiente com aparelho auditivo bem adaptado. Vale para crianças e adultos, e em situações selecionadas também para perda em um ouvido só. A definição não depende apenas do grau da perda: ela vem do conjunto da avaliação.

Existe idade limite?

Não há um corte rígido de idade. Em crianças, quanto mais cedo se identifica a perda e se inicia a intervenção, mais se aproveita o período em que o cérebro organiza a linguagem. Em adultos, pesa bastante o tempo em que a pessoa ficou sem estímulo auditivo e a experiência prévia com a fala.

A audição volta a ser como era antes?

O som percebido pelo implante é diferente do som natural, e o cérebro precisa aprender a interpretá-lo. Por isso a reabilitação com fonoaudiólogo faz parte do tratamento, e não é um detalhe. Os resultados variam de pessoa para pessoa e dependem de fatores avaliados antes da indicação.

A consulta e a cirurgia são atendidas pelo convênio?

São coisas diferentes. A consulta com a Profa. Dra. Aline Bittencourt é particular: ela não atende por convênio. Já a cirurgia de implante coclear pode ser realizada pelo convênio, inclusive para planos de saúde que a Clínica Rhinus não atende.

A Clínica Rhinus faz a avaliação e a cirurgia?

Sim. A clínica conduz a investigação diagnóstica — audiometria, imitanciometria, BERA e a solicitação dos exames de imagem — e a avaliação de candidatura. A cirurgia de implante coclear é realizada pela Profa. Dra. Aline Bittencourt, em ambiente hospitalar, e o acompanhamento pré e pós-operatório é feito na clínica.

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A avaliação de candidatura ao implante coclear é individual e envolve vários exames. Agende a consulta e traga o que já existir: audiometria, BERA, exames de imagem, encaminhamentos. Tudo é revisto com você, pessoalmente.

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Atendimento para crianças e adultos, por convênio ou particular, no Renascença, em São Luís.

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