Exames · Sono

Polissonografia: o exame do sono feito em casa

A polissonografia registra o que acontece no corpo durante uma noite de sono e é o exame usado para investigar a apneia obstrutiva. A Clínica Rhinus realiza a versão tipo IV, feita na casa do paciente com um aparelho portátil que registra a oxigenação e o fluxo de ar. É a modalidade indicada quando a suspeita clínica de apneia é alta.

Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562 Atualizado em

O que é a polissonografia?

É o exame que registra o que acontece no corpo durante uma noite de sono. A partir desse registro se calcula quantas pausas respiratórias acontecem por hora — o número que define a presença e a gravidade da apneia obstrutiva do sono.

Os exames do sono são classificados por quantos sinais registram ao mesmo tempo. Quanto mais canais, mais detalhada a leitura da noite.

Qual polissonografia a Clínica Rhinus realiza?

A tipo IV, feita na casa do paciente. É um aparelho portátil, com poucos sensores, que você leva para casa e usa na própria cama. Em geral registra:

  • A oxigenação do sangue, por um sensor no dedo.
  • O fluxo de ar pelo nariz.
  • A frequência cardíaca.

Com isso é possível identificar as quedas de oxigênio e as interrupções de fluxo que caracterizam as pausas respiratórias.

Dormir na própria cama é uma vantagem real: o sono tende a ser mais parecido com o habitual do que em uma noite fora de casa.

Como funciona na prática?

  1. Você retira o aparelho na clínica e recebe a orientação de como colocá-lo.
  2. À noite, em casa, posiciona os sensores conforme foi orientado e dorme normalmente.
  3. Na manhã seguinte, retira o aparelho e o devolve à clínica.
  4. O registro é analisado e o laudo é discutido na consulta.

O que ela mostra e o que não mostra

O que comparar Exame completo, em laboratório Tipo IV, em casa
Onde é feito Em laboratório do sono Na casa do paciente
Pausas respiratórias Sim Sim
Oxigenação Sim Sim
Fases do sono Sim Não
Movimentos das pernas Sim Não
Outros distúrbios do sono Sim Não

A limitação principal decorre de uma coisa só: sem o registro das fases do sono, o aparelho não distingue o tempo dormido do tempo acordado na cama. Como o índice de eventos é calculado por hora de sono, essa indefinição pode fazer o resultado sair menor do que a realidade.

Como se lê o resultado

O índice principal é o número de eventos respiratórios por hora de sono:

Índice por hora Classificação
Menos de 5 Dentro do esperado para adultos
De 5 a 15 Apneia leve
De 15 a 30 Apneia moderada
Acima de 30 Apneia grave

Esses valores valem para adultos; em crianças os critérios são diferentes e mais rigorosos.

A classificação não decide sozinha o tratamento. Uma apneia leve com muita sonolência diurna pode pesar mais, na prática, do que um índice maior em alguém sem sintomas. Por isso o resultado é lido na consulta, junto com o quadro clínico.

Quando o exame completo é necessário

O exame em casa não serve para todas as situações. O completo, em laboratório, é o indicado quando há:

  • Doença cardíaca ou pulmonar significativa.
  • Doença neuromuscular.
  • Suspeita de apneia central, e não obstrutiva.
  • Insônia importante associada.
  • Suspeita de outros distúrbios do sono além da apneia.
  • Resultado normal no exame em casa, em quem mantém sintomas fortes.

Nesses casos, a avaliação é feita na clínica e o paciente é orientado quanto ao encaminhamento para um laboratório do sono.

Onde é realizada

O aparelho é fornecido pela Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, e o exame é feito na sua casa. O resultado é interpretado na consulta com o otorrinolaringologista.

Este exame é realizado apenas em regime particular. A consulta pode ser feita pelo convênio, conforme as regras do seu plano. Fale com a nossa equipe para organizar o agendamento.

Como me preparo para o exame?

  • Traga o pedido médico: ele é obrigatório.
  • Retire o aparelho na clínica e receba a orientação de como colocá-lo.
  • Evite café, energético e álcool a partir da tarde.
  • Não durma à tarde no dia do exame.
  • Mantenha a rotina da noite: mesmo horário, mesma cama, mesmo travesseiro.
  • Mantenha as suas medicações habituais, salvo orientação médica em contrário.
  • Devolva o aparelho no dia seguinte, no horário combinado.

Fontes consultadas: Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) · Flint PW, Francis HW, Haughey BH, et al. Cummings Otolaryngology: Head and Neck Surgery. 7ª ed. Elsevier; 2020. · Bento RF, Bittencourt AG, Voegels RL. Seminários em Otorrinolaringologia. Fundação Otorrinolaringologia.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre sono

O que é a polissonografia e como me preparo para o exame?

É o registro do sono por sensores que monitoram a respiração, a oxigenação e a frequência cardíaca ao longo de uma noite. Na Clínica Rhinus ele é feito em casa, com um aparelho portátil. O preparo é simples: sem café ou álcool a partir da tarde, sem cochilo durante o dia e mantendo a rotina normal de sono.

Qual a diferença entre o exame feito em casa e o completo?

O completo é feito em laboratório do sono e monitora também a atividade elétrica do cérebro, o que permite identificar as fases do sono e outros distúrbios. O tipo IV registra poucos canais e responde bem à pergunta central — há pausas respiratórias? —, mas não descreve a arquitetura da noite.

Por que o exame em casa pode subestimar a apneia?

Porque sem o registro das fases do sono o aparelho não sabe quanto tempo você realmente dormiu. Se você ficou acordado parte da noite, os eventos são divididos por um tempo maior do que o de sono real, e o índice sai menor. Por isso um resultado normal em quem tem muitos sintomas costuma pedir o exame completo.

Quando o exame em casa é a escolha adequada?

Quando a suspeita clínica de apneia obstrutiva é alta — ronco alto, pausas observadas por quem dorme ao lado, sonolência durante o dia — e não há outras condições que compliquem a leitura. Nesses casos, ele responde à pergunta com menos custo e sem sair de casa.

Em que situações o exame completo é necessário?

Em quem tem doença cardíaca ou pulmonar significativa, doença neuromuscular, suspeita de apneia central, insônia importante ou suspeita de outros distúrbios do sono além da apneia. Nesses casos a clínica orienta o encaminhamento para um laboratório do sono, onde o exame completo é realizado.

A polissonografia é atendida pelo convênio?

Na Clínica Rhinus, não: este exame é realizado apenas em regime particular. A consulta com o otorrinolaringologista continua podendo ser feita pelo seu convênio, conforme as regras do plano. A nossa equipe explica como funciona o agendamento do exame quando você entrar em contato.

Consigo dormir com os sensores?

A maioria das pessoas consegue, e dormir na própria cama ajuda bastante. Os sensores do aparelho portátil são poucos e leves, e permitem virar durante a noite. Mesmo um sono um pouco pior do que o habitual costuma ser suficiente, porque o que se analisa são os eventos respiratórios ao longo da noite.

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