Exames · Garganta
Videolaringoscopia: avaliar a garganta e as cordas vocais
A videolaringoscopia examina a faringe, a laringe e as cordas vocais com uma câmera fina, no consultório. É indicada em rouquidão persistente, sensação de bola na garganta, tosse crônica e dificuldade para engolir. É feita no consultório, sem anestesia, e leva cerca de cinco minutos.
Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562 Atualizado em
O que o exame avalia?
A videolaringoscopia mostra, ao vivo:
- A faringe, a parte da garganta atrás da boca e do nariz.
- A laringe, onde ficam as cordas vocais.
- O movimento das cordas vocais durante a fala e a respiração.
- Sinais de inflamação, lesões, nódulos ou pólipos.
- Alterações compatíveis com refluxo chegando à laringe.
Ver as cordas vocais em movimento é o ponto central: muitas alterações da voz aparecem apenas durante a fonação, e não em uma imagem estática.
Como é feito?
- Introdução de um endoscópio flexível e fino, em geral pelo nariz.
- Solicitações simples durante o exame: falar uma vogal prolongada, respirar fundo, engolir.
- Avaliação das estruturas e do movimento das cordas vocais.
O paciente permanece sentado e acordado, sem anestesia. O exame leva cerca de cinco minutos.
Quando procurar avaliação
- Rouquidão por mais de duas a três semanas.
- Sensação persistente de bola ou de algo preso na garganta.
- Tosse crônica sem causa esclarecida.
- Dor ou dificuldade para engolir que não melhora.
- Perda de voz recorrente em quem usa a voz para trabalhar.
Quando a laringe parece normal e a voz continua alterada, o passo seguinte costuma ser a videolaringoestroboscopia, que mostra a vibração das cordas vocais.
Onde é realizado
Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, durante a consulta com o otorrinolaringologista.
Como me preparo para o exame?
- Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular.
- Jejum leve de cerca de duas horas, para reduzir o reflexo de náusea.
- Avise se usa anticoagulante.
Fontes consultadas: Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) · Flint PW, Francis HW, Haughey BH, et al. Cummings Otolaryngology: Head and Neck Surgery. 7ª ed. Elsevier; 2020. · Bento RF, Bittencourt AG, Voegels RL. Seminários em Otorrinolaringologia. Fundação Otorrinolaringologia.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre garganta
Quando a videolaringoscopia é indicada?
Nas queixas que envolvem a garganta e a voz: rouquidão que persiste por mais de duas ou três semanas, sensação de bola na garganta, tosse crônica sem explicação, dificuldade ou dor para engolir, e no acompanhamento de quem usa a voz profissionalmente.
O exame dá ânsia de vômito?
Pode dar, e por isso é recomendado um jejum leve. A via preferida é pelo nariz, com um endoscópio flexível e fino, o que reduz bastante o reflexo em comparação com o exame pela boca. O exame é rápido, de cerca de cinco minutos, e feito sem anestesia.
Preciso ficar em jejum?
Um jejum leve, de cerca de duas horas, costuma ser recomendado para reduzir o reflexo de náusea. Como o exame é feito sem anestesia, não há restrição para comer ou beber depois. Confirme com a nossa equipe ao agendar.
Rouquidão sempre significa algo grave?
Não. A maioria das rouquidões vem de causas benignas: uso intenso da voz, laringite, refluxo, nódulos. Mas rouquidão persistente por mais de três semanas, principalmente em quem fuma, deve ser examinada — não para assustar, e sim porque examinar é simples e a espera não ajuda.