# Clínica Rhinus — conteúdo completo Clínica de otorrinolaringologia em São Luís (MA), Brasil. Responsável técnica: Profa. Dra. Aline Gomes Bittencourt, CRM-MA 7562. Atendimento para crianças e adultos. Agendamento: https://agendamento.quarkclinic.com.br/index/476029318 Gerado em 2026-11-01. Índice das páginas: https://clinicarhinus.com.br/llms.txt --- # Especialidades e tratamentos # Surdez e perda auditiva infantil: como identificar e o que fazer **Resumo.** A perda auditiva na infância pode existir desde o nascimento ou aparecer depois, e nem sempre é evidente para a família. Atraso de fala, desatenção e aumento constante do volume são sinais de alerta. O diagnóstico se faz com exames de audição específicos para cada idade. Quanto mais cedo se identifica, mais cedo começa a intervenção. **Pontos-chave:** - Toda criança deve fazer o teste da orelhinha ainda na maternidade, mesmo passando bem. - Atraso para falar é um dos motivos mais frequentes de encaminhamento ao otorrino. - Há exames que medem a audição sem depender da colaboração da criança, como o BERA. - Surdez profunda tem caminhos de tratamento, incluindo o implante coclear. ## O que é perda auditiva infantil? Perda auditiva infantil é qualquer redução da capacidade de ouvir em uma criança, de grau leve a profundo, em um ouvido ou nos dois. Ela pode estar presente desde o nascimento — o que se chama perda auditiva congênita — ou surgir ao longo da infância. A palavra "surdez" costuma ser usada para as perdas mais acentuadas, de grau severo ou profundo, em que a criança não ouve a fala em volume normal. Mas boa parte das crianças com dificuldade auditiva ouve alguma coisa. Elas escutam, só não escutam tudo — e é justamente isso que faz o problema demorar a ser percebido. ## Quais são os sinais de alerta? Nos primeiros meses de vida: - Não se assusta com sons altos e inesperados. - Não acorda nem se mexe com barulho ambiente. - Não busca com os olhos a origem de um som a partir dos seis meses. - Não balbucia ou para de balbuciar depois de ter começado. A partir de um ano: - Atraso para começar a falar, ou fala pouco comparada a outras crianças da mesma idade. - Fala trocando ou "comendo" sons, de forma que só a família entende. - Não responde quando chamada de costas ou de outro cômodo. - Aumenta muito o volume da televisão. - Parece distraída ou desatenta, principalmente em ambientes com ruído. Na idade escolar, a queixa que chega ao consultório muitas vezes não é de audição: é de desatenção, de dificuldade de aprendizagem, de a criança "viver no mundo da lua". Vale sempre checar a audição antes de concluir qualquer outra coisa. ## Quando levar a criança ao otorrino? Procure avaliação sempre que: - A criança não passar ou ficar em observação no teste da orelhinha. - Houver atraso para falar, em qualquer idade. - Houver histórico de surdez na família. - A criança tiver tido meningite, ou usado medicamentos que podem afetar a audição. - Houver otites de repetição, ronco importante ou respiração pela boca. - Simplesmente houver a dúvida. Investigar a audição não tem contraindicação. ## Como é o diagnóstico na Clínica Rhinus? A avaliação combina consulta e exames. Na consulta, o otorrinolaringologista pergunta sobre a gestação, o parto, o desenvolvimento da fala, o histórico familiar e as infecções que a criança já teve, e examina o ouvido, o nariz e a garganta. Os exames de audição são escolhidos conforme a idade e a colaboração da criança: | Exame | Para quem | O que mostra | | --- | --- | --- | | Emissões otoacústicas | Recém-nascidos e bebês | Se a cóclea, o órgão da audição, está respondendo | | Imitanciometria | Qualquer idade | Se há secreção atrás do tímpano e como o tímpano se move | | BERA | Qualquer idade, inclusive dormindo | O grau da perda, sem depender de resposta da criança | | Audiometria lúdica | A partir de 2 a 3 anos | O quanto a criança ouve em cada frequência, por brincadeira | | Audiometria convencional | A partir de 4 a 5 anos | O grau e o tipo da perda, com detalhe | Nenhum desses exames dói e nenhum deles usa radiação. ## Quais são os tratamentos? Depende inteiramente da causa e do grau. Alguns caminhos possíveis: 1. **Perda por secreção no ouvido médio.** É a mais comum e costuma ser reversível. O tratamento vai do acompanhamento clínico à colocação de um tubo de ventilação, o "tubinho", quando a secreção persiste e atrapalha a audição. 2. **Perda relacionada a adenoide e amígdalas.** Quando a obstrução contribui para as otites de repetição, tratar a obstrução faz parte do plano. 3. **Perda auditiva neurossensorial de grau leve a severo.** Costuma envolver adaptação de aparelho auditivo e acompanhamento fonoaudiológico. 4. **Perda de grau severo a profundo nos dois ouvidos.** Quando o aparelho auditivo não é suficiente, avalia-se a candidatura ao [implante coclear](/especialidades/implante-coclear/), um dispositivo implantado cirurgicamente que estimula diretamente o nervo auditivo. ## E a surdez profunda: o que muda? Surdez profunda é a perda em que a criança não tem acesso à fala mesmo com amplificação convencional. A avaliação é mais longa e envolve exames de imagem do ouvido, avaliação fonoaudiológica e a participação da família nas decisões. A Clínica Rhinus conduz a investigação diagnóstica desses casos, a avaliação de candidatura e a [cirurgia de implante coclear](/especialidades/implante-coclear/), realizada pela Profa. Dra. Aline Bittencourt, que tem fellowship em cirurgia otológica avançada e de base lateral do crânio pela USP e doutorado em otorrinolaringologia pela mesma instituição. ## Por que o tempo importa tanto? Os primeiros anos de vida são o período em que o cérebro organiza a linguagem a partir do que escuta. Identificar a perda auditiva cedo permite começar a intervenção dentro dessa janela. Não se trata de urgência no sentido de emergência — trata-se de não deixar passar meses de espera quando existe uma dúvida razoável. ## Perguntas frequentes ### Meu filho passou no teste da orelhinha. Ele pode ter perda auditiva mesmo assim? Pode. O teste da orelhinha identifica a maior parte das perdas presentes ao nascer, mas existem perdas que surgem depois — por infecções, medicamentos, meningite ou causas genéticas de manifestação tardia. Por isso a audição deve ser reavaliada sempre que houver atraso de fala ou preocupação da família, mesmo com um teste normal na maternidade. ### Com que idade dá para fazer um exame de audição confiável? Em qualquer idade. O que muda é o exame. Recém-nascidos e bebês fazem emissões otoacústicas e BERA, que não exigem colaboração. A partir dos dois ou três anos é possível fazer audiometria lúdica, com brincadeiras. A audiometria convencional costuma ser possível a partir dos quatro ou cinco anos. ### Perda auditiva sempre significa surdez total? Não. A perda auditiva tem graus, de leve a profundo, e pode afetar um ou os dois ouvidos. Muitas crianças ouvem, mas de forma incompleta — perdem os sons mais agudos, ou entendem em silêncio e se perdem no ruído da sala de aula. Esse tipo de perda parcial passa despercebido com frequência. ### Quando se avalia o implante coclear? O implante coclear é considerado em perdas auditivas de grau severo a profundo nos dois ouvidos, quando o aparelho auditivo convencional não traz benefício suficiente. A indicação é feita por uma equipe, com base em exames de audição, exames de imagem e avaliação fonoaudiológica. Na Clínica Rhinus, a avaliação e a cirurgia são conduzidas pela Profa. Dra. Aline Bittencourt. ### Otite pode causar perda auditiva na criança? Sim, e é uma das causas mais comuns na infância. O acúmulo de secreção atrás do tímpano — a chamada otite média com efusão, ou secretora — reduz a audição enquanto está presente. Costuma ser temporária, mas quando persiste por meses pode atrapalhar a fala e o aprendizado, e aí há tratamento específico. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Implante coclear: quando é indicado e como é a avaliação **Resumo.** O implante coclear é um dispositivo eletrônico que estimula diretamente o nervo auditivo, contornando a parte danificada do ouvido interno. É considerado em perdas auditivas de grau severo a profundo, em crianças e adultos, quando o aparelho auditivo convencional não traz benefício suficiente. A indicação nasce de uma avaliação conduzida por uma equipe. **Pontos-chave:** - Não é um aparelho auditivo: ele substitui a função da cóclea, e não amplifica o som. - A candidatura depende de exames de audição, exames de imagem e avaliação fonoaudiológica. - Uso prévio de aparelho auditivo bem adaptado faz parte do processo de avaliação. - Avaliação, cirurgia e acompanhamento são conduzidos pela mesma equipe. - Depois da cirurgia vem a ativação e um período de reabilitação auditiva. ## O que é o implante coclear? Em uma audição típica, a cóclea transforma a vibração do som em impulsos elétricos e os envia ao nervo auditivo. Quando as células dessa estrutura estão gravemente comprometidas, amplificar o som deixa de resolver: não adianta mandar um sinal mais forte para um sistema que não consegue convertê-lo. O implante coclear contorna essa etapa. Ele tem duas partes: - **Uma parte externa**, o processador de fala, usado atrás da orelha, que capta o som do ambiente e o transforma em um código digital. - **Uma parte interna**, implantada cirurgicamente, com um feixe de eletrodos posicionado dentro da cóclea, que estimula o nervo auditivo diretamente. É por isso que ele não é um aparelho auditivo mais potente. É um dispositivo com outro princípio de funcionamento. ## Quem é candidato? A candidatura é avaliada em pessoas com perda auditiva neurossensorial de grau severo a profundo que não obtêm benefício suficiente com aparelho auditivo bem adaptado. Isso inclui: - **Crianças** com perda identificada na triagem auditiva ou ao longo do desenvolvimento. - **Adultos** com perda progressiva que chegou a esse grau. - **Adultos com perda súbita** que não recuperou a audição. - Em situações selecionadas, **perda em um ouvido só**. O grau da perda no exame é o ponto de partida, não a conclusão. Dois pacientes com audiogramas parecidos podem receber recomendações diferentes. ## Como é a avaliação? | Etapa | O que responde | | --- | --- | | Audiometria e imitanciometria | Qual o grau e o tipo da perda auditiva | | [BERA](/exames/bera/) | O limiar auditivo sem depender de resposta voluntária | | Teste com aparelho auditivo | Quanto de benefício a amplificação ainda traz | | Avaliação fonoaudiológica | Como está a linguagem e a percepção da fala | | Exames de imagem | Se a cóclea e o nervo auditivo têm anatomia favorável | | Avaliação clínica | Condições gerais de saúde para o procedimento | Nenhuma dessas peças decide sozinha. A indicação nasce do conjunto, discutido por uma equipe que inclui médico e fonoaudiólogo, e conversado com a família. ## E depois da cirurgia? O implante não é ligado no dia do procedimento. Existe um intervalo até a cicatrização e, só então, a **ativação**: o momento em que o processador é ligado pela primeira vez e começa o ajuste dos eletrodos. A partir daí vem o trabalho mais longo. O som que o implante entrega é diferente do som natural, e o cérebro precisa aprender a interpretá-lo. Isso acontece com: - **Sessões de mapeamento**, para ajustar os parâmetros de estimulação ao longo do tempo. - **Reabilitação auditiva com fonoaudiólogo**, que é parte do tratamento e não um complemento opcional. - **Acompanhamento continuado**, com reavaliações periódicas. Os resultados variam entre as pessoas e dependem de fatores levantados na avaliação, como o tempo de privação auditiva e a experiência prévia com a linguagem. ## O caminho na Clínica Rhinus O caso é conduzido do começo ao fim pela mesma equipe: 1. **Investigação diagnóstica.** Os exames de audição são feitos na própria clínica, e os exames de imagem são solicitados e reunidos aqui. 2. **Avaliação de candidatura.** Discussão do caso com a avaliação fonoaudiológica e conversa com o paciente e a família sobre o que esperar. 3. **Cirurgia.** Realizada pela Profa. Dra. Aline Bittencourt, em ambiente hospitalar. 4. **Ativação e acompanhamento.** Mapeamento, reabilitação auditiva e reavaliações periódicas, com retorno à clínica. A Profa. Dra. Aline Bittencourt tem fellowship em cirurgia otológica avançada e de base lateral do crânio pela USP, doutorado em otorrinolaringologia pela mesma instituição e é professora adjunta de otorrinolaringologia da UFMA. **A consulta e a cirurgia seguem regras diferentes.** A consulta com a Profa. Dra. Aline Bittencourt é particular: ela não atende por convênio. Já a cirurgia de implante coclear pode ser realizada pelo convênio, inclusive para planos de saúde que a Clínica Rhinus não atende. ## Perguntas frequentes ### Qual a diferença entre implante coclear e aparelho auditivo? O aparelho auditivo amplifica o som e depende de que a cóclea ainda funcione o suficiente para aproveitá-lo. O implante coclear não amplifica: ele converte o som em estímulos elétricos e os entrega diretamente ao nervo auditivo, contornando a parte danificada do ouvido interno. Por isso ele é considerado quando a amplificação já não basta. ### Quem pode ser candidato? Pessoas com perda auditiva neurossensorial de grau severo a profundo, em geral nos dois ouvidos, que não obtêm benefício suficiente com aparelho auditivo bem adaptado. Vale para crianças e adultos, e em situações selecionadas também para perda em um ouvido só. A definição não depende apenas do grau da perda: ela vem do conjunto da avaliação. ### Existe idade limite? Não há um corte rígido de idade. Em crianças, quanto mais cedo se identifica a perda e se inicia a intervenção, mais se aproveita o período em que o cérebro organiza a linguagem. Em adultos, pesa bastante o tempo em que a pessoa ficou sem estímulo auditivo e a experiência prévia com a fala. ### A audição volta a ser como era antes? O som percebido pelo implante é diferente do som natural, e o cérebro precisa aprender a interpretá-lo. Por isso a reabilitação com fonoaudiólogo faz parte do tratamento, e não é um detalhe. Os resultados variam de pessoa para pessoa e dependem de fatores avaliados antes da indicação. ### A consulta e a cirurgia são atendidas pelo convênio? São coisas diferentes. A consulta com a Profa. Dra. Aline Bittencourt é particular: ela não atende por convênio. Já a cirurgia de implante coclear pode ser realizada pelo convênio, inclusive para planos de saúde que a Clínica Rhinus não atende. ### A Clínica Rhinus faz a avaliação e a cirurgia? Sim. A clínica conduz a investigação diagnóstica — audiometria, imitanciometria, BERA e a solicitação dos exames de imagem — e a avaliação de candidatura. A cirurgia de implante coclear é realizada pela Profa. Dra. Aline Bittencourt, em ambiente hospitalar, e o acompanhamento pré e pós-operatório é feito na clínica. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Próteses auditivas osteoancoradas: quando o som precisa de outro caminho **Resumo.** A prótese auditiva osteoancorada é um implante que leva o som até o ouvido interno pela vibração do osso do crânio, contornando o canal e o ouvido médio. É considerada quando a cóclea funciona, mas o som não consegue atravessar o caminho normal, e quando o aparelho auditivo convencional não é possível ou não resolve. **Pontos-chave:** - Não é um implante coclear: aqui a cóclea precisa estar funcionando. - Indicada em perda condutiva ou mista e em surdez de um ouvido só. - Resolve situações em que o aparelho convencional não pode ser usado, como o ouvido que escorre ou o canal que não se formou. - Antes da cirurgia existe um teste com bandana, que dá uma ideia do que esperar. - Os modelos disponíveis no Brasil incluem Bonebridge, Osia e Sentio. ## Quando o som não encontra o caminho A audição normal depende de uma sequência: o som entra pelo canal auditivo, faz o tímpano vibrar, os ossinhos transmitem essa vibração e a cóclea a converte em sinal para o cérebro. Quando essa cadeia é interrompida em algum ponto antes da cóclea, a perda é chamada de condutiva. O ouvido interno continua capaz de ouvir; o som é que não chega até ele. A prótese auditiva osteoancorada nasce dessa observação. Em vez de amplificar o som no canal auditivo, ela transforma o som em vibração e a entrega diretamente ao osso do crânio. O osso conduz essa vibração até a cóclea, contornando todo o trecho bloqueado. ## Para quem essa indicação existe Três cenários concentram a maior parte dos casos: 1. **Perda condutiva ou mista.** Malformações do ouvido, sequelas de otite crônica, cirurgias prévias do ouvido, otosclerose em situações selecionadas e alterações dos ossinhos que não têm correção cirúrgica satisfatória. 2. **Ouvido que não tolera aparelho convencional.** O canal que escorre com frequência, a cavidade aberta de uma cirurgia antiga, a dermatite que o molde piora. Nesses casos o problema não é a amplificação, é o que ela exige: um canal auditivo fechado e saudável. 3. **Surdez de um ouvido só.** Aqui a lógica é outra. O dispositivo é colocado do lado que não ouve, capta o som daquele lado e o conduz pelo osso até a cóclea do lado bom. Não devolve a audição do ouvido surdo: reduz o efeito da sombra da cabeça, aquele som que se perde quando vem do lado em que a pessoa não ouve. Em crianças com microtia ou atresia do canal auditivo, essa costuma ser a primeira via de estímulo auditivo, muitas vezes com a bandana antes da idade de implantar. ## Como é a avaliação A audiometria é o ponto de partida, e o que ela mostra sobre a via óssea é decisivo: é essa reserva coclear que a prótese vai usar. Somam-se a ela os testes de fala, a avaliação do ouvido e, quando indicado, a tomografia dos ossos temporais, que mostra a espessura do osso e a anatomia disponível. Antes de qualquer decisão cirúrgica existe o teste com bandana. O processador é preso a uma faixa que pressiona o osso e transmite o som por essa via, sem incisão nenhuma. O resultado não é idêntico ao do implante, porque a pele e o tecido entre o processador e o osso atenuam a vibração, mas ele permite a experiência concreta de ouvir por condução óssea e uma conversa honesta sobre o que se espera. ## Os modelos Bonebridge, Osia e Sentio são implantes de condução óssea ativa, de fabricantes diferentes, disponíveis no Brasil. Os três compartilham o mesmo princípio: a parte implantada fica sob a pele íntegra, sem pino atravessando a pele, e o processador externo é mantido no lugar por um ímã. Diferem entre si na tecnologia do transdutor, nas dimensões do implante, nos critérios de compatibilidade com ressonância magnética e nas faixas de perda auditiva para as quais foram desenhados. Existe ainda o modelo percutâneo, mais antigo, em que um pino de titânio atravessa a pele e recebe o processador. Ele continua tendo lugar em situações específicas, e a escolha entre as opções faz parte da avaliação. Nenhum modelo é melhor que o outro em abstrato. O que define a escolha é o tipo e o grau da perda, a anatomia do osso naquele paciente, a necessidade futura de exames de imagem e a rotina de quem vai usar o dispositivo todos os dias. ## Depois da cirurgia O implante precisa de um período para integrar ao osso antes de receber o processador. Passado esse tempo, vem a ativação e o ajuste, que não é único: o processador é regulado ao longo das primeiras semanas, conforme a pessoa relata o que ouve. A adaptação a uma nova via de audição leva tempo, e o acompanhamento com fonoaudiólogo faz parte do tratamento. ## O caminho na Clínica Rhinus A investigação diagnóstica, a audiometria e a avaliação de candidatura são feitas na clínica. A cirurgia é realizada pela Profa. Dra. Aline Bittencourt, em ambiente hospitalar, e o acompanhamento antes e depois acontece aqui. **A consulta e a cirurgia seguem regras diferentes.** A consulta com a Profa. Dra. Aline Bittencourt é particular: ela não atende por convênio. Já a cirurgia de implante de condução óssea pode ser custeada por todos os convênios, pois consta no Rol de Procedimentos da ANS, inclusive para planos de saúde que a Clínica Rhinus não atende. ## Perguntas frequentes ### Qual a diferença entre prótese osteoancorada e implante coclear? São indicações diferentes. O implante coclear substitui a função da cóclea, e é considerado quando ela está gravemente comprometida. A prótese osteoancorada faz o contrário: ela conta com uma cóclea que funciona e apenas entrega o som até lá por outro caminho, a vibração do osso, quando o canal auditivo ou o ouvido médio não deixam o som passar. ### Quem pode ser candidato? Em linhas gerais, três situações. Perda auditiva condutiva ou mista, em que o ouvido interno responde bem mas o som não chega até ele. Surdez de um ouvido só, quando o dispositivo capta o som do lado surdo e o conduz até a cóclea do lado que ouve. E casos em que o aparelho auditivo convencional não pode ser usado, como o ouvido que escorre com frequência ou o canal auditivo que não se formou. A definição vem do conjunto da avaliação, não de um exame isolado. ### É possível testar antes de operar? Sim, e esse teste faz parte da avaliação. Um processador é acoplado a uma bandana ou a um suporte de teste, que transmite o som pelo osso sem nenhuma cirurgia. Não reproduz exatamente o resultado do implante, mas permite que a pessoa ouça por essa via e diga o que percebe. Em crianças pequenas, a bandana também é usada como solução provisória até a idade de implantar. ### Como é a cirurgia? É um procedimento de porte pequeno a médio, feito em ambiente hospitalar, em que o implante é fixado ao osso atrás da orelha. Nos modelos atuais a pele permanece fechada sobre o implante, sem pino externo atravessando a pele. Depois da cirurgia há um período de cicatrização e integração ao osso, e só então o processador externo é ativado e ajustado. ### O que são Bonebridge, Osia e Sentio? São modelos de implante de condução óssea ativa disponíveis no Brasil, de fabricantes diferentes. Nos três, a parte implantada fica sob a pele íntegra e o processador externo é preso por ímã. Diferem na tecnologia do transdutor, no tamanho, na compatibilidade com exames de ressonância magnética e nos critérios de indicação. A escolha do modelo é parte da avaliação e considera o tipo de perda, a anatomia do osso e a rotina de cada pessoa. ### O implante é coberto pelo convênio? A cirurgia de implante de condução óssea pode ser custeada por todos os convênios, pois consta no Rol de Procedimentos da ANS, inclusive para planos de saúde que a Clínica Rhinus não atende. A consulta com a Profa. Dra. Aline Bittencourt é particular: ela não atende por convênio. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-16._ --- # Otite crônica: quando a inflamação do ouvido não vai embora **Resumo.** A otite média crônica é uma inflamação do ouvido médio que persiste por meses, em geral com perfuração do tímpano e saída de secreção que vai e volta. Diferente da otite aguda, ela não se resolve só com antibiótico. O tratamento depende do que está acontecendo atrás do tímpano e pode ser clínico ou cirúrgico. **Pontos-chave:** - Otite crônica é diferente de otite de repetição: aqui a inflamação não cessa. - O sinal mais típico é a secreção que sai do ouvido de tempos em tempos, com ou sem dor forte. - A perda auditiva costuma progredir devagar e pode passar despercebida por anos. - O colesteatoma é uma forma que precisa de cirurgia, porque cresce e destrói estruturas importantes do ouvido como ossículos da audição, labirinto e até o nervo facial. ## O que é otite média crônica? O ouvido médio é a câmara de ar que fica logo atrás do tímpano e abriga os três ossinhos da audição. Otite média crônica é a inflamação dessa câmara mantida por meses — em geral acompanhada de uma perfuração do tímpano que não cicatrizou. Enquanto a perfuração existe, o ouvido médio fica exposto. Água, poeira e bactérias chegam onde não deveriam chegar, e a inflamação recomeça. É por isso que a otite crônica costuma seguir um padrão de melhora e piora, sem nunca resolver de vez. ## Quais são os sintomas? - **Secreção que sai do ouvido**, de tempos em tempos, às vezes com odor forte. - **Perda auditiva** que aumenta devagar, ao longo de anos. - **Sensação de ouvido tampado** ou de audição abafada do lado afetado. - Zumbido no ouvido afetado. - Pouca ou nenhuma dor, na maior parte dos casos. Sinais que pedem avaliação sem demorar: dor intensa, tontura com rotação, febre, dor de cabeça persistente ou fraqueza de um lado do rosto. ## Otite crônica é o mesmo que otite de repetição? Não, e a confusão é comum. | O que comparar | Otite de repetição | Otite média crônica | | --- | --- | --- | | O que acontece | Vários episódios agudos separados, com cura entre eles | Uma inflamação que não cessa | | Quem costuma ter | Principalmente crianças pequenas | Adolescentes e adultos, com histórico antigo | | Dor | Forte, em crises | Pouca ou nenhuma | | Tímpano | Íntegro entre os episódios | Em geral perfurado | | Base do tratamento | Tratar as causas da repetição | Deixar o ouvido seco e seguro | ## Quais são os riscos de não tratar? A otite crônica não é apenas um incômodo. A inflamação mantida por anos — e sobretudo o colesteatoma, que cresce e vai corroendo o que encontra pela frente — pode alcançar estruturas importantes que ficam ao redor do ouvido médio: - **Os ossículos da audição.** Martelo, bigorna e estribo transmitem o som do tímpano ao ouvido interno. Quando são erodidos, surge perda auditiva de condução, que costuma ser permanente sem reconstrução cirúrgica. - **O labirinto.** É a estrutura do ouvido interno responsável pelo equilíbrio. Uma erosão da sua parede óssea, chamada fístula labiríntica, provoca tontura giratória e pode levar a perda auditiva neurossensorial, que a cirurgia não recupera. - **O nervo facial.** Ele passa por dentro do osso, ao lado do ouvido médio. O comprometimento desse nervo causa fraqueza ou paralisia de um lado do rosto. - **As estruturas vizinhas ao crânio.** Complicações raras, mas graves, como meningite, abscesso e trombose de seio venoso, descritas quando a doença ultrapassa os limites do osso temporal. Nada disso acontece da noite para o dia, e a maioria das pessoas com otite crônica nunca chega a esse ponto. O que essa lista explica é por que ouvido que escorre há anos merece avaliação mesmo sem dor: quanto antes se identifica um colesteatoma, menor a extensão do que ele já alcançou. Procure avaliação sem esperar se aparecer tontura giratória, dor intensa, febre, dor de cabeça persistente ou fraqueza de um lado do rosto. ## Como é o diagnóstico na Clínica Rhinus? A consulta começa pela história — há quanto tempo, com que frequência escorre, se já houve cirurgia, se há perda auditiva percebida — e pelo exame do ouvido com otoscopia. A partir daí, os exames que costumam entrar: - **Audiometria e imitanciometria**, para medir o grau e o tipo da perda auditiva e avaliar o comportamento do tímpano. - **Tomografia computadorizada dos ossos temporais**, quando é preciso ver o osso e as estruturas do ouvido médio em detalhe, sobretudo na suspeita de colesteatoma. ## Quais são os tratamentos? O tratamento clínico cuida da fase inflamatória: limpeza do canal, medicação tópica e orientação para manter o ouvido seco. Ele controla a infecção, mas não fecha a perfuração. O tratamento cirúrgico entra quando o objetivo é fechar o tímpano, remover doença do ouvido médio ou tratar um colesteatoma. As cirurgias mais comuns são a timpanoplastia — a reconstrução do tímpano — e a timpanomastoidectomia, quando é necessário limpar também a mastoide, o osso atrás da orelha. Esse tema tem uma página própria em [cirurgia de ouvido](/especialidades/cirurgia-de-ouvido/). A escolha entre um caminho e outro depende do tamanho e da localização da perfuração, do estado dos ossinhos, da presença de colesteatoma, da audição do outro ouvido e da vida do paciente. É uma decisão conversada, não uma regra automática. ## Perguntas frequentes ### Qual a diferença entre otite aguda e otite crônica? A otite aguda é um episódio: dor forte, febre, começo rápido, e resolução em dias com tratamento. A otite crônica é um estado que se arrasta por meses, normalmente com perfuração do tímpano e secreção que vai e volta, com pouca ou nenhuma dor. São situações diferentes e o tratamento também é diferente. ### Otite crônica dói? Em geral não, e é justamente isso que faz muita gente conviver com ela por anos. O incômodo principal costuma ser a secreção com odor e a perda auditiva progressiva. Dor forte, tontura ou paralisia de um lado do rosto em quem tem otite crônica são sinais de alerta e pedem avaliação rápida. ### Posso molhar o ouvido se tenho o tímpano perfurado? Com o tímpano perfurado, a água que entra no canal chega ao ouvido médio e pode desencadear uma nova infecção. A orientação habitual é proteger o ouvido no banho e evitar mergulho, mas a conduta é individual: converse com o seu otorrinolaringologista sobre o seu caso. ### O que é colesteatoma? É um acúmulo de pele em um lugar onde ela não deveria estar, dentro do ouvido médio. Ele cresce lentamente e vai erodindo as estruturas ao redor, incluindo os ossinhos da audição. Não regride com medicamento: o tratamento é cirúrgico, e por isso o diagnóstico precoce faz diferença. ### A perda auditiva da otite crônica volta depois da cirurgia? A cirurgia tem dois objetivos, e eles não são iguais: deixar o ouvido seco e seguro, e reconstruir o mecanismo da audição. O primeiro é o principal. O ganho auditivo depende do estado dos ossinhos e da cóclea de cada paciente, e é discutido caso a caso antes do procedimento. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Colesteatoma: o crescimento de pele dentro do ouvido **Resumo.** O colesteatoma é um acúmulo de pele dentro do ouvido médio, a câmara que fica atrás do tímpano. Não é um câncer, mas cresce devagar e vai desgastando o osso e os ossinhos da audição. O sinal mais comum é a secreção no ouvido que vai e volta, com mau cheiro. Não regride com remédio: o tratamento é cirúrgico, e o acompanhamento continua por anos. **Pontos-chave:** - Colesteatoma é pele crescendo onde não deveria: dentro do ouvido médio. - Secreção com mau cheiro que volta mesmo com gotas é o sinal mais comum. - Gotas e antibiótico controlam a infecção por um tempo, mas não removem o colesteatoma. - O tratamento é cirúrgico e o acompanhamento depois da cirurgia dura anos, porque ele pode voltar. ## O que é colesteatoma? O ouvido médio é a câmara de ar que fica atrás do tímpano e abriga os três ossinhos da audição. Ele não deveria ter pele por dentro. O colesteatoma é exatamente isso: pele crescendo nesse espaço, formando um acúmulo que aumenta com o tempo. Como a pele descama continuamente, o colesteatoma vai crescendo e, ao crescer, desgasta o osso ao redor. É esse desgaste lento que explica os riscos da doença. ## Por que ele aparece? - **Retração do tímpano.** Quando o ouvido médio não é bem ventilado, por exemplo depois de muitas otites, uma parte do tímpano pode ser puxada para dentro e formar uma bolsa. A pele se acumula nessa bolsa e não consegue sair. - **Perfuração do tímpano.** Em algumas otites crônicas, a pele do canal do ouvido migra pela borda da perfuração para dentro do ouvido médio. - **Desde o nascimento.** Mais raro, o colesteatoma congênito aparece em crianças, atrás de um tímpano íntegro, sem histórico de otite. ## Quais são os sintomas? - **Secreção no ouvido** que vai e volta, muitas vezes com mau cheiro, mesmo com tratamento. - **Perda auditiva** do lado afetado, que costuma aumentar devagar. - **Sensação de ouvido tampado** ou de pressão. - Pouca ou nenhuma dor, na maior parte dos casos. Procure avaliação sem esperar se aparecer tontura com sensação de rotação, dor intensa, febre, dor de cabeça persistente ou fraqueza de um lado do rosto. ## Quais são os riscos de não tratar? O colesteatoma cresce devagar, mas não para. Ao longo do tempo, ele pode alcançar: - **Os ossinhos da audição**, causando perda auditiva de condução. - **O labirinto**, a estrutura do equilíbrio, causando tontura e perda auditiva neurossensorial. - **O nervo facial**, que passa ao lado do ouvido médio, causando fraqueza de um lado do rosto. - **As estruturas vizinhas ao crânio**, em complicações raras, mas graves. A maioria das pessoas não chega a esse ponto, e é por isso que o diagnóstico precoce importa: quanto antes o colesteatoma é identificado, menor a extensão do que ele já alcançou. ## Como é o diagnóstico na Clínica Rhinus? A consulta começa pela história — há quanto tempo o ouvido escorre, se já houve cirurgia, se há perda auditiva — e pelo exame do ouvido com otoscopia e, quando necessário, com microscópio ou endoscópio. A partir daí, os exames que costumam entrar: - **Audiometria e imitanciometria**, para medir o grau e o tipo da perda auditiva. - **Tomografia computadorizada dos ossos temporais**, para ver a extensão do colesteatoma e o estado do osso, dos ossinhos e das estruturas vizinhas. - **Ressonância magnética**, em situações específicas, sobretudo no acompanhamento depois da cirurgia. ## Como é o tratamento? O tratamento do colesteatoma é cirúrgico. A cirurgia mais usada é a timpanomastoidectomia, que remove o colesteatoma do ouvido médio e da mastoide, o osso que fica atrás da orelha. É feita em ambiente hospitalar, sob anestesia geral. A cirurgia tem dois objetivos, em ordem de prioridade: 1. **Remover a doença** e deixar o ouvido seco e seguro. 2. **Reconstruir a audição**, quando possível, refazendo o tímpano e os ossinhos. Às vezes essa reconstrução é feita numa segunda etapa. A técnica depende da extensão do colesteatoma, da audição dos dois ouvidos e da história de cada paciente. Mais detalhes na página de [cirurgia de ouvido](/especialidades/cirurgia-de-ouvido/). ## E depois da cirurgia? O colesteatoma pode voltar, mesmo depois de uma cirurgia bem feita. Por isso o acompanhamento com o otorrinolaringologista continua por anos, com exame do ouvido e, quando indicado, ressonância magnética ou uma segunda etapa cirúrgica para conferir que o ouvido continua livre da doença. ## Perguntas frequentes ### Colesteatoma é câncer? Não. O colesteatoma não é um tumor maligno e não se espalha para outras partes do corpo. Ele preocupa por outro motivo: cresce dentro de um espaço pequeno, cercado de estruturas importantes, e vai desgastando o osso por onde passa. ### Colesteatoma pode ser tratado só com remédio? Não. Gotas, antibiótico e limpeza do ouvido ajudam a controlar a infecção e a secreção, mas a pele que está crescendo continua lá. A remoção do colesteatoma é feita por cirurgia. ### Criança pode ter colesteatoma? Pode. Em crianças, ele pode estar presente desde o nascimento, atrás de um tímpano íntegro, ou surgir depois de otites e problemas de ventilação do ouvido. Muitas vezes é descoberto num exame de rotina ou na investigação de uma perda auditiva. ### Depois da cirurgia, o colesteatoma pode voltar? Pode, e por isso o acompanhamento com o otorrinolaringologista continua por anos. Em alguns casos, ressonância magnética ou uma segunda etapa cirúrgica são usadas para confirmar que o ouvido continua livre da doença. ### A audição melhora depois da cirurgia? O objetivo principal da cirurgia é remover o colesteatoma e deixar o ouvido seco e seguro. A reconstrução da audição é um segundo objetivo, que depende do estado dos ossinhos e do ouvido interno, e é discutida caso a caso antes do procedimento. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-10-31._ --- # Cirurgia de ouvido: quando é indicada e como funciona **Resumo.** A cirurgia de ouvido reúne procedimentos que reconstroem o tímpano, tratam doença do ouvido médio ou reparam o mecanismo da audição. A mais conhecida é a timpanoplastia, que fecha uma perfuração do tímpano. A indicação depende do que os exames mostram e do impacto na vida do paciente, e nunca é automática. **Pontos-chave:** - Timpanoplastia é a reconstrução do tímpano perfurado. - O objetivo principal costuma ser um ouvido seco e seguro; o ganho auditivo vem depois. - Colesteatoma é a situação em que a cirurgia deixa de ser opcional. - A avaliação pré-operatória inclui audiometria e, quando indicado, tomografia. ## O que a cirurgia de ouvido resolve? Sob o nome "cirurgia de ouvido" cabem procedimentos bem diferentes entre si. Os mais frequentes têm três finalidades: 1. **Fechar o tímpano.** A timpanoplastia reconstrói a membrana perfurada com um enxerto do próprio paciente, devolvendo a barreira entre o canal auditivo e o ouvido médio. 2. **Remover doença.** A timpanomastoidectomia limpa o ouvido médio e a mastoide, o osso atrás da orelha, quando há colesteatoma ou infecção que não cede. 3. **Recuperar a transmissão do som.** A ossiculoplastia reconstrói ou substitui os ossinhos da audição quando eles foram danificados pela doença. Em crianças, há ainda a colocação do tubo de ventilação — o "tubinho" —, um procedimento curto que drena a secreção acumulada atrás do tímpano. Nas perdas auditivas de grau severo a profundo, em que nenhuma dessas cirurgias resolve, entra o [implante coclear](/especialidades/implante-coclear/), que tem página própria. ## Quando existe indicação? A indicação costuma aparecer em uma destas situações: - Perfuração de tímpano que não cicatrizou depois de meses. - Ouvido que escorre repetidamente, apesar do tratamento clínico bem feito. - Perda auditiva de condução com impacto no dia a dia. - Colesteatoma — aqui a cirurgia é o tratamento, não uma opção entre outras. ## Como é a avaliação antes de operar? | Etapa | Para que serve | | --- | --- | | Consulta e otoscopia | Ver o tímpano, o tamanho e a posição da perfuração | | Audiometria | Medir o grau da perda e separar condução de neurossensorial | | Imitanciometria | Avaliar a pressão e a mobilidade do sistema tímpano-ossicular | | Tomografia dos ossos temporais | Ver o osso, os ossinhos e a extensão da doença | | Avaliação clínica pré-operatória | Verificar as condições gerais de saúde para a anestesia | O plano cirúrgico sai desse conjunto. Dois pacientes com "perfuração de tímpano" no papel podem receber recomendações completamente diferentes. ## Como costuma ser a recuperação? A recuperação varia com o porte do procedimento, mas alguns pontos são comuns: - Ouvido protegido da água até liberação médica. - Não assoar o nariz com força — a pressão sobe pela tuba auditiva e chega ao enxerto. - Evitar esforço físico intenso, mergulho e viagem de avião no período orientado. - Sensação de ouvido tampado e audição abafada nas primeiras semanas é esperada, porque há curativo interno no canal. - Retornos ambulatoriais para limpeza e acompanhamento da cicatrização. O resultado auditivo só é avaliado depois da cicatrização completa, com uma nova audiometria. ## Como é o acompanhamento na Clínica Rhinus? A avaliação, os exames auditivos e o acompanhamento pré e pós-operatório são feitos na clínica, no Renascença, em São Luís. As cirurgias são realizadas em ambiente hospitalar. A Profa. Dra. Aline Bittencourt tem fellowship em cirurgia otológica avançada e de base lateral do crânio pela USP, doutorado em otorrinolaringologia pela mesma instituição e é membro da Sociedade Brasileira de Otologia. ## Perguntas frequentes ### O que é uma timpanoplastia? É a cirurgia que reconstrói o tímpano perfurado, usando um tecido do próprio paciente — em geral a fáscia de um músculo ou a cartilagem da orelha — como enxerto. Quando o procedimento inclui também a reconstrução dos ossinhos da audição, recebe o nome de timpanoplastia com ossiculoplastia. ### Toda perfuração de tímpano precisa de cirurgia? Não. Perfurações pequenas e recentes, como as que ocorrem depois de uma otite aguda ou de um trauma, muitas vezes cicatrizam sozinhas em algumas semanas. A cirurgia é considerada quando a perfuração persiste, quando o ouvido escorre com frequência ou quando a perda auditiva incomoda. ### A cirurgia é feita com anestesia geral? Na maior parte dos casos sim, embora existam situações em que a anestesia local com sedação é possível. A decisão é do anestesiologista junto com o cirurgião, considerando a extensão do procedimento e as condições de saúde do paciente. ### Como costuma ser a recuperação? O período inicial pede repouso relativo, ouvido protegido da água e cuidado para não assoar o nariz com força nem fazer esforço. O curativo e os pontos, quando existem, são retirados em consulta. O retorno às atividades varia com o tipo de cirurgia e com cada pessoa, e é orientado individualmente. ### A audição melhora depois da cirurgia? Depende do que causou a perda. Se ela vem da perfuração ou dos ossinhos, há espaço para melhora. Se a cóclea, o órgão sensorial, também está comprometida, essa parte da perda não é corrigida pela cirurgia. Por isso a audiometria pré-operatória é essencial: ela mostra o que dá para esperar. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Desvio de septo nasal: quando operar **Resumo.** O desvio de septo é uma alteração na parede que separa as duas narinas e pode deixar o nariz entupido de forma persistente, de um lado ou dos dois. Nem todo desvio precisa de cirurgia: a indicação depende do impacto na respiração e da resposta ao tratamento clínico. A avaliação inclui consulta e, quando necessário, videoendoscopia nasal. **Pontos-chave:** - Quase todo mundo tem algum grau de desvio; poucos precisam operar. - O sintoma que importa é a obstrução nasal que não melhora, sobretudo deitado. - Rinite e desvio somam efeitos: tratar só um dos dois às vezes não resolve. - A videoendoscopia nasal é feita em consultório e ajuda a definir a conduta. ## O que é o desvio de septo nasal? O septo nasal é a parede fina de cartilagem e osso que divide o nariz em duas narinas. Quando essa parede não é reta, existe um desvio de septo. Ele pode ser de nascença, surgir com o crescimento do rosto na adolescência ou resultar de um trauma no nariz. Ter desvio é a regra, não a exceção. O que define se ele é um problema não é a imagem, e sim o quanto atrapalha a respiração. ## Quais são os sinais de que o desvio está atrapalhando? - Nariz entupido que não passa, de um lado só ou alternando entre os lados. - Dificuldade para respirar pelo nariz deitado ou durante atividade física. - Boca seca ao acordar, sono agitado e ronco. - Sinusites de repetição e sensação de pressão no rosto. - Sangramentos nasais frequentes do mesmo lado. ## Como é o diagnóstico na Clínica Rhinus? A consulta começa pela história — há quanto tempo, o que piora, o que já foi tentado — e pelo exame do nariz. Quando é preciso ver as estruturas mais profundas, realizamos a [videoendoscopia nasal](/exames/videoendoscopia-nasal/), um exame de consultório em que uma câmera fina percorre o interior do nariz. Leva cerca de cinco minutos e é feito sem anestesia. O exame permite ver o septo em toda a sua extensão, o estado dos cornetos, a presença de pólipos e a região da adenoide — informações que a inspeção pela frente do nariz não dá. ## Tratamento clínico ou cirúrgico? | | Tratamento clínico | Septoplastia | | --- | --- | --- | | Quando costuma ser a primeira escolha | Quando há rinite associada ou obstrução leve a moderada | Quando a obstrução persiste apesar do tratamento clínico bem feito | | O que envolve | Medicação tópica, lavagem nasal e controle dos fatores alérgicos | Procedimento cirúrgico para reposicionar o septo | | Sobre o que age | A inflamação da mucosa | A estrutura do septo | | Quanto tempo até avaliar o efeito | Semanas | Avaliação após a cicatrização | Um erro comum é operar sem antes tratar a rinite. Se a mucosa está inflamada, a sensação de nariz entupido continua depois da cirurgia — e a conclusão equivocada é a de que "a cirurgia não funcionou". ## Como é a septoplastia? É um procedimento feito por dentro das narinas, sem corte externo. O cirurgião reposiciona ou remove as partes desviadas da cartilagem e do osso do septo. Quando há também o desejo de alterar a forma externa do nariz, o caminho é a [rinoplastia](/especialidades/rinoplastia-e-cirurgia-da-face/). Com frequência é combinada com a turbinectomia ou turbinoplastia, que reduz o volume dos cornetos inferiores quando eles estão aumentados. A recuperação envolve inchaço interno e nariz obstruído por alguns dias, lavagem nasal frequente, repouso relativo e retornos para limpeza. A respiração melhora de forma gradual, conforme o edema diminui. ## E na criança que respira pela boca? Na infância, o nariz entupido raramente é explicado só pelo septo. A avaliação considera também a rinite alérgica e o aumento da adenoide — tema tratado na página sobre [ronco e respiração bucal na criança](/especialidades/ronco-e-respiracao-bucal-na-crianca/). Cirurgias sobre o septo em crianças em fase de crescimento seguem critérios específicos e são indicadas com parcimônia. ## Perguntas frequentes ### Todo desvio de septo precisa de cirurgia? Não. A maior parte das pessoas tem algum grau de desvio do septo e nunca precisa operar. A cirurgia é considerada quando o desvio causa obstrução nasal persistente que atrapalha o sono, o esforço físico ou o dia a dia, e quando o tratamento clínico não resolveu. A decisão é individual e feita em consulta. ### Qual a diferença entre desvio de septo e rinite? O desvio de septo é uma alteração da estrutura que divide as duas narinas — um problema anatômico. A rinite é uma inflamação da mucosa do nariz, geralmente alérgica. As duas condições podem existir ao mesmo tempo, e é comum que a rinite piore muito a sensação de nariz entupido em quem já tem desvio. ### Como o otorrino confirma o diagnóstico? A avaliação começa pela consulta e pelo exame do nariz. Quando é necessário ver melhor as estruturas internas, a Clínica Rhinus realiza a videoendoscopia nasal, um exame de cerca de cinco minutos, feito no consultório com uma câmera fina e sem anestesia. Em alguns casos o médico também solicita exames de imagem. ### A septoplastia muda o formato do nariz? A septoplastia trabalha por dentro, sobre o septo, e tem finalidade funcional: melhorar a passagem de ar. Ela não é feita para mudar a aparência externa. Quando o paciente também deseja alterar o formato do nariz, o procedimento é a rinoplastia, que tem página própria no site. ### Criança pode ter desvio de septo? Pode, mas na infância o nariz entupido costuma ter outras causas mais frequentes, como a rinite alérgica e o aumento da adenoide. Por isso a avaliação da criança que respira pela boca é feita olhando o conjunto, e não apenas o septo. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Rinoplastia e cirurgia plástica da face **Resumo.** A rinoplastia é a cirurgia que modifica a estrutura do nariz. Ela pode ter finalidade funcional, para melhorar a respiração, estética, para alterar a forma, ou as duas ao mesmo tempo. A indicação nasce de uma avaliação individual, que considera a anatomia, a respiração e o que a pessoa espera do procedimento. **Pontos-chave:** - Septoplastia corrige o septo por dentro; rinoplastia atua também sobre a forma externa. - Função e estética costumam andar juntas: mexer na estrutura muda as duas coisas. - A avaliação inclui exame do nariz por dentro, não apenas a análise da aparência. - O resultado leva meses para se definir, porque o inchaço cede aos poucos. ## O que é a rinoplastia É a cirurgia que modifica a estrutura do nariz: o osso, as cartilagens e, em alguns casos, os tecidos internos que regulam a passagem de ar. O nariz é, ao mesmo tempo, a via de entrada do ar e o elemento central do rosto. Por isso a cirurgia quase nunca é só uma coisa ou só a outra: mexer na estrutura que sustenta a forma externa costuma mexer também na passagem de ar, e o contrário também é verdade. | Procedimento | O que trata | Finalidade | | --- | --- | --- | | Septoplastia | O septo, por dentro | Funcional: melhorar a respiração | | Rinoplastia | A estrutura e a forma do nariz | Funcional, estética, ou as duas | | Rinosseptoplastia | Septo e estrutura externa, no mesmo ato | As duas | ## Quando é indicada A indicação funcional aparece quando existe obstrução nasal que persiste e tem origem estrutural — desvio de septo, colapso das paredes laterais do nariz, sequela de trauma ou de cirurgia anterior. Esse contexto está detalhado na página sobre [desvio de septo nasal](/especialidades/desvio-de-septo-nasal/). A indicação estética parte do próprio paciente: é ele quem traz o incômodo com a forma do nariz. Aqui não há critério clínico que determine a cirurgia. O que existe é uma conversa sobre o que é possível fazer, o que não é, e o que aquela anatomia comporta. Quando as duas indicações coexistem, o mais comum é resolvê-las no mesmo procedimento. ## Como é a avaliação Uma consulta de rinoplastia não se resume a olhar o nariz de fora. Ela inclui: 1. **História clínica.** Como você respira, se já teve trauma ou cirurgia no nariz, se tem rinite, se ronca, que medicamentos usa. 2. **Exame do nariz por dentro**, com [videoendoscopia nasal](/exames/videoendoscopia-nasal/) quando indicado, para ver septo, cornetos e a passagem de ar em toda a extensão. 3. **Análise da face**, avaliando o nariz em relação ao conjunto, e não isolado. 4. **Conversa sobre expectativas.** Esta etapa é decisiva, e é onde se define se a cirurgia faz sentido para aquela pessoa naquele momento. ## Como costuma ser a recuperação O que é esperado nos primeiros dias: - Inchaço no nariz e ao redor dos olhos, com possível hematoma. - Sensação de nariz obstruído, mesmo sem tampão. - Curativo ou splint externo, pelo período orientado. - Repouso relativo, cabeceira elevada e compressas conforme a orientação. Depois disso, a recuperação é gradual. O retorno ao trabalho costuma ser precoce; esforço físico, exposição solar e uso de óculos seguem orientação específica e individual. O resultado final leva meses para se definir, e a ponta do nariz é a região mais lenta. Essas são as linhas gerais. O seu caso terá as suas próprias orientações, dadas na consulta pré-operatória e nos retornos. ## O que esta página não faz Duas coisas, de propósito: - **Não mostra imagens de "antes e depois".** A Resolução CFM nº 2.336/2023 veda esse tipo de divulgação, e nós seguimos essa regra. - **Não promete resultado.** Nenhuma cirurgia tem desfecho garantido, e a rinoplastia depende de fatores individuais — espessura da pele, qualidade da cartilagem, cicatrização — que variam de pessoa para pessoa e não se controlam por completo. O que dá para oferecer é uma avaliação honesta do que é possível na sua anatomia, e a informação necessária para você decidir. ## Quem faz na Clínica Rhinus A Dra. Juliana Pessoa e a Dra. Jaqueline Altoé têm atuação em rinoplastia e cirurgia plástica da face, ambas com fellowship na área. A avaliação e o acompanhamento pré e pós-operatório são feitos na clínica, no Renascença, em São Luís; as cirurgias, em ambiente hospitalar. ## Perguntas frequentes ### Qual a diferença entre septoplastia e rinoplastia? A septoplastia corrige o desvio do septo, por dentro das narinas, com finalidade funcional: melhorar a passagem de ar. Não altera a aparência externa. A rinoplastia atua sobre a estrutura do nariz como um todo, incluindo a forma externa. Quando as duas são feitas no mesmo procedimento, fala-se em rinosseptoplastia. ### A cirurgia deixa cicatriz aparente? Depende da técnica. Na via fechada, as incisões ficam dentro das narinas e não há cicatriz externa. Na via aberta, há uma pequena incisão na columela, a coluna de pele entre as narinas, que tende a ficar discreta com o tempo. A escolha da via é feita pelo cirurgião conforme o que precisa ser trabalhado. ### Como costuma ser a recuperação? Os primeiros dias envolvem inchaço, hematoma ao redor dos olhos e a sensação de nariz obstruído, com uso de curativo ou splint externo pelo período orientado. O retorno às atividades leves costuma ser rápido; o esforço físico e o uso de óculos seguem orientação específica. O prazo varia de pessoa para pessoa. ### Quanto tempo até ver o resultado definitivo? Meses. O inchaço diminui de forma desigual: boa parte cede nas primeiras semanas, mas a ponta do nariz é a região que demora mais a definir, podendo levar de um a dois anos. É importante saber disso antes, para não avaliar o resultado por uma fase intermediária. ### O plano de saúde cobre? A regra geral é que a indicação funcional, como a correção de desvio de septo que atrapalha a respiração, pode ter cobertura conforme o plano e o contrato, enquanto a indicação estética não é coberta. Como isso varia bastante, confirme com a nossa equipe informando o seu plano antes de agendar. ### A partir de que idade pode ser feita? A recomendação usual é aguardar o fim do crescimento facial, o que costuma acontecer por volta dos 16 anos nas meninas e dos 17 a 18 nos meninos. Operar antes disso pode interferir no desenvolvimento do nariz. Situações funcionais específicas seguem critérios próprios e são avaliadas caso a caso. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Criança que ronca, respira pela boca e adoece sempre **Resumo.** Roncar todas as noites, dormir de boca aberta e acordar cansada não é o sono normal de uma criança. As causas mais comuns são o aumento da adenoide e das amígdalas e a rinite alérgica. A avaliação identifica o que está obstruindo a passagem de ar e orienta o tratamento, que pode ser clínico ou cirúrgico. **Pontos-chave:** - Ronco todas as noites, em criança, merece avaliação — não é apenas um hábito. - Adenoide aumentada, amígdalas aumentadas e rinite são as causas mais frequentes. - Respirar pela boca por anos afeta o crescimento da face e a posição dos dentes. - Nem toda criança com adenoide grande precisa de cirurgia. ## Por que uma criança ronca? O ronco acontece quando o ar encontra uma passagem estreita e faz vibrar os tecidos da via aérea. Na infância, o estreitamento costuma estar em um destes lugares: - **Adenoide aumentada.** A adenoide fica no fundo do nariz, atrás do véu do palato. Quando cresce, obstrui a saída do nariz para a garganta. - **Amígdalas aumentadas.** Ficam na garganta, dos dois lados, e reduzem o espaço por onde o ar passa. - **Rinite alérgica.** A mucosa inflamada incha e obstrui o nariz, principalmente à noite. - Com menos frequência, desvio de septo, pólipos ou alterações da estrutura da face. Muitas vezes há mais de uma causa ao mesmo tempo, e é por isso que tratar um único fator nem sempre resolve. ## Quais sinais merecem avaliação? - Ronco na maioria das noites. - Pausas na respiração durante o sono, ou respiração ruidosa e com esforço. - Dormir de boca aberta, babar no travesseiro, suar muito durante o sono. - Sono agitado, posições estranhas, acordar várias vezes. - Acordar cansada, com dificuldade para levantar. - Cansaço, irritabilidade ou desatenção durante o dia. - Xixi na cama depois da idade em que já tinha parado. - Nariz entupido o ano inteiro, voz anasalada, otites de repetição. > A queixa que costuma chegar ao consultório não é o ronco. É a professora dizendo que a > criança não presta atenção, ou a família notando que ela adoece toda vez que muda o tempo. ## O que a respiração bucal provoca a longo prazo? Respirar pela boca é uma adaptação: o corpo procura ar onde consegue. Mantida por anos, no período de crescimento, essa adaptação tem consequências descritas na literatura: - Alterações no crescimento da face e no posicionamento dos dentes. - Sono de pior qualidade, com repercussão no comportamento e na atenção durante o dia. - Maior frequência de infecções de vias aéreas. - Em casos com apneia, repercussão sobre o crescimento e o desenvolvimento. ## Como é a avaliação na Clínica Rhinus? A consulta reúne a história do sono, o histórico de infecções, o padrão de crescimento e o exame do nariz, da boca e do ouvido. A partir daí: | Recurso | O que responde | | --- | --- | | Videoendoscopia nasal | Qual o tamanho da adenoide e como está a passagem de ar | | Audiometria e imitanciometria | Se há secreção no ouvido e perda auditiva associada | | Polissonografia | Se há apneia do sono e qual a sua gravidade | ## Quando o tratamento é clínico e quando é cirúrgico? O tratamento clínico é o primeiro passo na maior parte dos casos: controle da rinite, lavagem nasal, medicação tópica e cuidado com os fatores ambientais. Muitas crianças melhoram só com isso, e a adenoide tende a regredir com a idade. A [cirurgia de adenoide e amígdalas](/especialidades/cirurgia-de-adenoide-e-amigdalas/) é considerada quando a obstrução é significativa e persiste, quando há apneia do sono documentada, quando as infecções se repetem em frequência alta ou quando há otite média com efusão que não se resolve. Não existe uma medida de adenoide que, sozinha, indique cirurgia. O que pesa é o conjunto: o quanto a criança respira, como ela dorme, quantas vezes adoece e como está a audição. ## Perguntas frequentes ### Meu filho ronca todas as noites. Isso é normal? Ronco ocasional, durante um resfriado, é comum. Ronco quase todas as noites, com pausas na respiração, sono agitado, suor e boca aberta, não é. Esse padrão sugere obstrução da passagem de ar durante o sono e merece avaliação com otorrinolaringologista. ### Como sei se é a adenoide? A adenoide é um tecido que fica no fundo do nariz e não dá para ver pela boca. A suspeita vem do conjunto de sinais — nariz entupido crônico, voz anasalada, ronco, otites de repetição — e a confirmação vem da videoendoscopia nasal ou de uma radiografia específica, conforme a idade e a colaboração da criança. ### Retirar a amígdala derruba a imunidade da criança? Não. As amígdalas fazem parte do sistema de defesa, mas não são a sua peça central, e o organismo mantém a proteção por outras vias. A cirurgia é indicada quando as amígdalas atrapalham a respiração durante o sono ou quando causam infecções de repetição, e a decisão é sempre individual. ### A partir de que idade a criança pode se consultar com o otorrino? Em qualquer idade, inclusive recém-nascida. As queixas mudam conforme a fase: no bebê, o teste da orelhinha alterado e o nariz entupido; no pré-escolar, o ronco e as otites; na idade escolar, a desatenção e o atraso de fala. ### Respirar pela boca muda o rosto da criança? A respiração bucal mantida durante anos, no período de crescimento, está associada a alterações no desenvolvimento da face e no posicionamento dos dentes, com rosto mais alongado e mordida alterada. É um dos motivos pelos quais vale investigar cedo, em conjunto com o dentista ou ortodontista quando necessário. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Cirurgia de adenoide e amígdalas na criança **Resumo.** A cirurgia de adenoide e de amígdalas é indicada quando essas estruturas obstruem a respiração durante o sono ou quando as infecções se repetem em alta frequência. Não é a primeira conduta: ela entra depois de avaliação e de tratamento clínico. Na Clínica Rhinus, o procedimento é realizado com a tecnologia coblation. **Pontos-chave:** - A indicação vem do conjunto: sono, respiração, frequência de infecções e audição. - Adenoide e amígdalas podem ser operadas juntas ou separadamente. - A tecnologia coblation usa radiofrequência em temperatura mais baixa que o eletrocautério. - Retirar as amígdalas não derruba a imunidade da criança. ## Quando a cirurgia entra Adenoide e amígdalas aumentadas são comuns na infância e, na maior parte dos casos, não pedem cirurgia. O tratamento começa pelo controle da rinite, pela lavagem nasal e pelo cuidado com os fatores ambientais — tema tratado na página sobre [ronco e respiração bucal na criança](/especialidades/ronco-e-respiracao-bucal-na-crianca/). A cirurgia é considerada quando: - A obstrução da via aérea durante o sono é significativa e persiste. - Há apneia do sono documentada. - As infecções de garganta se repetem em frequência alta, apesar do tratamento. - Há otite média com efusão que não se resolve e afeta a audição. Não existe uma medida de adenoide que, sozinha, indique cirurgia. O que pesa é o conjunto: o quanto a criança respira, como ela dorme, quantas vezes adoece e como está a audição. ## Adenoide, amígdalas, ou as duas? São estruturas diferentes, em lugares diferentes, e nem sempre as duas precisam ser operadas. | Procedimento | O que é retirado | Indicação típica | | --- | --- | --- | | Adenoidectomia | A adenoide, no fundo do nariz | Obstrução nasal, voz anasalada, otites de repetição | | Amigdalectomia | As amígdalas palatinas, na garganta | Infecções de repetição, obstrução ao dormir | | Adenotonsilectomia | As duas, no mesmo procedimento | Quando ambas contribuem para a obstrução | A avaliação com [videoendoscopia nasal](/exames/videoendoscopia-nasal/) mostra o tamanho real da adenoide e o quanto ela obstrui a passagem de ar, informação que o exame pela boca não dá. ## A tecnologia coblation Na Clínica Rhinus, esses procedimentos são realizados com a tecnologia **coblation**. O nome vem de *controlled ablation*. A técnica aplica radiofrequência em um meio de solução salina, o que gera um campo capaz de dissolver o tecido em temperatura mais baixa do que a do eletrocautério convencional — na faixa das dezenas de graus, e não das centenas. Na prática, isso permite ao cirurgião remover ou reduzir o tecido delimitando melhor a área tratada. A escolha da técnica é feita pelo cirurgião, considerando o caso, a idade da criança e o objetivo do procedimento. Ela é discutida antes, na consulta pré-operatória. ## Como costuma ser a recuperação A recuperação varia com a criança e com a extensão do procedimento. Alguns pontos são comuns: - Dor de garganta nos primeiros dias, com orientação de analgesia. - Alimentação leve e fria, conforme a orientação da equipe. - Hidratação reforçada — beber líquido ajuda na recuperação. - Repouso relativo, com retorno gradual às atividades. - Retornos pós-operatórios para acompanhamento da cicatrização. Mau hálito e uma placa esbranquiçada na garganta nos primeiros dias fazem parte do processo normal de cicatrização. ## Onde é realizada A avaliação, os exames e o acompanhamento pré e pós-operatório são feitos na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís. As cirurgias são realizadas em ambiente hospitalar. ## Perguntas frequentes ### Quando a cirurgia é indicada? Quando a obstrução da via aérea durante o sono é significativa e persiste, quando há apneia do sono documentada, quando as infecções de garganta se repetem em frequência alta apesar do tratamento, ou quando há otite média com efusão que não se resolve. A decisão considera o conjunto, e não uma medida isolada da adenoide. ### O que é a tecnologia coblation? É uma técnica que usa radiofrequência aplicada em solução salina para dissolver o tecido, trabalhando em temperatura mais baixa do que a do eletrocautério convencional. Isso permite remover o tecido delimitando melhor a área tratada. A escolha da técnica é feita pelo cirurgião, caso a caso. ### Retirar a amígdala derruba a imunidade? Não. As amígdalas fazem parte do sistema de defesa, mas não são a sua peça central, e o organismo mantém a proteção por outras vias. A cirurgia é indicada quando elas atrapalham a respiração durante o sono ou causam infecções de repetição, e a decisão é sempre individual. ### Como costuma ser a recuperação? Envolve dor de garganta nos primeiros dias, alimentação leve e fria conforme orientação, hidratação e repouso relativo. O tempo até o retorno às atividades varia com a criança e com a extensão do procedimento, e é orientado individualmente nos retornos pós-operatórios. ### A adenoide pode voltar a crescer? É incomum, mas pode acontecer, sobretudo em crianças operadas muito pequenas. Quando os sintomas de obstrução retornam depois de um período de melhora, a avaliação é refeita com videoendoscopia nasal para verificar o que está acontecendo. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Zumbido no ouvido: por que acontece e o que fazer **Resumo.** Zumbido é a percepção de um som — apito, chiado, cachoeira — sem que exista uma fonte externa. Ele não é uma doença em si, e sim um sintoma, com muitas causas possíveis. A maioria está ligada ao sistema auditivo. A investigação busca a causa e orienta o tratamento, que costuma ser sobre o incômodo e sobre o que o alimenta. **Pontos-chave:** - Zumbido é sintoma, não diagnóstico: o primeiro passo é procurar a causa. - Perda auditiva, mesmo leve, é a associação mais frequente. - Zumbido em um ouvido só ou pulsátil pede investigação mais detalhada. - Em boa parte dos casos não se elimina totalmente o som, mas há como reduzi-lo e diminuir o incômodo. ## O que é zumbido? Zumbido, ou tinnitus, é a percepção de um som sem fonte externa. Cada pessoa o descreve de um jeito: apito fino, chiado, cachoeira, cigarra, motor. Pode ser constante ou intermitente, em um ouvido, nos dois, ou "dentro da cabeça". O ponto essencial é este: o zumbido é um sintoma. Ele aponta que algo no sistema auditivo, ou próximo dele, merece ser olhado. ## O que costuma causar zumbido? - **Perda auditiva**, inclusive de grau leve. É a associação mais frequente. - **Exposição a ruído intenso**, seja ocupacional, seja de lazer. - **Cera** obstruindo o canal auditivo — uma causa simples e reversível. - **Alterações do ouvido médio**, como otite, disfunção da tuba auditiva ou otosclerose. - **Medicamentos** com potencial de afetar o ouvido interno. - **Doenças do ouvido interno**, como a doença de Ménière. - **Causas vasculares e musculares**, mais relacionadas ao zumbido pulsátil. Fatores como estresse, insônia, cafeína em excesso e alterações de pressão arterial não costumam criar o zumbido, mas mudam muito o quanto ele incomoda. ## Que tipos de zumbido existem? | Tipo | Como é | O que sugere | | --- | --- | --- | | Subjetivo | Só o paciente ouve; é a grande maioria | Origem no sistema auditivo | | Pulsátil | Pulsa no ritmo do coração | Origem vascular; pede investigação específica | | Unilateral | Sempre no mesmo ouvido | Merece exames de imagem e avaliação detalhada | | Bilateral | Nos dois ouvidos | Frequente em perda auditiva relacionada a ruído ou idade | ## Como é a investigação na Clínica Rhinus? A consulta detalha as características do zumbido: quando começou, se é contínuo, o que piora, o que alivia, se há perda auditiva, tontura ou histórico de exposição a ruído. O exame do ouvido descarta causas simples, como a cera. Os exames que costumam entrar: - **Audiometria e imitanciometria**. - **[Audiometria de altas frequências](/exames/audiometria-de-altas-frequencias/)**, que testa os sons acima da faixa avaliada na audiometria convencional e pode revelar perda auditiva em quem tem audiometria comum dentro da normalidade. - **[Acufenometria](/exames/acufenometria/)**, que caracteriza a frequência e a intensidade do zumbido. - **BERA e exames de imagem**, nos casos unilaterais ou com sinais de alerta. ## Quais são os caminhos de tratamento? 1. **Tratar a causa identificada.** Remover cera, tratar a otite, revisar medicações com o médico que as prescreveu, controlar condições clínicas associadas. 2. **Amplificação.** Quando há perda auditiva, o aparelho auditivo costuma reduzir a percepção do zumbido, porque devolve os sons do ambiente que o mascaravam. 3. **Terapia de som.** Uso de som de fundo suave para reduzir o contraste entre o silêncio e o zumbido, sobretudo à noite. 4. **Abordagem do incômodo.** Acompanhamento voltado à forma como o zumbido ocupa a atenção, com atuação sobre sono, estresse e hábitos. A conversa honesta é esta: em boa parte dos casos não se elimina totalmente o som. O que se busca — e o que costuma ser possível — é que ele seja reduzido e, principalmente, que deixe de ocupar o primeiro plano da vida da pessoa. ## Quando procurar avaliação sem esperar? - Zumbido acompanhado de perda auditiva súbita. - Zumbido em um ouvido só, que apareceu e não passou. - Zumbido pulsátil. - Zumbido com tontura intensa, dor de cabeça persistente ou alteração neurológica. ## Perguntas frequentes ### Zumbido no ouvido tem tratamento? Tem. O tratamento começa por identificar e tratar o que está por trás — cera, perda auditiva, alteração do ouvido médio, uso de certos medicamentos. Quando o zumbido persiste, o objetivo passa a ser reduzir o incômodo, com recursos como amplificação sonora, terapia de som e acompanhamento. Não se promete o desaparecimento do som. ### Zumbido significa que vou ficar surdo? Não. O zumbido costuma andar junto com algum grau de perda auditiva, mas não é um anúncio de surdez. Muitas pessoas com zumbido têm audição dentro da normalidade nos exames convencionais. O que a presença do zumbido indica é que vale examinar a audição. ### Quando o zumbido é preocupante? Quando aparece só de um lado, quando pulsa no ritmo do coração, quando vem junto com perda auditiva súbita, tontura intensa ou alterações neurológicas. Essas situações pedem avaliação mais rápida e, muitas vezes, exames de imagem. ### Estresse e sono influenciam o zumbido? Influenciam bastante a percepção dele. Noites mal dormidas, ansiedade e ambientes silenciosos costumam aumentar o quanto o zumbido incomoda, mesmo quando o som em si não mudou. Por isso o cuidado com sono e estresse faz parte do tratamento, e não é um detalhe. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Tontura e labirintite: o que é cada coisa e como se investiga **Resumo.** Tontura é um termo amplo: cabe nela desde a sensação de desequilíbrio até a vertigem, em que o ambiente parece girar. "Labirintite" virou o nome popular de quase tudo isso, mas descreve uma inflamação específica e pouco frequente. Identificar o tipo de tontura é o que direciona o exame e o tratamento. **Pontos-chave:** - Vertigem é a tontura em que algo gira; nem toda tontura é vertigem. - A causa mais comum de vertigem é a VPPB, tratada com manobras em consultório. - "Labirintite" é usado de forma ampla, mas nomeia uma condição específica e rara. - Os exames de equilíbrio mostram qual sistema está falhando. ## Tontura, vertigem e labirintite: qual a diferença? - **Tontura** é o termo amplo. Inclui a sensação de cabeça leve, de instabilidade, de estar flutuando, de desequilíbrio ao andar. - **Vertigem** é um tipo específico de tontura: a sensação de que o ambiente gira, ou de que a pessoa gira dentro dele. - **Labirintite** é a inflamação do labirinto, a parte do ouvido interno responsável pelo equilíbrio. Costuma vir com vertigem intensa e perda auditiva, e é bem menos frequente do que o uso corrente da palavra faz parecer. Essa distinção não é preciosismo. Cada grupo aponta para causas diferentes. ## O que costuma causar vertigem e tontura? | Causa | Como costuma se apresentar | | --- | --- | | VPPB | Crises curtas e fortes ao mudar de posição, sem perda auditiva | | Neurite vestibular | Vertigem intensa por horas ou dias, sem perda auditiva | | Doença de Ménière | Crises de vertigem com perda auditiva flutuante e zumbido | | Enxaqueca vestibular | Tontura associada a enxaqueca, com ou sem dor de cabeça na crise | | Causas não otológicas | Queda de pressão, medicamentos, alterações cervicais, ansiedade | ## Como é a avaliação otoneurológica? A consulta é a parte mais importante. O médico procura entender: - Se gira ou se é instabilidade. - Quanto tempo dura cada episódio: segundos, minutos, horas, dias. - O que desencadeia: mudança de posição, levantar rápido, movimento da cabeça. - Se há perda auditiva, zumbido ou sensação de ouvido cheio junto. - Que medicamentos a pessoa usa. Durante a consulta são feitas manobras específicas, que reproduzem a tontura de forma controlada e observam o movimento dos olhos. Esse movimento involuntário, o nistagmo, é o que denuncia qual parte do sistema está envolvida. Os exames complementares, escolhidos conforme a suspeita levantada na consulta: - **Audiometria e imitanciometria**. A audição faz parte da avaliação de toda tontura de origem no ouvido. - **[Vectoeletronistagmografia (VectoENG)](/exames/vectoeletronistagmografia/)** — registra os movimentos oculares em diferentes estímulos e avalia a resposta de cada labirinto. - **[vHIT](/exames/vhit/)** — testa a resposta de cada canal semicircular a movimentos rápidos da cabeça, com óculos de vídeo. Rápido e sem a tontura da prova calórica. - **[VEMP cervical](/exames/vemp-cervical/)** — avalia o sáculo e o nervo vestibular inferior, a parte do sistema que a prova calórica não alcança. - **[Eletrococleografia](/exames/eletrococleografia/)** — apoia a investigação da hidropsia endolinfática, associada à doença de Ménière. - **[Posturografia](/exames/posturografia/)** — mede o quanto a pessoa consegue se manter estável em pé e orienta a reabilitação vestibular. - **Exames de imagem**, quando há sinais que os justifiquem. ## Quais são os tratamentos? O tratamento segue a causa: 1. **VPPB** — [manobras de reposicionamento](/exames/reabilitacao-vestibular/) feitas em consultório, que devolvem os cristais ao lugar. É comum haver melhora expressiva já nas primeiras sessões. 2. **Neurite vestibular** — tratamento da fase aguda seguido de [reabilitação vestibular](/exames/reabilitacao-vestibular/), um conjunto de exercícios que treina o cérebro a compensar a falha. 3. **Doença de Ménière** — manejo clínico das crises e orientações sobre dieta e hábitos. 4. **Enxaqueca vestibular** — tratamento da enxaqueca, em conjunto com o neurologista quando necessário. Medicação para tontura tem lugar nas crises, mas usada continuamente por meses ela atrapalha a compensação natural do equilíbrio. Uso prolongado sem diagnóstico é um problema frequente. ## Quando procurar atendimento de urgência Tontura acompanhada de fraqueza ou dormência de um lado do corpo, dificuldade para falar, visão dupla, dor de cabeça súbita e intensa, ou perda auditiva súbita não deve esperar uma consulta agendada. ## Perguntas frequentes ### Tontura e labirintite são a mesma coisa? Não. Tontura é o sintoma, e ela tem muitas causas. Labirintite é uma inflamação do labirinto, a estrutura do ouvido interno responsável pelo equilíbrio, e é bem menos comum do que o uso popular da palavra sugere. Chamar toda tontura de labirintite atrasa o diagnóstico correto. ### O que é VPPB? Vertigem posicional paroxística benigna. Pequenos cristais de cálcio se deslocam dentro do labirinto e provocam crises curtas e intensas de vertigem quando a pessoa muda de posição — deitar, virar na cama, olhar para cima. É a causa mais frequente de vertigem e costuma responder a manobras de reposicionamento feitas em consultório. ### Que exames investigam a tontura? Depende da suspeita. A avaliação otoneurológica costuma incluir audiometria e imitanciometria, testes de equilíbrio como a vectoeletronistagmografia e manobras específicas feitas durante a consulta. Exames de imagem entram quando há sinais que os justifiquem. ### Quando a tontura é uma emergência? Quando vem acompanhada de fraqueza ou dormência de um lado do corpo, dificuldade para falar, visão dupla, dor de cabeça súbita e intensa, ou perda auditiva súbita. Nesses casos, procure atendimento de urgência em vez de agendar consulta. ### Tontura tem a ver com pressão ou com labirinto? Pode ter a ver com os dois, e com outras coisas: alterações do ouvido interno, enxaqueca, medicamentos, alterações cervicais, ansiedade, queda de pressão ao levantar. Por isso a consulta detalha a característica da tontura antes de qualquer exame — é ela que separa as hipóteses. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Ronco e apneia do sono no adulto: quando investigar **Resumo.** Roncar alto todas as noites, acordar cansado e sentir sono durante o dia são sinais que merecem investigação. A apneia obstrutiva do sono é a interrupção repetida da respiração durante o sono, e ela tem repercussão sobre o coração, a pressão e a atenção. O exame que investiga isso é a polissonografia, feita na Clínica Rhinus na casa do paciente. **Pontos-chave:** - Ronco alto com pausas na respiração é o sinal mais característico de apneia. - Sono de oito horas que não descansa é um dado clínico, não preguiça. - A apneia não tratada se associa a hipertensão e a risco cardiovascular. - A polissonografia mede quantas pausas respiratórias acontecem por hora de sono. ## O que acontece no ronco e na apneia? Durante o sono, a musculatura da garganta relaxa. Se a passagem de ar já é estreita, o ar acelera para atravessar e faz vibrar os tecidos: é o ronco. Quando o estreitamento é maior, a passagem chega a fechar. A respiração para por alguns segundos, o oxigênio no sangue cai e o cérebro reage com um despertar breve, que a pessoa nem registra, para reabrir a via aérea. Isso é uma apneia. Repetida dezenas de vezes por hora, ela fragmenta o sono a noite inteira. Por isso a queixa mais comum não é "eu ronco". É "eu durmo oito horas e acordo como se não tivesse dormido". ## Quais são os sinais? Durante a noite: - Ronco alto, na maioria das noites. - Pausas na respiração observadas por quem dorme por perto. - Engasgos ou despertares com falta de ar. - Sono agitado, várias idas ao banheiro. - Boca seca ao acordar. Durante o dia: - Sensação de sono não reparador. - Sonolência em situações passivas: reunião, trânsito, televisão. - Dor de cabeça matinal. - Dificuldade de concentração, irritabilidade, queda de memória. ## Por que tratar importa? A apneia obstrutiva do sono não tratada está associada, na literatura médica, a hipertensão arterial de difícil controle, arritmias, maior risco cardiovascular, alterações metabólicas e aumento do risco de acidentes por sonolência ao volante. O tratamento não é sobre parar de roncar para não incomodar quem dorme ao lado. É sobre devolver noites em que o corpo efetivamente descansa. ## Como é a investigação na Clínica Rhinus? | Etapa | O que responde | | --- | --- | | Consulta com otorrinolaringologista | Qual o padrão do sintoma e quais fatores contribuem | | Exame da via aérea e videoendoscopia nasal | Onde está o estreitamento: nariz, palato, amígdalas, base da língua | | Polissonografia tipo IV, em casa | Se há apneia e quantos eventos por hora de sono | | Avaliação clínica associada | Peso, pressão arterial, uso de medicações, hábitos | ## Quais são os tratamentos? O plano é montado a partir de onde está a obstrução e de quão grave é a apneia. Os caminhos mais frequentes: 1. **Medidas comportamentais.** Perda de peso quando há sobrepeso, evitar álcool à noite, ajustar a posição de dormir, tratar a obstrução nasal, higiene do sono. 2. **CPAP.** Um aparelho que mantém a via aérea aberta com pressão de ar durante a noite. É o tratamento de referência para apneia moderada e grave. 3. **Aparelho intraoral.** Dispositivo que reposiciona a mandíbula durante o sono, indicado em casos selecionados, em conjunto com o dentista especializado. 4. **Cirurgia.** Sobre o nariz, o palato, as amígdalas ou outras estruturas, conforme o ponto de obstrução identificado. Nenhuma dessas opções serve para todo mundo. A escolha depende do exame, da gravidade e da adesão possível de cada pessoa — e vale mais um tratamento que a pessoa usa todas as noites do que um tratamento ideal no papel que fica na gaveta. ## Perguntas frequentes ### Todo mundo que ronca tem apneia? Não. O ronco simples, sem pausas respiratórias e sem sonolência durante o dia, pode ser apenas ronco. A apneia é uma condição diferente, em que a respiração para por segundos, várias vezes por noite. Só a polissonografia distingue as duas situações com segurança. ### Quando é hora de investigar? Quando há ronco alto na maioria das noites, quando alguém relata pausas na respiração, quando o sono não descansa, quando existe sonolência ao dirigir ou em reuniões, ou quando há hipertensão de difícil controle. A presença de dois ou mais desses itens já justifica a avaliação. ### O que é a polissonografia? É o exame que registra o sono e permite calcular quantas pausas respiratórias acontecem por hora. A Clínica Rhinus realiza a versão tipo IV, feita na casa do paciente, com sensores que monitoram a oxigenação, o fluxo de ar e a frequência cardíaca. Quando o caso exige o exame completo, em laboratório, o paciente é orientado quanto ao encaminhamento. ### Emagrecer resolve a apneia? A perda de peso costuma reduzir a gravidade da apneia em quem tem sobrepeso ou obesidade, e faz parte do tratamento. Mas ela não é a única variável: existem pessoas magras com apneia, por características anatômicas da via aérea. O plano é montado caso a caso. ### Cirurgia resolve o ronco? Depende de onde está a obstrução. Quando o nariz é o fator principal, tratar a obstrução nasal ajuda. Quando o problema está no palato, nas amígdalas ou na base da língua, existem procedimentos específicos. A escolha vem do exame físico, da endoscopia e do resultado da polissonografia, e nunca da queixa isolada. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Exames e procedimentos # Audiometria: o exame que mede a sua audição **Resumo.** A audiometria mede o quanto uma pessoa ouve em cada frequência de som e identifica se existe perda auditiva, de que grau e de que tipo. É feita com fones, em um ambiente tratado acusticamente — cabine ou sala acústica —, e não dói. Na Clínica Rhinus o exame é realizado em sala acústica. Em crianças pequenas, é adaptada em forma de brincadeira. **Pontos-chave:** - Não dói, não usa radiação e não exige preparo especial. - Distingue perda de condução, ligada ao ouvido externo e médio, de perda neurossensorial. - A partir dos 2 ou 3 anos existe a versão lúdica, feita por brincadeira. - É conduzida por fonoaudiólogos da equipe da Clínica Rhinus. ## O que é a audiometria? A audiometria tonal é o exame que estabelece o limiar auditivo: o som mais fraco que a pessoa consegue ouvir em cada frequência, das mais graves às mais agudas. O resultado é registrado em um gráfico, o audiograma. Junto com ela costuma ser feita a audiometria vocal, que avalia não só se a pessoa ouve, mas o quanto entende do que ouve. As duas informações não andam sempre juntas — há quem ouça o som e não distinga a palavra. ## Como é feito o exame? 1. O fonoaudiólogo conversa e examina rapidamente o canal auditivo. 2. Você entra na sala acústica e coloca os fones. 3. Sons de diferentes frequências e intensidades são apresentados; você sinaliza sempre que ouvir, mesmo que muito fraco. 4. Depois, um vibrador atrás da orelha testa a via óssea, que leva o som direto ao ouvido interno. É essa etapa que separa perda de condução de perda neurossensorial. 5. Na audiometria vocal, você repete palavras apresentadas em diferentes volumes. Na versão infantil, o som vira parte de uma brincadeira: a criança encaixa uma peça, joga uma bolinha ou aponta uma figura sempre que ouve. O princípio é o mesmo. ## O que o resultado mostra? | Achado | O que costuma indicar | | --- | --- | | Limiares normais nas duas vias | Audição dentro dos padrões esperados | | Via aérea rebaixada e via óssea normal | Perda de condução: ouvido externo ou médio | | As duas vias rebaixadas juntas | Perda neurossensorial: ouvido interno ou nervo | | As duas rebaixadas, com diferença entre elas | Perda mista, com os dois componentes | O grau da perda é classificado de leve a profundo. O laudo é interpretado pelo otorrinolaringologista em conjunto com a história clínica e o exame físico — o audiograma sozinho não fecha diagnóstico. ## Quem realiza o exame na Clínica Rhinus? Os exames auditivos são conduzidos por fonoaudiólogos da equipe da Clínica Rhinus, na sala acústica da própria clínica, no Renascença. O resultado é integrado à consulta com o otorrinolaringologista. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular. - Evite exposição a ruído intenso nas 14 horas anteriores ao exame. - Se estiver gripado ou com o ouvido entupido, avise ao agendar — pode valer remarcar. - Leve exames de audição anteriores, se tiver, para comparação. - Se usa aparelho auditivo, leve-o junto. ## Perguntas frequentes ### A audiometria dói? Não. O exame consiste em ouvir sons de diferentes intensidades e frequências por fones e sinalizar quando os percebe. Não há agulhas, radiação nem contraste. O desconforto máximo é o de ficar sentado em uma sala silenciosa por alguns minutos. ### A partir de que idade a criança faz audiometria? A audiometria lúdica, em que a criança responde ao som com uma brincadeira, costuma ser possível a partir dos dois ou três anos. A audiometria convencional, dos quatro ou cinco em diante. Abaixo dessa faixa, a audição é avaliada por emissões otoacústicas e BERA, que não dependem de colaboração. ### O que significa perda de condução e perda neurossensorial? Perda de condução é quando o som tem dificuldade de chegar ao ouvido interno, por cera, secreção, perfuração do tímpano ou problema nos ossinhos. Perda neurossensorial é quando o ouvido interno ou o nervo auditivo estão comprometidos. A audiometria separa as duas, e isso muda todo o tratamento. ### Preciso de pedido médico para fazer audiometria? Sim, sempre. A audiometria depende de solicitação médica, tanto no atendimento por convênio quanto no particular. Além da exigência formal, o pedido garante que o exame seja interpretado dentro de um contexto clínico: um audiograma isolado, sem a história e o exame do ouvido, tem pouco valor. Alguns convênios exigem também autorização prévia. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Audiometria de altas frequências: o que ela mostra a mais **Resumo.** A audiometria de altas frequências mede a audição nos sons agudos que ficam acima da faixa avaliada pela audiometria convencional. É nessa região que a perda auditiva costuma começar, antes de aparecer no exame comum. Por isso ela é usada em zumbido com audiometria normal, em exposição a ruído e no acompanhamento de medicamentos que podem afetar a audição. **Pontos-chave:** - A audiometria convencional vai até 8 kHz; esta avança sobre as frequências acima disso. - Pode mostrar alteração em quem tem audiometria comum dentro da normalidade. - É útil no zumbido, na exposição a ruído e no controle de medicamentos ototóxicos. - Não substitui a audiometria convencional: as duas se somam. - Na Clínica Rhinus, este exame é realizado apenas em regime particular. ## O que é a audiometria de altas frequências? A audiometria convencional testa a audição entre 250 Hz e 8 kHz. Essa é a faixa em que a fala acontece, e por isso ela é o exame de base para saber se alguém escuta e entende. Só que o ouvido humano vai além disso. A audiometria de altas frequências continua o teste nas frequências acima de 8 kHz, chegando às regiões mais agudas que a audição alcança. ## Por que testar sons que não usamos para conversar? Porque é por ali que a perda costuma começar. As células sensoriais da cóclea responsáveis pelos sons mais agudos são as primeiras a sofrer com o ruído, com alguns medicamentos e com a passagem do tempo. Isso cria uma situação frequente no consultório: a pessoa se queixa de zumbido ou de não entender bem em ambiente com barulho, faz a audiometria convencional e o resultado vem normal. A audiometria de altas frequências é o exame que enxerga essa região anterior. ## Quando ela é indicada? - **Zumbido com audiometria convencional normal.** É a indicação mais comum. - **Dificuldade para entender a fala em ambiente com ruído**, sem perda aparente no exame comum. - **Exposição a ruído**, ocupacional ou de lazer, para acompanhar a audição ao longo dos anos. - **Uso de medicamentos que podem afetar a audição**, no acompanhamento antes, durante e depois do tratamento. - **Acompanhamento de perda auditiva já conhecida**, para observar a sua evolução. ## Como é feito? O exame acontece na mesma sala acústica da audiometria, com fones apropriados para as frequências mais altas. Você ouve sons de intensidades diferentes e sinaliza sempre que perceber algum, mesmo muito fraco — exatamente como na audiometria convencional. Costuma ser realizado na mesma sessão da audiometria comum e acrescenta cerca de quinze minutos ao exame. ## Como se lê o resultado? O resultado é comparado com valores esperados para a idade, porque a audição nas frequências mais altas diminui naturalmente ao longo da vida. Um limiar rebaixado em relação ao esperado para a faixa etária indica alteração naquela região. Duas ressalvas importam: 1. **O exame não substitui a audiometria convencional.** Ele acrescenta informação sobre uma faixa que o outro não cobre; os dois são lidos juntos. 2. **Um resultado alterado não é um diagnóstico.** Ele é um dado, interpretado pelo otorrinolaringologista junto com a história, o exame físico e os demais exames. ## Onde é realizado Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís. O exame é conduzido por fonoaudiólogos da equipe e o resultado é discutido na consulta com o otorrinolaringologista. Este exame é realizado **apenas em regime particular**. A consulta e os demais exames seguem as regras do seu convênio. Fale com a nossa equipe para organizar o agendamento. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório. - Evite exposição a ruído intenso nas 14 horas anteriores ao exame. - Se estiver gripado ou com o ouvido entupido, avise ao agendar — pode valer remarcar. - Leve exames de audição anteriores, para comparação ao longo do tempo. - Informe se usa ou usou medicamentos que podem afetar a audição, com os nomes e as datas. ## Perguntas frequentes ### Qual a diferença para a audiometria comum? A audiometria convencional testa as frequências de 250 Hz a 8 kHz, que é a faixa da fala. A de altas frequências continua acima disso, chegando às regiões mais agudas. Como a lesão da cóclea costuma começar por ali, o exame pode acusar alteração antes que ela apareça na audiometria comum. ### Quando esse exame é indicado? Nas situações em que existe queixa ou risco, mas a audiometria convencional veio normal: zumbido sem perda auditiva aparente, dificuldade para entender em ambiente com ruído, exposição ocupacional ou recreativa a som alto, e acompanhamento de pessoas em uso de medicamentos que podem afetar a audição. ### O exame dói ou exige preparo especial? Não dói. É feito na mesma sala acústica da audiometria, com fones apropriados para as frequências mais altas, e você apenas sinaliza quando ouve o som. O preparo é o mesmo da audiometria: evitar ruído intenso nas horas anteriores e avisar se estiver gripado. ### Um resultado alterado significa que vou perder a audição? Não. Ele mostra que existe uma alteração em uma região que a audiometria comum não alcança, e serve como ponto de partida para acompanhar a audição ao longo do tempo e revisar o que pode estar contribuindo, como exposição a ruído. A leitura é sempre feita junto com o quadro clínico. ### A audiometria de altas frequências é atendida pelo convênio? Na Clínica Rhinus, não: este exame é realizado apenas em regime particular. A audiometria convencional e a consulta com o otorrinolaringologista seguem as regras do seu plano. A nossa equipe explica como funciona o agendamento quando você entrar em contato. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Acufenometria: como se mede um zumbido **Resumo.** A acufenometria transforma em número um sintoma que só o paciente escuta. Ela identifica em que frequência o zumbido se encaixa, em que intensidade ele é percebido e qual o volume de som necessário para encobri-lo. Esses dados orientam a terapia de som e permitem acompanhar o zumbido ao longo do tratamento. **Pontos-chave:** - Caracteriza o zumbido: frequência, intensidade e nível mínimo de mascaramento. - É feita por comparação — você aponta o som que mais se parece com o seu zumbido. - Serve para orientar a terapia de som e para comparar exames ao longo do tempo. - Não identifica a causa do zumbido: isso vem da consulta e dos demais exames. - Na Clínica Rhinus, este exame é realizado apenas em regime particular. ## O que é a acufenometria? O zumbido é um sintoma que ninguém além do paciente escuta. Isso cria uma dificuldade prática: como acompanhar ao longo do tempo algo que não se pode medir de fora? A acufenometria resolve parte desse problema. Em vez de tentar captar o zumbido, ela pede que a própria pessoa o localize entre sons apresentados no exame. O que se registra é essa comparação — e ela é reproduzível o bastante para servir de referência. ## O que o exame mede? | Medida | O que significa | | --- | --- | | Frequência (pitch) | Em que altura o zumbido se encaixa: mais grave ou mais agudo | | Intensidade (loudness) | Em que volume ele é percebido, em relação ao limiar auditivo | | Nível mínimo de mascaramento | Qual o menor volume de som externo capaz de encobri-lo | | Inibição residual | Se o zumbido diminui por algum tempo depois de um som de mascaramento | ## Como é feito? 1. O exame é realizado na sala acústica, em geral logo depois da audiometria. 2. O fonoaudiólogo apresenta sons de diferentes frequências e você aponta qual mais se parece com o seu zumbido. 3. Definida a frequência, a intensidade é ajustada até chegar ao ponto em que o som apresentado equivale ao que você escuta. 4. Em seguida, um som de mascaramento é aumentado devagar, até encobrir o zumbido. 5. Por fim, observa-se se, ao desligar esse som, o zumbido volta imediatamente ou fica reduzido por alguns instantes. Nada disso dói e não há preparo invasivo. O que o exame exige é atenção e um ambiente silencioso. ## Para que servem esses números? Para duas coisas concretas: - **Orientar a terapia de som.** Saber a frequência e a intensidade do zumbido ajuda a escolher o som de fundo mais adequado, sobretudo para o período noturno. - **Acompanhar a evolução.** Repetido ao longo do tratamento, o exame permite comparar dados em vez de depender só da lembrança de como o zumbido estava meses atrás. ## O que a acufenometria não faz Ela não diz a causa do zumbido. Também não mede o quanto ele incomoda — isso é outra dimensão, avaliada por questionários específicos e pela conversa na consulta. Duas pessoas com números parecidos podem ter graus de sofrimento completamente diferentes. A investigação da causa está descrita na página sobre [zumbido](/especialidades/zumbido/). ## Onde é realizada Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís. O exame é conduzido por fonoaudiólogos da equipe e o resultado é discutido na consulta com o otorrinolaringologista. Este exame é realizado **apenas em regime particular**. A consulta e os demais exames seguem as regras do seu convênio. Fale com a nossa equipe para organizar o agendamento. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório. - Evite exposição a ruído intenso nas 14 horas anteriores ao exame. - Evite café em excesso no dia, porque ele pode alterar a percepção do zumbido. - Faça o exame em um dia comum, não logo depois de uma noite mal dormida. - Leve a audiometria e os exames anteriores, se tiver. ## Perguntas frequentes ### Como se mede um som que só eu escuto? Por comparação. O fonoaudiólogo apresenta sons de frequências e intensidades diferentes e você indica qual deles mais se aproxima do seu zumbido, e em que volume ele fica equivalente. O exame não capta o zumbido de fora: ele registra a sua resposta, e é assim que o sintoma vira um dado comparável. ### A acufenometria descobre a causa do zumbido? Não. Ela descreve o zumbido, não a origem dele. A causa é investigada pela consulta e pelos outros exames — audiometria, audiometria de altas frequências, imitanciometria e, quando indicado, BERA e exames de imagem. A acufenometria entra depois, para caracterizar o sintoma e acompanhar a sua evolução. ### Para que serve o resultado na prática? Para dois usos principais. Ajustar a terapia de som, escolhendo um som de fundo adequado à frequência e à intensidade do seu zumbido. E acompanhar: repetindo o exame ao longo do tratamento, dá para comparar dados objetivos em vez de depender apenas da lembrança de como estava antes. ### O resultado pode variar de um dia para o outro? Pode. O zumbido oscila com sono, estresse, cafeína e exposição a ruído, e a percepção acompanha essa variação. Por isso o exame é feito em condições padronizadas, com orientação de preparo, e a leitura considera essa oscilação natural em vez de tratar cada número como fixo. ### A acufenometria é atendida pelo convênio? Na Clínica Rhinus, não: a acufenometria é realizada apenas em regime particular. A consulta com o otorrinolaringologista e os demais exames seguem as regras do seu plano. A nossa equipe explica como funciona o agendamento quando você entrar em contato. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Imitanciometria: como está o seu ouvido médio **Resumo.** A imitanciometria mede como o tímpano se move e qual a pressão dentro do ouvido médio. É o exame que mostra se há secreção acumulada atrás da membrana, uma causa muito comum de perda auditiva em crianças. Dura poucos minutos, não dói e costuma ser feita junto com a audiometria. **Pontos-chave:** - Detecta secreção no ouvido médio, que nem sempre aparece no exame visual. - Não exige colaboração: serve para bebês e crianças pequenas. - Avalia também o reflexo do estapédio, um dado importante em perdas auditivas. - Costuma ser feita na mesma sessão da audiometria. ## O que a imitanciometria avalia? O ouvido médio é uma câmara de ar. Para funcionar, ele precisa ter a mesma pressão do ambiente — o que é feito pela tuba auditiva, o canal que liga o ouvido ao fundo do nariz. Quando essa tuba não funciona bem, a pressão cai e líquido pode se acumular. A imitanciometria mede exatamente isso: a mobilidade do tímpano e a pressão do ouvido médio. É um exame objetivo, que não depende de a pessoa responder nada. ## Como é feito? Uma pequena oliva de borracha veda a entrada do canal auditivo. O aparelho varia a pressão do ar e emite um som contínuo, medindo quanto desse som é refletido pelo tímpano. Em seguida, sons mais intensos avaliam o reflexo do estapédio — a contração automática de um músculo do ouvido médio diante de sons altos. O exame leva poucos minutos por ouvido. ## O que os resultados costumam significar? | Curva | O que sugere | | --- | --- | | Tipo A | Mobilidade e pressão dentro do esperado | | Tipo B | Curva plana; sugere líquido no ouvido médio ou perfuração | | Tipo C | Pressão negativa; sugere disfunção da tuba auditiva | O resultado é sempre lido junto com a audiometria e com o exame clínico. Uma curva alterada não é, por si só, um diagnóstico. ## Quem realiza na Clínica Rhinus? O exame é conduzido por fonoaudiólogos da equipe da Clínica Rhinus, em geral na mesma sessão da audiometria, e o resultado é interpretado na consulta com o otorrinolaringologista. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular. - Não há preparo especial. - Avise se tiver cirurgia de ouvido recente ou tubo de ventilação colocado. - Se houver muita cera no canal, pode ser necessário limpar antes. ## Perguntas frequentes ### A imitanciometria dói? Não. Uma pequena oliva de borracha é colocada na entrada do canal auditivo e o aparelho varia levemente a pressão do ar. A sensação é parecida com a de ouvido tampado ao descer uma serra, e dura segundos. Crianças costumam estranhar mais o barulho do que sentir desconforto. ### Para que serve o resultado? O gráfico gerado, chamado timpanograma, mostra se o tímpano se move normalmente, se há líquido atrás dele ou se a pressão do ouvido médio está alterada. É por isso que o exame é decisivo em otite média com efusão, aquela otite sem dor que atrapalha a audição da criança. ### Bebê pode fazer? Pode, e é comum. O exame não depende de resposta da criança. Em bebês muito pequenos, o fonoaudiólogo pode usar uma frequência de sonda diferente, adequada às características do ouvido nessa idade. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Teste da orelhinha: o que é e quando fazer **Resumo.** O teste da orelhinha, ou emissões otoacústicas, é a triagem auditiva do recém-nascido. Ele verifica se a cóclea, o órgão da audição, está respondendo ao som. É rápido, indolor e feito com o bebê dormindo. Deve ser realizado ainda na maternidade, nos primeiros 15 dias de vida. **Pontos-chave:** - É uma triagem: aponta quem precisa de investigação, não fecha diagnóstico. - O ideal é fazer ainda na maternidade, nos primeiros 15 dias de vida. - Não passar não significa surdez — significa repetir e investigar. - Passar no teste não descarta perdas que aparecem mais tarde. ## Como funciona o exame? A cóclea, além de receber o som, produz um som próprio, muito baixo, quando é estimulada. Esse eco é chamado de emissão otoacústica. O exame apresenta um estímulo sonoro pela sonda colocada na entrada do ouvido e verifica se esse eco aparece. Se aparece, é sinal de que a cóclea está funcionando. Se não aparece, o exame é considerado "falha" — o que não é sinônimo de perda auditiva, apenas de necessidade de reavaliar. ## Por que fazer tão cedo? Porque os primeiros anos de vida são o período em que o cérebro organiza a linguagem a partir do que escuta. Identificar cedo permite iniciar a intervenção dentro dessa janela. Uma perda auditiva descoberta aos três anos custa tempo de desenvolvimento que não volta. ## O que acontece se o bebê não passar? O caminho habitual é este: 1. **Repetir a triagem**, em até 15 dias. 2. Se a alteração persistir, **investigar com exames complementares** — em especial o [BERA](/exames/bera/), que mede a resposta do nervo auditivo, e a [imitanciometria](/exames/imitanciometria/), que avalia o ouvido médio. 3. **Consulta com otorrinolaringologista**, para o exame do ouvido e a leitura conjunta de tudo. Nada disso é motivo para pânico. É motivo para não deixar passar. ## Quem realiza na Clínica Rhinus? O exame é conduzido por fonoaudiólogos da equipe da Clínica Rhinus. Quando há alteração, a investigação segue na própria clínica, com os demais exames auditivos e a avaliação médica. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular. - Leve o bebê alimentado; o exame é mais fácil com ele dormindo. - Roupas confortáveis e um ambiente calmo ajudam. - Leve o cartão da maternidade e resultados anteriores, se houver. ## Perguntas frequentes ### O que é o teste da orelhinha e quando ele deve ser feito? É a triagem auditiva neonatal, feita com o exame de emissões otoacústicas. Uma sonda pequena é colocada na entrada do ouvido do bebê e capta a resposta da cóclea a um estímulo sonoro. O ideal é realizá-lo ainda na maternidade, nos primeiros 15 dias de vida. ### Meu bebê não passou. Ele é surdo? Não necessariamente, e isso é importante. Resíduo de líquido no ouvido, vérnix no canal ou um bebê agitado podem alterar o resultado. O procedimento padrão é repetir o exame em até 15 dias e, se a alteração persistir, seguir para exames complementares como o BERA. A maioria dos bebês que não passa na primeira vez tem audição normal. ### O exame dói ou incomoda? Não. Não há agulha, radiação nem contraste. A sonda é macia e fica apenas na entrada do canal auditivo. A maior parte dos bebês permanece dormindo durante todo o exame. ### Meu filho passou no teste. Preciso me preocupar com audição depois? Vale continuar atento. Existem perdas auditivas que se manifestam depois do nascimento, por infecções, medicamentos ou causas genéticas de aparecimento tardio. Se houver atraso de fala, otites de repetição ou qualquer suspeita da família, a audição deve ser reavaliada mesmo com triagem normal. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # BERA: o exame que mede a audição sem depender de resposta **Resumo.** O BERA registra a resposta elétrica do nervo auditivo e do tronco cerebral a um estímulo sonoro. Como não depende de o paciente responder nada, serve para bebês, crianças pequenas e qualquer pessoa que não consiga colaborar com a audiometria. É indolor e feito com eletrodos colados na pele. **Pontos-chave:** - Não depende de colaboração: é feito com o paciente dormindo ou em repouso. - Na Clínica Rhinus é realizado em sono natural ou com sedação, acompanhada por anestesista. - Estima o grau da perda auditiva e avalia a integridade da via auditiva. - Não usa agulha nem radiação; os eletrodos são apenas colados na pele. ## O que o BERA mede? BERA é a sigla em inglês para resposta auditiva do tronco encefálico. Quando um som chega ao ouvido, ele gera um impulso elétrico que percorre o nervo auditivo e o tronco cerebral. O exame capta esse impulso por eletrodos colados na pele e registra o tempo e a amplitude de cada etapa do percurso. Isso permite duas coisas: estimar o limiar auditivo — o som mais fraco que ainda gera resposta — e verificar se a via auditiva está conduzindo o sinal normalmente. ## Quando ele é indicado? - Recém-nascidos e bebês que não passaram na triagem auditiva. - Crianças com atraso de fala, quando a audiometria não é possível. - Pessoas que não conseguem colaborar com a audiometria convencional. - Investigação de perda auditiva assimétrica, de um lado só. - Suspeita de alteração na via auditiva. ## Como é feito? 1. A pele da testa e atrás das orelhas é limpa e os eletrodos adesivos são colados. 2. Fones são colocados nos ouvidos. 3. O paciente fica deitado, em repouso, e o silêncio e a imobilidade importam — daí o exame ser feito com bebês dormindo. 4. Sequências de cliques em diferentes intensidades são apresentadas, e o equipamento registra as respostas. Movimento e tensão muscular geram interferência. É por isso que o preparo do sono, no caso das crianças, faz tanta diferença no resultado. ## Com ou sem sedação? O exame exige silêncio e imobilidade, porque movimento e tensão muscular geram interferência no registro. Há dois caminhos para conseguir isso, e a Clínica Rhinus trabalha com os dois: - **Sono natural.** É a primeira escolha em bebês e crianças pequenas. Depende de chegar no horário em que a criança costuma dormir, alimentada e cansada — daí o preparo importar tanto. - **Com sedação.** Indicada quando a criança não adormece naturalmente, acorda com facilidade ou não permanece imóvel o tempo necessário. Na clínica, a sedação é realizada **com a presença de anestesista**, que acompanha o paciente durante todo o exame. Quando o exame é agendado com sedação, há jejum a cumprir e o paciente precisa vir acompanhado por um adulto. A equipe passa essas orientações no agendamento. ## O que o resultado mostra? O laudo traz as ondas registradas, os tempos entre elas e o limiar estimado para cada ouvido. A leitura é feita pelo otorrinolaringologista junto com os demais exames auditivos e a história clínica. Na Clínica Rhinus, o exame é conduzido por fonoaudiólogos da equipe, e o resultado é discutido na consulta. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular. - Em bebês e crianças pequenas, o exame é feito durante o sono natural — chegue com a criança cansada e alimentada. - Lave o cabelo antes e não use gel, creme ou óleo, que atrapalham a fixação dos eletrodos. - Não use maquiagem, protetor solar ou creme hidratante no rosto no dia do exame: eles atrapalham a fixação dos eletrodos. - Traga o que ajudar a criança a dormir: mamadeira, chupeta, cobertor, o brinquedo de sempre. - Leve exames auditivos anteriores para comparação. - Se o exame for agendado com sedação, siga o jejum orientado pela equipe e venha acompanhado por um adulto. ## Perguntas frequentes ### Meu filho precisa ser sedado para fazer BERA? Nem sempre. A Clínica Rhinus realiza o BERA das duas formas: em sono natural, que é a primeira escolha em bebês e crianças pequenas, e com sedação, quando a criança não adormece ou não permanece imóvel o suficiente. Quando há sedação, ela é feita com a presença de anestesista. A decisão é tomada em consulta. ### Qual a diferença entre BERA e audiometria? A audiometria depende de o paciente sinalizar que ouviu; ela mede a percepção. O BERA mede a resposta elétrica da via auditiva ao som, sem depender de resposta voluntária. Por isso serve em qualquer idade, mas dá uma estimativa do limiar, e não o mapa detalhado frequência por frequência que a audiometria oferece. ### O exame dói? Não. Os eletrodos são adesivos colados na testa e atrás das orelhas, depois de uma leve limpeza da pele. O som chega por fones. Não há picada, corrente elétrica desconfortável nem radiação. ### Quanto tempo demora? Costuma levar de 40 a 60 minutos, contando o preparo e o tempo até a criança adormecer. Em adultos, tende a ser mais rápido. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Eletrococleografia: a resposta elétrica da cóclea **Resumo.** A eletrococleografia registra os potenciais elétricos gerados pela cóclea e pelo início do nervo auditivo nos primeiros milissegundos após um som. É usada sobretudo quando há suspeita de hidropsia endolinfática, o acúmulo de líquido no ouvido interno associado à doença de Ménière, e em situações específicas de perda auditiva. **Pontos-chave:** - Mede dois potenciais da cóclea e a relação entre eles. - Apoia a investigação da hidropsia endolinfática, ligada à doença de Ménière. - Não depende de resposta voluntária: é feita com o paciente em repouso. - Um resultado alterado apoia a hipótese, mas não fecha o diagnóstico sozinho. ## O que a eletrococleografia registra? Quando um som chega ao ouvido interno, a cóclea gera atividade elétrica antes mesmo de o sinal seguir pelo nervo auditivo. A eletrococleografia capta essa atividade nos primeiros milissegundos e separa dois componentes: - **O potencial de somação**, que reflete o comportamento das estruturas da cóclea durante o estímulo. - **O potencial de ação**, que corresponde ao disparo das fibras do nervo auditivo. O que interessa clinicamente é sobretudo a **relação entre os dois**. Quando há acúmulo excessivo de líquido no ouvido interno — a hidropsia endolinfática —, essa relação tende a se alterar de forma característica. ## Quando ela é indicada? - **Suspeita de hidropsia endolinfática**, em quem tem crises de vertigem acompanhadas de perda auditiva que vai e volta, zumbido e sensação de ouvido cheio. - **Acompanhamento** de pacientes já em tratamento, quando o médico quer comparar exames ao longo do tempo. - **Investigação de perdas auditivas específicas**, quando é preciso separar o que vem da cóclea do que vem do nervo auditivo. ## Como é feito? 1. A pele da testa é limpa e eletrodos adesivos são colados. 2. Um eletrodo macio é posicionado na entrada do canal auditivo. 3. Fones apresentam sequências de estímulos sonoros. 4. Você permanece deitado, em repouso e em silêncio, enquanto o equipamento registra as respostas. Movimento e tensão muscular geram interferência, e é por isso que o exame pede imobilidade. ## Como se lê o resultado? O laudo traz os potenciais registrados e a relação entre eles, comparada aos valores de referência. Duas ressalvas importam e valem para todos os casos: 1. **Um resultado alterado apoia a hipótese, não a confirma.** O diagnóstico da doença de Ménière é clínico, construído a partir do padrão das crises, da audiometria e da história. 2. **Um exame normal não descarta a doença.** A hidropsia pode não estar presente no momento do exame, sobretudo fora das crises. Por isso a eletrococleografia entra como uma peça da investigação, ao lado da audiometria, dos exames de equilíbrio e da consulta. O contexto está descrito na página sobre [tontura e labirintite](/especialidades/tontura-e-labirintite/). ## Onde é realizada Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís. O exame é conduzido por fonoaudiólogos da equipe e o resultado é discutido na consulta com o otorrinolaringologista. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular. - Lave o cabelo antes e não use gel, creme ou óleo, que atrapalham a fixação dos eletrodos. - Não use maquiagem, protetor solar ou creme hidratante no rosto no dia do exame: eles atrapalham a fixação dos eletrodos. - Se houver muita cera no canal auditivo, pode ser necessário limpar antes do exame. - Evite exposição a ruído intenso nas horas anteriores. - Venha descansado: o exame exige ficar imóvel e relaxado por alguns minutos. - Leve a audiometria e os exames de equilíbrio anteriores, se tiver. ## Perguntas frequentes ### Quando a eletrococleografia é indicada? Principalmente na suspeita de hidropsia endolinfática, o acúmulo de líquido no ouvido interno associado à doença de Ménière, em quem tem crises de vertigem com perda auditiva flutuante, zumbido e sensação de ouvido cheio. Também é usada em situações específicas de perda auditiva, quando é preciso separar a resposta da cóclea da do nervo auditivo. ### O exame dói? Não. Eletrodos adesivos são colados na pele e um eletrodo macio é posicionado na entrada do canal auditivo, depois de uma limpeza leve. O som chega por fones. Não há agulha, radiação nem contraste. O incômodo relatado costuma ser o de precisar ficar imóvel por alguns minutos. ### Um resultado alterado confirma a doença de Ménière? Não. O diagnóstico da doença de Ménière é clínico e se baseia no padrão das crises, na audiometria e na história. A eletrococleografia acrescenta um dado que apoia ou enfraquece a hipótese, e é lida junto com o restante. Um exame normal também não descarta a doença. ### Qual a diferença para o BERA? Os dois registram respostas elétricas ao som, mas em pontos diferentes do percurso. O BERA acompanha o sinal ao longo do nervo auditivo e do tronco cerebral, e é usado para estimar o limiar auditivo. A eletrococleografia se concentra na cóclea e no início do nervo, com foco na hidropsia endolinfática. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Processamento auditivo central: avaliação e terapia **Resumo.** Há crianças e adultos que ouvem bem na audiometria e ainda assim não entendem direito, sobretudo em ambientes com ruído. A avaliação do processamento auditivo central investiga como o cérebro organiza e interpreta o som que chega. Quando identifica alterações, orienta um treinamento auditivo feito em sessões por fonoaudiólogo. **Pontos-chave:** - Ouvir e entender são coisas diferentes: a audiometria mede a primeira. - A avaliação exige audição periférica normal, confirmada antes por audiometria. - Costuma ser possível a partir dos 7 anos, quando as tarefas exigem colaboração. - A terapia é um treinamento auditivo conduzido em sessões, não um exame único. ## O que é processamento auditivo central? Ouvir e entender são etapas diferentes. A orelha capta o som e o envia ao cérebro; o processamento auditivo central é o que o cérebro faz com esse sinal depois que ele chega. Esse trabalho envolve várias habilidades ao mesmo tempo: - **Separar a fala do ruído de fundo.** - **Localizar de onde vem o som.** - **Ordenar sons em sequência**, o que sustenta a percepção da fala. - **Perceber intervalos muito curtos entre sons.** - **Integrar o que chega pelos dois ouvidos.** Quando alguma dessas habilidades não funciona bem, a pessoa ouve e mesmo assim não entende — especialmente quando o ambiente não colabora. ## Quais queixas costumam trazer o paciente? Em crianças: - Pede para repetir com frequência, mesmo perto de quem fala. - Não acompanha instruções longas ou com mais de um comando. - Troca sons parecidos na fala ou na escrita. - Parece desatenta em sala de aula, mas concentra bem em silêncio. - Tem dificuldade em leitura e escrita sem outra explicação evidente. - Tem histórico de otites de repetição na primeira infância. Em adultos: - Não acompanha conversas em restaurante, reunião ou ambiente com música. - Tem audiometria normal e a sensação persistente de que "todo mundo fala baixo". ## O que vem antes da avaliação A avaliação do processamento auditivo só faz sentido com a audição periférica dentro da normalidade. Antes dela é preciso fazer [audiometria](/exames/audiometria/) e [imitanciometria](/exames/imitanciometria/), porque uma perda auditiva não identificada produz exatamente as mesmas queixas — e nesse caso o caminho é outro. ## Como é a avaliação? É feita em sala acústica, com fones, e reúne um conjunto de testes: | Habilidade avaliada | O que a tarefa pede | | --- | --- | | Escuta em ruído | Entender a fala com um ruído competindo ao fundo | | Escuta dicótica | Processar informações diferentes chegando a cada ouvido | | Ordenação temporal | Reconhecer a sequência de sons com durações ou alturas diferentes | | Resolução temporal | Perceber intervalos muito curtos de silêncio entre sons | A avaliação leva de uma hora a uma hora e meia e é cansativa por exigir atenção o tempo todo. É por isso que o horário e o descanso prévio fazem diferença no resultado. ## E a terapia? Quando a avaliação identifica habilidades alteradas, o caminho é o treinamento auditivo: sessões conduzidas por fonoaudiólogo, com atividades dirigidas às habilidades específicas de cada caso. O trabalho é reavaliado ao longo do processo, e o número de sessões varia. Junto com a terapia, costumam entrar orientações práticas para a escola e para casa — posição na sala, redução de ruído, forma de dar instruções. Essa parte costuma trazer efeito já no dia a dia, em paralelo ao treinamento. ## Onde é realizado Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís. A avaliação e a terapia são conduzidas por fonoaudiólogos da equipe, e o caso é acompanhado junto com o otorrinolaringologista. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular. - Faça antes a audiometria e a imitanciometria: a avaliação depende dos resultados delas. - Evite exposição a ruído intenso nas 14 horas anteriores. - Venha descansado — a avaliação é longa e exige atenção sustentada. - Leve relatórios da escola, da fonoaudiologia ou da neuropsicologia, se houver. - Se usa óculos ou aparelho auditivo, traga. ## Perguntas frequentes ### Meu filho ouve bem, mas parece não entender. Isso existe? Existe e é justamente o que essa avaliação investiga. A audiometria mede se o som chega ao cérebro; o processamento auditivo diz respeito ao que o cérebro faz com ele — separar a fala do ruído, localizar de onde vem, ordenar sons em sequência. Uma criança pode ter audiometria normal e dificuldade nessa etapa. ### A partir de que idade é possível fazer? Em geral a partir dos 7 anos. As tarefas exigem atenção sustentada e compreensão das instruções, e antes dessa idade os resultados são difíceis de interpretar. Em crianças menores, a conduta costuma ser investigar a audição periférica, tratar o que houver de otite ou obstrução e acompanhar o desenvolvimento da linguagem. ### Quais queixas costumam levar a essa avaliação? Dificuldade para entender em ambientes com ruído, pedir para repetir com frequência, trocar sons parecidos, desatenção em sala de aula, dificuldade para seguir instruções longas e queixas de leitura e escrita. Em adultos, a queixa mais comum é não acompanhar conversas em restaurante ou reunião, mesmo com audiometria normal. ### Em que consiste a terapia? Em um treinamento auditivo conduzido por fonoaudiólogo, em sessões, com atividades que trabalham as habilidades identificadas como alteradas na avaliação — atenção seletiva, ordenação temporal, escuta em ruído. O número de sessões e a resposta variam de pessoa para pessoa e são reavaliados ao longo do processo. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # VectoENG: o exame que investiga a tontura **Resumo.** A vectoeletronistagmografia, ou VectoENG, avalia o sistema do equilíbrio registrando os movimentos dos olhos em diferentes estímulos. Como olhos e labirinto trabalham conectados, esse registro mostra qual parte do sistema está falhando. É o principal exame na investigação de tonturas e vertigens. **Pontos-chave:** - Registra o nistagmo, o movimento involuntário dos olhos que denuncia a origem da tontura. - Ajuda a diferenciar causas do ouvido interno de causas centrais. - Pode provocar tontura passageira durante a prova calórica — é esperado. - Alguns medicamentos precisam ser suspensos antes, sempre com orientação médica. ## Por que olhar os olhos para investigar tontura? O labirinto, no ouvido interno, e os músculos dos olhos são ligados por um reflexo: quando a cabeça se move, os olhos se movem na direção oposta para manter a imagem estável. Se o labirinto de um lado está funcionando de forma diferente do outro, esse reflexo se desequilibra e aparece o nistagmo — um movimento involuntário e ritmado dos olhos. Registrar esse movimento com precisão é registrar, indiretamente, o funcionamento do labirinto. É esse o princípio do exame. ## Quais são as etapas? | Etapa | O que avalia | | --- | --- | | Registro em repouso | Se existe nistagmo espontâneo, sem estímulo | | Movimentos oculares | O acompanhamento de alvos e a coordenação central | | Provas posicionais | Se a mudança de posição desencadeia vertigem e nistagmo | | Prova calórica | A resposta de cada labirinto, estimulado separadamente | A prova calórica é a etapa que provoca tontura breve. É a única forma de testar um labirinto de cada vez, e por isso ela é feita. ## O que o resultado mostra? O laudo descreve as respostas de cada etapa e indica se há sinais de comprometimento periférico, no labirinto ou no nervo vestibular, ou central, no sistema nervoso. Também mostra se existe assimetria entre os dois lados. A interpretação é feita na consulta, junto com a história e o exame físico. Um resultado alterado não define, sozinho, a causa da tontura; ele estreita as possibilidades. ## Onde é realizado O exame é feito na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, conduzido por fonoaudiólogos da equipe, e discutido na consulta com o otorrinolaringologista. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular. - Suspenda medicamentos para tontura, sedativos e antialérgicos conforme orientação do médico que solicitou o exame — nunca por conta própria. - Evite álcool nas 24 horas anteriores. - Faça uma refeição leve antes; não venha em jejum prolongado nem logo após uma refeição pesada. - Não use maquiagem, protetor solar ou creme hidratante no rosto no dia do exame: eles atrapalham a fixação dos eletrodos. - Não use lentes de contato no dia do exame. - Venha acompanhado, se possível: a tontura passageira depois do exame é comum. ## Perguntas frequentes ### O exame provoca tontura? Uma das etapas, a prova calórica, estimula o labirinto com ar ou água em temperaturas diferentes e provoca uma tontura breve e controlada. É esperado e faz parte do exame: é a resposta a esse estímulo que traz a informação. A sensação passa em alguns minutos. ### Preciso parar algum remédio antes? Frequentemente sim. Medicamentos para tontura, sedativos e alguns antialérgicos podem mascarar as respostas e comprometer o exame. A suspensão deve ser orientada pelo médico que solicitou o exame — nunca decidida por conta própria, sobretudo em uso contínuo. ### Quanto tempo dura? Entre 40 e 60 minutos, contando as várias etapas: registro em repouso, movimentos oculares acompanhando alvos, mudanças de posição e a prova calórica. ### O exame fecha o diagnóstico da tontura? Ele contribui bastante, mas não sozinho. O diagnóstico vem da soma entre a história clínica, o exame físico com manobras, a audiometria e o VectoENG. Há causas frequentes de vertigem, como a VPPB, que são identificadas principalmente por manobras feitas na própria consulta. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # vHIT: o teste rápido do equilíbrio **Resumo.** O vHIT é o teste do impulso cefálico com registro em vídeo. Você usa óculos com câmera e o examinador faz movimentos rápidos e curtos da sua cabeça enquanto você fixa um ponto. O equipamento compara o movimento da cabeça com o dos olhos e mostra se cada canal semicircular está respondendo. É rápido e não provoca a tontura da prova calórica. **Pontos-chave:** - Avalia os seis canais semicirculares, um a um, nos dois lados. - Não usa água nem ar: não provoca a tontura intensa da prova calórica. - Leva cerca de 15 minutos e é bem tolerado. - Complementa a vectoeletronistagmografia, não a substitui. - Na Clínica Rhinus, este exame é realizado apenas em regime particular. ## O que o vHIT avalia? Dentro do ouvido interno existem seis canais semicirculares, três de cada lado, que detectam os movimentos de rotação da cabeça. Quando a cabeça gira, eles disparam um reflexo que move os olhos na direção oposta, mantendo a imagem estável. É o reflexo vestíbulo-ocular. O vHIT testa exatamente esse reflexo. Se um canal não responde bem, os olhos não acompanham o movimento com precisão e precisam de uma correção rápida para reencontrar o alvo. É essa correção que o equipamento detecta. ## Como é feito? 1. Você coloca óculos leves, com uma câmera de alta velocidade e um sensor de movimento. 2. Fixa o olhar em um ponto na parede, à sua frente. 3. O examinador segura a sua cabeça e faz movimentos curtos, rápidos e imprevisíveis, para os lados e nos planos diagonais. 4. O equipamento compara, milissegundo a milissegundo, o quanto a cabeça se moveu e o quanto os olhos se moveram. O exame leva cerca de quinze minutos. Não há eletrodos, agulhas nem estímulo com água ou ar. ## vHIT ou vectoeletronistagmografia? | | vHIT | VectoENG | | --- | --- | --- | | O que testa | Cada canal semicircular, em movimento rápido | Movimentos oculares, provas posicionais e a resposta calórica de cada labirinto | | Tontura durante o exame | Mínima | A prova calórica provoca tontura breve | | Duração | Cerca de 15 minutos | De 40 a 60 minutos | | Exige mobilidade do pescoço | Sim | Não | Os dois exames respondem perguntas diferentes e frequentemente são pedidos juntos. Qual entra primeiro depende da suspeita levantada na consulta. ## Quando é indicado? - Vertigem aguda, para ajudar a distinguir causas periféricas de centrais. - Suspeita de neurite vestibular. - Acompanhamento da recuperação do labirinto ao longo do tempo. - Antes e depois da reabilitação vestibular, para comparar. - Quando a prova calórica não é bem tolerada ou está contraindicada. ## Onde é realizado Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, dentro da avaliação otoneurológica. O resultado é interpretado na consulta, junto com a história e os demais exames. Este exame é realizado **apenas em regime particular**. A consulta e os demais exames seguem as regras do seu convênio. Fale com a nossa equipe para organizar o agendamento. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório. - Suspenda medicamentos para tontura e sedativos conforme orientação do médico que solicitou o exame — nunca por conta própria. - Evite álcool nas 24 horas anteriores. - Não use maquiagem nos olhos nem cílios postiços: eles atrapalham o rastreamento da câmera. - Lentes de contato podem interferir; prefira vir de óculos e avise ao chegar. - Avise se tiver dor, limitação ou cirurgia recente no pescoço. ## Perguntas frequentes ### O vHIT provoca tontura? Muito pouco, e essa é uma das suas vantagens. Diferente da prova calórica da vectoeletronistagmografia, ele não estimula o labirinto com água ou ar. Os movimentos da cabeça são rápidos e de pequena amplitude, e a maior parte das pessoas termina o exame sem sintomas. ### Qual a diferença para a vectoeletronistagmografia? Eles avaliam coisas diferentes e se somam. O vHIT testa a resposta de cada canal semicircular a movimentos rápidos, próximos do que acontece no dia a dia. A vectoeletronistagmografia avalia movimentos oculares, provas posicionais e a resposta de cada labirinto separadamente na prova calórica. O médico escolhe conforme a suspeita. ### Quem não pode fazer? O exame exige mobilidade do pescoço, porque envolve movimentos rápidos da cabeça. Quem tem dor cervical importante, limitação de movimento, instabilidade da coluna cervical ou cirurgia recente no pescoço deve avisar antes — nesses casos o médico avalia se o exame é seguro ou se outra abordagem é preferível. ### O que um resultado alterado indica? Que a resposta de um ou mais canais semicirculares está reduzida, o que aponta comprometimento periférico do sistema vestibular daquele lado. O achado é interpretado junto com a história, o exame físico e os demais exames de equilíbrio, e não define sozinho a causa da tontura. ### O vHIT é atendido pelo convênio? Na Clínica Rhinus, não: o vHIT é realizado apenas em regime particular. A consulta com o otorrinolaringologista e os demais exames seguem as regras do seu plano. A nossa equipe explica como funciona o agendamento quando você entrar em contato. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # VEMP cervical: o equilíbrio medido pelo músculo do pescoço **Resumo.** O VEMP cervical registra uma contração muscular do pescoço desencadeada por um som forte. Essa resposta depende do sáculo, uma estrutura do ouvido interno, e do nervo vestibular inferior — partes do sistema do equilíbrio que os outros exames não alcançam. É indolor e leva cerca de vinte minutos. **Pontos-chave:** - Avalia o sáculo e o nervo vestibular inferior, que a prova calórica não testa. - É feito com eletrodos na pele e som apresentado por fones. - Exige contrair o pescoço durante o registro, o que pode cansar um pouco. - Ajuda na investigação de deiscência de canal semicircular e de doença de Ménière. - Na Clínica Rhinus, este exame é realizado apenas em regime particular. ## O que é o VEMP cervical? VEMP é a sigla, em inglês, para potencial evocado miogênico vestibular. Traduzindo a ideia: é um potencial elétrico gerado por um músculo, desencadeado por um estímulo que chega ao sistema do equilíbrio. O sistema vestibular tem mais partes do que os canais semicirculares. Entre elas está o **sáculo**, que detecta aceleração vertical e a posição da cabeça em relação à gravidade. O sáculo é sensível a sons intensos, e essa sensibilidade é o que torna o exame possível: um som forte o estimula, e a resposta viaja pelo nervo vestibular inferior até a musculatura do pescoço. ## Por que ele importa Os exames de equilíbrio mais tradicionais não cobrem tudo. A prova calórica da vectoeletronistagmografia avalia principalmente o canal semicircular lateral e o nervo vestibular superior. O VEMP cervical alcança justamente a parte que fica de fora. | Exame | Estrutura avaliada | | --- | --- | | VectoENG, prova calórica | Canal semicircular lateral e nervo vestibular superior | | vHIT | Os seis canais semicirculares | | VEMP cervical | Sáculo e nervo vestibular inferior | Por isso, em alguns quadros, eles são pedidos em conjunto: cada um mostra uma parte do sistema. ## Como é feito? 1. A pele é limpa e eletrodos adesivos são colados no pescoço, na testa e próximo à clavícula. 2. Fones apresentam estímulos sonoros curtos e intensos, um ouvido de cada vez. 3. Durante o registro, você mantém a cabeça virada para o lado ou levemente levantada, para contrair o músculo do pescoço. Isso é feito em ciclos curtos, com pausas. 4. O equipamento capta a variação da atividade muscular e monta a curva de resposta. O exame leva cerca de vinte minutos. O cansaço no pescoço é o desconforto mais relatado. ## Quando é indicado? - Investigação de tontura com suspeita de comprometimento do sáculo ou do nervo vestibular inferior. - Suspeita de deiscência do canal semicircular superior, quando sons altos, esforço ou mudanças de pressão desencadeiam tontura. - Avaliação complementar na doença de Ménière. - Acompanhamento de alterações vestibulares ao longo do tempo. Uma observação prática: perda auditiva de condução no ouvido testado pode impedir que o som chegue com intensidade suficiente, inviabilizando o registro daquele lado. Por isso a audiometria vem antes. ## Onde é realizado Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, dentro da avaliação otoneurológica. O resultado é lido na consulta, junto com os demais exames de equilíbrio. Este exame é realizado **apenas em regime particular**. A consulta e os demais exames seguem as regras do seu convênio. Fale com a nossa equipe para organizar o agendamento. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório. - Lave o cabelo e a pele do pescoço, sem creme, óleo ou maquiagem na região. - Não use maquiagem, protetor solar ou creme hidratante no rosto no dia do exame: eles atrapalham a fixação dos eletrodos. - Avise se tiver dor cervical, limitação de movimento ou cirurgia recente no pescoço. - Informe se tem perda auditiva de condução: ela pode inviabilizar o exame daquele lado. - Traga a audiometria e os exames de equilíbrio anteriores. ## Perguntas frequentes ### Por que um exame de equilíbrio mede o músculo do pescoço? Porque existe um reflexo que liga o sáculo, no ouvido interno, à musculatura do pescoço. Um som forte estimula o sáculo e provoca uma variação mínima na contração do músculo esternocleidomastóideo, do mesmo lado. Os eletrodos captam essa variação, e é ela que mostra se essa via está funcionando. ### O exame dói? Não dói. Eletrodos adesivos são colados no pescoço, na testa e perto da clavícula, e o som chega por fones. O que costuma cansar é a parte em que você precisa manter a cabeça virada ou levantada para contrair o músculo, em ciclos curtos, com pausas entre eles. ### O som alto do exame pode prejudicar minha audição? O exame usa estímulos de intensidade elevada, mas por períodos muito curtos e com controle da dose total, dentro dos parâmetros descritos para o procedimento. A duração da estimulação é registrada durante o exame, e ele não é repetido sem necessidade. ### Quando ele é indicado? Na investigação de tonturas em que se suspeita de comprometimento do sáculo ou do nervo vestibular inferior, na avaliação de deiscência do canal semicircular superior — quando sons altos ou esforço provocam tontura — e como parte da avaliação da doença de Ménière, sempre junto com os demais exames. ### O VEMP cervical é atendido pelo convênio? Na Clínica Rhinus, não: o VEMP cervical é realizado apenas em regime particular. A consulta com o otorrinolaringologista e os demais exames seguem as regras do seu plano. A nossa equipe explica como funciona o agendamento quando você entrar em contato. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Posturografia: como o corpo mantém o equilíbrio em pé **Resumo.** A posturografia mede o quanto o corpo oscila em pé, sobre uma plataforma sensível, em situações que alteram a visão e a superfície de apoio. Ela mostra de qual dos sentidos do equilíbrio a pessoa mais depende e o quanto consegue se manter estável. Serve para quantificar o desequilíbrio e para acompanhar a reabilitação vestibular. **Pontos-chave:** - Mede o resultado funcional do equilíbrio, não o local da lesão. - Mostra se o corpo depende demais da visão ou da superfície de apoio. - Útil para planejar e acompanhar a reabilitação vestibular. - É seguro: você fica apoiado por um cinto de segurança durante todo o exame. - Na Clínica Rhinus, este exame é realizado apenas em regime particular. ## Como o corpo se equilibra Ficar em pé sem cair parece simples, mas depende de três fontes de informação trabalhando juntas: - **A visão**, que informa onde estão o chão e o horizonte. - **O sistema vestibular**, no ouvido interno, que detecta os movimentos da cabeça. - **A propriocepção**, a sensibilidade dos pés, das articulações e dos músculos, que informa a posição do corpo. O cérebro combina as três. Quando uma delas falha, ele passa a depender mais das outras — e é essa compensação que a posturografia consegue enxergar. ## O que o exame faz Você fica em pé sobre uma plataforma sensível, que registra as pequenas oscilações do corpo. O exame apresenta uma sequência de condições que vão retirando informação, uma de cada vez: | Condição | O que ela testa | | --- | --- | | Olhos abertos, superfície firme | O equilíbrio em situação favorável | | Olhos fechados, superfície firme | O quanto você depende da visão | | Superfície instável, olhos abertos | O quanto você depende da propriocepção dos pés | | Superfície instável, olhos fechados | O sistema vestibular quase sozinho | Comparando o desempenho entre as condições, o exame mostra qual sentido está sendo subutilizado e qual está sobrecarregado. ## Quando é indicada? - Desequilíbrio persistente ao andar, com ou sem vertigem. - Antes de iniciar a reabilitação vestibular, para orientar o programa. - Ao longo da reabilitação, para acompanhar a evolução com dados comparáveis. - Avaliação da estabilidade em pessoas com histórico de quedas. - Quando a queixa de instabilidade não corresponde ao que os outros exames mostraram. ## O que ela não faz A posturografia **não localiza a lesão**. Ela não diz se o problema está no labirinto direito ou esquerdo, nem qual estrutura está comprometida. Isso é papel dos exames que testam cada parte do sistema, descritos na página sobre [tontura e labirintite](/especialidades/tontura-e-labirintite/). O que ela mede é o desfecho: o quanto, no fim das contas, a pessoa consegue se manter estável — e é essa informação que orienta o treinamento. ## Onde é realizada Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, dentro da avaliação otoneurológica. O resultado é interpretado na consulta, junto com os demais exames de equilíbrio. Este exame é realizado **apenas em regime particular**. A consulta e os demais exames seguem as regras do seu convênio. Fale com a nossa equipe para organizar o agendamento. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório. - Use roupa confortável, que permita mover-se com facilidade. - Traga calçado fechado e sem salto, ou faça o exame descalço, conforme a orientação. - Se usa óculos, traga: parte do exame depende da visão. - Suspenda medicamentos para tontura e sedativos conforme orientação do médico que solicitou o exame — nunca por conta própria. - Venha acompanhado se tiver instabilidade importante ao andar. ## Perguntas frequentes ### A posturografia diz qual é a causa da minha tontura? Não. Ela mede o desempenho do equilíbrio, não o local da alteração. Quem aponta o lado e a estrutura envolvida são os outros exames, como a vectoeletronistagmografia, o vHIT e o VEMP. A posturografia responde a outra pergunta: o quanto esse problema afeta a sua estabilidade na prática. ### Existe risco de cair durante o exame? O exame é feito com cinto de segurança e com o profissional ao lado o tempo todo. A plataforma é baixa e as condições são apresentadas de forma progressiva. É comum sentir alguma instabilidade em determinadas etapas — isso faz parte do teste e é justamente o que se pretende medir. ### Para que serve o resultado? Para dois usos principais. Planejar a reabilitação vestibular, já que o exame mostra qual sentido está sendo pouco usado e precisa ser treinado. E acompanhar: repetindo o exame ao longo do tratamento, é possível comparar números em vez de depender apenas da percepção de melhora. ### Preciso fazer outros exames também? Em geral sim. A posturografia costuma vir depois ou junto dos exames que investigam a origem do problema. A combinação usual inclui audiometria, vectoeletronistagmografia e, conforme a suspeita, vHIT, VEMP cervical ou eletrococleografia. Cada um responde a uma parte da pergunta. ### A posturografia é atendida pelo convênio? Na Clínica Rhinus, não: a posturografia é realizada apenas em regime particular. A consulta com o otorrinolaringologista e os demais exames de equilíbrio seguem as regras do seu plano. A nossa equipe explica como funciona o agendamento quando você entrar em contato. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Videoendoscopia nasal: ver o nariz por dentro **Resumo.** A videoendoscopia nasal usa uma câmera fina para percorrer o interior do nariz e mostrar o que a inspeção pela frente não alcança: o septo em toda a extensão, os cornetos, a saída dos seios da face e a adenoide. É feita no consultório, sem anestesia, e leva cerca de cinco minutos. **Pontos-chave:** - Feita no consultório, sem anestesia, sem sedação e sem internação. - Avalia a adenoide da criança sem usar radiação. - Mostra pólipos, desvios e sinais de sinusite que o exame simples não vê. ## O que o exame mostra? Olhar o nariz pela frente, com a luz, alcança pouco: apenas a parte inicial das narinas. A endoscopia entra e percorre todo o trajeto, mostrando: - O septo em toda a sua extensão, inclusive desvios posteriores. - Os cornetos, e se estão aumentados. - A saída dos seios da face, e se há secreção vindo dali. - Pólipos nasais, quando existem. - A adenoide e o quanto ela obstrui a passagem, no fundo do nariz. - A região da tuba auditiva, que liga o nariz ao ouvido. É por isso que o exame é decisivo em nariz entupido crônico, sinusites de repetição, ronco e suspeita de adenoide aumentada. ## Como é feito? 1. Introdução do endoscópio, um tubo fino com câmera na ponta, por uma narina de cada vez. 2. Avaliação das estruturas ao longo de todo o trajeto. O exame é feito com o paciente sentado e acordado, **sem anestesia**, e leva cerca de cinco minutos. O endoscópio é fino o bastante para dispensar o anestésico, e isso encurta o exame: não há tempo de espera nem dormência depois. ## Endoscopia ou tomografia? | | Videoendoscopia nasal | Tomografia dos seios da face | | --- | --- | --- | | O que mostra | A superfície, ao vivo, e a passagem de ar | O osso e os seios da face por dentro | | Radiação | Não | Sim | | Onde é feita | No próprio consultório, sem anestesia | Em serviço de imagem | | Quando é preferida | Avaliação inicial, adenoide, pólipos, obstrução | Planejamento cirúrgico, sinusite complicada | Um exame não substitui o outro. Eles respondem perguntas diferentes. ## Onde é realizado Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, durante a consulta com o otorrinolaringologista. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular. - Não é preciso jejum. - Se usar spray nasal, mantenha o uso normalmente, salvo orientação em contrário. - Avise se usa anticoagulante ou se tem sangramentos nasais frequentes. - Em crianças, explique antes o que vai acontecer: colaboração reduz o desconforto. ## Perguntas frequentes ### A videoendoscopia nasal dói? Não costuma doer, e por isso o exame é feito sem anestesia. O endoscópio é muito fino e o exame dura poucos minutos. A maior parte das pessoas descreve um incômodo passageiro, de pressão, e lacrimejamento — não dor. Em crianças, o desconforto é maior por estranhamento do que por dor. ### Criança pode fazer? Pode, e é o exame de escolha para avaliar a adenoide, porque mostra o tamanho real e o quanto ela obstrui, sem radiação. A colaboração varia com a idade; quando a criança não colabora, o médico avalia outras alternativas. ### Preciso ficar em jejum? Não. O exame é feito no consultório, sem anestesia e sem sedação, então você pode se alimentar normalmente antes e logo depois. Não há restrição de jejum. ### Posso dirigir depois? Sim. Como não há anestesia nem sedação, você sai do consultório em condições normais e pode voltar à rotina em seguida. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Videolaringoscopia: avaliar a garganta e as cordas vocais **Resumo.** A videolaringoscopia examina a faringe, a laringe e as cordas vocais com uma câmera fina, no consultório. É indicada em rouquidão persistente, sensação de bola na garganta, tosse crônica e dificuldade para engolir. É feita no consultório, sem anestesia, e leva cerca de cinco minutos. **Pontos-chave:** - Rouquidão que dura mais de duas ou três semanas merece esse exame. - Mostra as cordas vocais em movimento, durante a fala. - Feita no consultório, sem anestesia, sem sedação e sem internação. - Avalia também sinais de refluxo na laringe. ## O que o exame avalia? A videolaringoscopia mostra, ao vivo: - A faringe, a parte da garganta atrás da boca e do nariz. - A laringe, onde ficam as cordas vocais. - O movimento das cordas vocais durante a fala e a respiração. - Sinais de inflamação, lesões, nódulos ou pólipos. - Alterações compatíveis com refluxo chegando à laringe. Ver as cordas vocais em movimento é o ponto central: muitas alterações da voz aparecem apenas durante a fonação, e não em uma imagem estática. ## Como é feito? 1. Introdução de um endoscópio flexível e fino, em geral pelo nariz. 2. Solicitações simples durante o exame: falar uma vogal prolongada, respirar fundo, engolir. 3. Avaliação das estruturas e do movimento das cordas vocais. O paciente permanece sentado e acordado, **sem anestesia**. O exame leva cerca de cinco minutos. ## Quando procurar avaliação - Rouquidão por mais de duas a três semanas. - Sensação persistente de bola ou de algo preso na garganta. - Tosse crônica sem causa esclarecida. - Dor ou dificuldade para engolir que não melhora. - Perda de voz recorrente em quem usa a voz para trabalhar. Quando a laringe parece normal e a voz continua alterada, o passo seguinte costuma ser a [videolaringoestroboscopia](/exames/videolaringoestroboscopia/), que mostra a vibração das cordas vocais. ## Onde é realizado Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, durante a consulta com o otorrinolaringologista. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular. - Jejum leve de cerca de duas horas, para reduzir o reflexo de náusea. - Avise se usa anticoagulante. ## Perguntas frequentes ### Quando a videolaringoscopia é indicada? Nas queixas que envolvem a garganta e a voz: rouquidão que persiste por mais de duas ou três semanas, sensação de bola na garganta, tosse crônica sem explicação, dificuldade ou dor para engolir, e no acompanhamento de quem usa a voz profissionalmente. ### O exame dá ânsia de vômito? Pode dar, e por isso é recomendado um jejum leve. A via preferida é pelo nariz, com um endoscópio flexível e fino, o que reduz bastante o reflexo em comparação com o exame pela boca. O exame é rápido, de cerca de cinco minutos, e feito sem anestesia. ### Preciso ficar em jejum? Um jejum leve, de cerca de duas horas, costuma ser recomendado para reduzir o reflexo de náusea. Como o exame é feito sem anestesia, não há restrição para comer ou beber depois. Confirme com a nossa equipe ao agendar. ### Rouquidão sempre significa algo grave? Não. A maioria das rouquidões vem de causas benignas: uso intenso da voz, laringite, refluxo, nódulos. Mas rouquidão persistente por mais de três semanas, principalmente em quem fuma, deve ser examinada — não para assustar, e sim porque examinar é simples e a espera não ajuda. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Videolaringoestroboscopia: ver a vibração das cordas vocais **Resumo.** As cordas vocais vibram centenas de vezes por segundo, rápido demais para o olho humano acompanhar. A videolaringoestroboscopia usa uma luz pulsada que cria o efeito de câmera lenta e revela como elas vibram e se fecham. É o exame que identifica alterações sutis da voz que a laringoscopia comum não mostra. **Pontos-chave:** - A laringoscopia mostra a forma das cordas vocais; a estroboscopia mostra o movimento. - Detecta sulco, cisto, cicatriz e assimetrias que passam despercebidas no exame comum. - É o exame de referência para quem usa a voz profissionalmente. - Feita no consultório, sem anestesia, como a videolaringoscopia. ## Por que a laringoscopia comum não basta Olhar as cordas vocais com luz contínua mostra a superfície: cor, forma, lesões evidentes, se abrem e fecham. Mas a voz não nasce da forma delas, e sim de como elas **vibram**. Essa vibração acontece entre cem e duzentas e cinquenta vezes por segundo em um adulto. O olho humano não separa movimentos nessa velocidade: enxerga apenas um borrão. É por isso que uma laringe pode parecer normal em um exame e a voz continuar alterada. ## Como o exame contorna esse limite A estroboscopia usa uma luz que pulsa em uma frequência levemente diferente da vibração das cordas vocais. Cada pulso ilumina um instante um pouco mais adiantado do ciclo. Encadeados, esses instantes produzem a impressão de um movimento lento e contínuo — o mesmo princípio que faz a roda de uma carroça parecer girar ao contrário no cinema. O que passa a ser visível: - **A onda mucosa**, o deslizamento da mucosa sobre o músculo da corda vocal. - **A simetria** entre as duas cordas. - **O fechamento**: se sobra alguma fresta por onde o ar escapa. - **A regularidade** dos ciclos de vibração. - **Áreas rígidas**, onde a mucosa deixou de deslizar. ## O que isso muda no diagnóstico | | Videolaringoscopia | Videolaringoestroboscopia | | --- | --- | --- | | O que mostra | A aparência das cordas vocais | A aparência e o movimento vibratório | | Detecta bem | Lesões visíveis, inflamação, paralisia | Sulco, cisto, cicatriz, rigidez, assimetria sutil | | Quando basta | Rouquidão com causa evidente | Rouquidão sem causa aparente, voz profissional | Alterações como o sulco vocal e a cicatriz de mucosa quase não aparecem no exame comum, porque não mudam a forma da corda — mudam a sua capacidade de vibrar. É justamente essa a informação que a estroboscopia acrescenta. ## Quando é indicada - Rouquidão persistente sem causa esclarecida no exame comum. - Profissionais da voz: professores, cantores, locutores, advogados, operadores de telemarketing. - Antes e depois de cirurgia das cordas vocais. - Suspeita de sulco vocal, cisto intracordal ou cicatriz. - Avaliação de paralisia ou paresia de corda vocal. - Acompanhamento de tratamento fonoaudiológico da voz. ## Como é feito O exame segue a mesma técnica da [videolaringoscopia](/exames/videolaringoscopia/): um endoscópio fino, introduzido em geral pelo nariz, no consultório, sem anestesia. A diferença está no que se pede durante o exame. Você emite sons sustentados — em geral a vogal "i" — em alturas e volumes diferentes, porque é a fonação que gera a vibração que se quer observar. O médico orienta cada etapa. ## Onde é realizada Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, durante a consulta com o otorrinolaringologista. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório para todos os exames, no convênio e no particular. - Jejum leve de cerca de duas horas, para reduzir o reflexo de náusea. - Evite forçar a voz no dia do exame — venha com a voz do seu dia comum. - Avise se usa anticoagulante. - Traga exames de voz anteriores e o relatório do fonoaudiólogo, se tiver. ## Perguntas frequentes ### Qual a diferença para a videolaringoscopia? A videolaringoscopia mostra a aparência das cordas vocais: cor, forma, presença de lesões visíveis. A estroboscopia acrescenta a dimensão do movimento — como cada corda vibra, se as duas vibram de forma simétrica e se elas se fecham completamente. Muitas alterações da voz só aparecem nessa segunda camada. ### Como é possível ver algo que vibra tão rápido? Por um efeito óptico. As cordas vocais vibram centenas de vezes por segundo, e o olho não acompanha. A estroboscopia ilumina com uma luz que pulsa em uma frequência levemente diferente da vibração, capturando um instante distinto de cada ciclo. O cérebro junta esses instantes e enxerga um movimento lento contínuo. ### Quem deve fazer esse exame? Quem tem rouquidão persistente sem causa esclarecida, quem usa a voz profissionalmente — professores, cantores, locutores, operadores de telemarketing —, quem vai operar ou operou as cordas vocais, e quem tem suspeita de sulco, cisto ou cicatriz. A indicação é feita em consulta. ### O exame dói? Não. É feito como a videolaringoscopia, no consultório e sem anestesia, com um endoscópio fino introduzido em geral pelo nariz. Durante o exame você emite sons sustentados em alturas e volumes diferentes, porque é a fonação que gera a vibração a ser observada. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Polissonografia: o exame do sono feito em casa **Resumo.** A polissonografia registra o que acontece no corpo durante uma noite de sono e é o exame usado para investigar a apneia obstrutiva. A Clínica Rhinus realiza a versão tipo IV, feita na casa do paciente com um aparelho portátil que registra a oxigenação e o fluxo de ar. É a modalidade indicada quando a suspeita clínica de apneia é alta. **Pontos-chave:** - A clínica realiza a polissonografia tipo IV, feita em casa, na sua própria cama. - Registra poucos canais: em geral oxigenação, fluxo de ar e frequência cardíaca. - Não mede as fases do sono, então pode subestimar a gravidade da apneia. - Resultado normal em quem tem muitos sintomas pede o exame completo, em laboratório. - Na Clínica Rhinus, este exame é realizado apenas em regime particular. ## O que é a polissonografia? É o exame que registra o que acontece no corpo durante uma noite de sono. A partir desse registro se calcula quantas pausas respiratórias acontecem por hora — o número que define a presença e a gravidade da apneia obstrutiva do sono. Os exames do sono são classificados por quantos sinais registram ao mesmo tempo. Quanto mais canais, mais detalhada a leitura da noite. ## Qual polissonografia a Clínica Rhinus realiza? A **tipo IV**, feita na casa do paciente. É um aparelho portátil, com poucos sensores, que você leva para casa e usa na própria cama. Em geral registra: - **A oxigenação do sangue**, por um sensor no dedo. - **O fluxo de ar** pelo nariz. - **A frequência cardíaca.** Com isso é possível identificar as quedas de oxigênio e as interrupções de fluxo que caracterizam as pausas respiratórias. Dormir na própria cama é uma vantagem real: o sono tende a ser mais parecido com o habitual do que em uma noite fora de casa. ## Como funciona na prática? 1. Você retira o aparelho na clínica e recebe a orientação de como colocá-lo. 2. À noite, em casa, posiciona os sensores conforme foi orientado e dorme normalmente. 3. Na manhã seguinte, retira o aparelho e o devolve à clínica. 4. O registro é analisado e o laudo é discutido na consulta. ## O que ela mostra e o que não mostra | O que comparar | Exame completo, em laboratório | Tipo IV, em casa | | --- | --- | --- | | Onde é feito | Em laboratório do sono | Na casa do paciente | | Pausas respiratórias | Sim | Sim | | Oxigenação | Sim | Sim | | Fases do sono | Sim | Não | | Movimentos das pernas | Sim | Não | | Outros distúrbios do sono | Sim | Não | A limitação principal decorre de uma coisa só: sem o registro das fases do sono, o aparelho não distingue o tempo dormido do tempo acordado na cama. Como o índice de eventos é calculado por hora de sono, essa indefinição pode fazer o resultado sair menor do que a realidade. ## Como se lê o resultado O índice principal é o número de eventos respiratórios por hora de sono: | Índice por hora | Classificação | | --- | --- | | Menos de 5 | Dentro do esperado para adultos | | De 5 a 15 | Apneia leve | | De 15 a 30 | Apneia moderada | | Acima de 30 | Apneia grave | Esses valores valem para adultos; em crianças os critérios são diferentes e mais rigorosos. A classificação não decide sozinha o tratamento. Uma apneia leve com muita sonolência diurna pode pesar mais, na prática, do que um índice maior em alguém sem sintomas. Por isso o resultado é lido na consulta, junto com o quadro clínico. ## Quando o exame completo é necessário O exame em casa não serve para todas as situações. O completo, em laboratório, é o indicado quando há: - Doença cardíaca ou pulmonar significativa. - Doença neuromuscular. - Suspeita de apneia central, e não obstrutiva. - Insônia importante associada. - Suspeita de outros distúrbios do sono além da apneia. - Resultado normal no exame em casa, em quem mantém sintomas fortes. Nesses casos, a avaliação é feita na clínica e o paciente é orientado quanto ao encaminhamento para um laboratório do sono. ## Onde é realizada O aparelho é fornecido pela Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, e o exame é feito na sua casa. O resultado é interpretado na consulta com o otorrinolaringologista. Este exame é realizado **apenas em regime particular**. A consulta pode ser feita pelo convênio, conforme as regras do seu plano. Fale com a nossa equipe para organizar o agendamento. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório. - Retire o aparelho na clínica e receba a orientação de como colocá-lo. - Evite café, energético e álcool a partir da tarde. - Não durma à tarde no dia do exame. - Mantenha a rotina da noite: mesmo horário, mesma cama, mesmo travesseiro. - Mantenha as suas medicações habituais, salvo orientação médica em contrário. - Devolva o aparelho no dia seguinte, no horário combinado. ## Perguntas frequentes ### O que é a polissonografia e como me preparo para o exame? É o registro do sono por sensores que monitoram a respiração, a oxigenação e a frequência cardíaca ao longo de uma noite. Na Clínica Rhinus ele é feito em casa, com um aparelho portátil. O preparo é simples: sem café ou álcool a partir da tarde, sem cochilo durante o dia e mantendo a rotina normal de sono. ### Qual a diferença entre o exame feito em casa e o completo? O completo é feito em laboratório do sono e monitora também a atividade elétrica do cérebro, o que permite identificar as fases do sono e outros distúrbios. O tipo IV registra poucos canais e responde bem à pergunta central — há pausas respiratórias? —, mas não descreve a arquitetura da noite. ### Por que o exame em casa pode subestimar a apneia? Porque sem o registro das fases do sono o aparelho não sabe quanto tempo você realmente dormiu. Se você ficou acordado parte da noite, os eventos são divididos por um tempo maior do que o de sono real, e o índice sai menor. Por isso um resultado normal em quem tem muitos sintomas costuma pedir o exame completo. ### Quando o exame em casa é a escolha adequada? Quando a suspeita clínica de apneia obstrutiva é alta — ronco alto, pausas observadas por quem dorme ao lado, sonolência durante o dia — e não há outras condições que compliquem a leitura. Nesses casos, ele responde à pergunta com menos custo e sem sair de casa. ### Em que situações o exame completo é necessário? Em quem tem doença cardíaca ou pulmonar significativa, doença neuromuscular, suspeita de apneia central, insônia importante ou suspeita de outros distúrbios do sono além da apneia. Nesses casos a clínica orienta o encaminhamento para um laboratório do sono, onde o exame completo é realizado. ### A polissonografia é atendida pelo convênio? Na Clínica Rhinus, não: este exame é realizado apenas em regime particular. A consulta com o otorrinolaringologista continua podendo ser feita pelo seu convênio, conforme as regras do plano. A nossa equipe explica como funciona o agendamento do exame quando você entrar em contato. ### Consigo dormir com os sensores? A maioria das pessoas consegue, e dormir na própria cama ajuda bastante. Os sensores do aparelho portátil são poucos e leves, e permitem virar durante a noite. Mesmo um sono um pouco pior do que o habitual costuma ser suficiente, porque o que se analisa são os eventos respiratórios ao longo da noite. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Reabilitação vestibular e manobras para a VPPB **Resumo.** A VPPB acontece quando pequenos cristais de cálcio se deslocam dentro do labirinto e provocam crises curtas de vertigem ao mudar de posição. O tratamento é feito em consultório, com manobras que reposicionam esses cristais. Quando o desequilíbrio persiste por outras causas, entra a reabilitação vestibular, um programa de exercícios conduzido em sessões. **Pontos-chave:** - A VPPB é a causa mais comum de vertigem e responde a manobras feitas em consultório. - As manobras não usam medicação: são sequências de mudanças de posição da cabeça. - O diagnóstico do canal envolvido vem de uma manobra de teste feita antes. - A reabilitação vestibular é outra coisa: um programa de exercícios para o desequilíbrio. - Na Clínica Rhinus, estes procedimentos são realizados apenas em regime particular. ## Duas coisas diferentes, no mesmo lugar Esta página reúne dois procedimentos que costumam ser confundidos: - **As manobras de reposicionamento de otólitos** tratam uma causa específica de vertigem, a VPPB, e resolvem o problema mecanicamente, em consultório. - **A reabilitação vestibular** é um programa de exercícios que treina o cérebro a compensar uma alteração do equilíbrio que não se resolve com uma manobra. ## VPPB: o que acontece dentro do ouvido Em uma parte do labirinto existem pequenos cristais de carbonato de cálcio, os otólitos, que ajudam a detectar a posição da cabeça. Quando se soltam e migram para dentro dos canais semicirculares, passam a se mover a cada mudança de posição e enviam ao cérebro um sinal de rotação que não corresponde ao que está acontecendo. O resultado é característico: crises fortes, curtas — menos de um minuto — e sempre desencadeadas por um movimento. Deitar, virar na cama, levantar, olhar para cima na prateleira do armário. ## Como é a sessão 1. **Manobra de teste.** O profissional posiciona a sua cabeça de uma forma específica e observa os seus olhos. O movimento involuntário que aparece, o nistagmo, indica qual canal está envolvido e de que lado. 2. **Manobra de tratamento.** A partir desse resultado, é feita uma sequência de mudanças de posição que conduz os cristais de volta ao lugar de origem, usando a gravidade. 3. **Reavaliação.** Ao final, o teste é repetido para verificar a resposta. Cada posição é mantida por algum tempo, e a sessão inteira costuma levar de trinta a quarenta e cinco minutos, incluindo a avaliação. A vertigem durante a manobra é esperada e faz parte do procedimento. ## Quando entra a reabilitação vestibular Quando o problema não é a VPPB, ou quando o desequilíbrio persiste depois que a causa aguda passou. É o caso de quem teve neurite vestibular, de quem tem perda de função em um labirinto, e de pessoas com instabilidade persistente ao andar. O programa é feito com exercícios de fixação do olhar, de equilíbrio estático e dinâmico e de habituação ao movimento, ajustados ao caso e progredidos ao longo das sessões, com continuidade em casa. Uma observação importante: medicação para tontura usada continuamente por meses atrapalha essa compensação. O tema está detalhado na página sobre [tontura e labirintite](/especialidades/tontura-e-labirintite/). ## Quem deve avisar antes O procedimento envolve mudanças rápidas de posição da cabeça e do corpo. Quem tem dor cervical importante, hérnia de disco cervical, limitação de movimento no pescoço, instabilidade da coluna ou cirurgia recente na região deve informar antes, para que o profissional avalie a melhor forma de conduzir ou adapte a técnica. ## Onde é realizada Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, dentro do acompanhamento otoneurológico. As manobras de reposicionamento e as sessões de reabilitação vestibular são realizadas **apenas em regime particular**. A consulta e os exames de equilíbrio seguem as regras do seu convênio. Fale com a nossa equipe para organizar o agendamento. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório. - Venha acompanhado, se possível: a manobra provoca vertigem breve durante a sessão. - Evite refeição pesada nas duas horas anteriores. - Use roupa confortável, que permita deitar e virar com facilidade. - Avise se tiver dor cervical, hérnia de disco, limitação de movimento no pescoço ou cirurgia recente na coluna. - Traga os exames de equilíbrio e a lista de medicações em uso. ## Perguntas frequentes ### O que é a VPPB? Vertigem posicional paroxística benigna. Pequenos cristais de cálcio que normalmente ficam em uma parte do labirinto se soltam e migram para os canais semicirculares. A cada mudança de posição — deitar, virar na cama, olhar para cima — eles se movem e provocam uma crise curta e intensa de vertigem, que dura menos de um minuto. ### Como funciona a manobra de reposicionamento? É uma sequência de mudanças de posição da cabeça e do corpo, feita pelo profissional, que usa a gravidade para conduzir os cristais de volta ao lugar de onde saíram. Antes dela é feita uma manobra de teste, que identifica qual canal está envolvido e de que lado — porque a manobra de tratamento muda conforme a resposta. ### Vou sentir tontura durante a sessão? Provavelmente sim, e isso é esperado. Tanto a manobra de teste quanto a de tratamento reproduzem a vertigem de forma controlada; é justamente essa resposta que orienta o procedimento. A sensação costuma durar menos de um minuto em cada posição e passa depois da sessão. ### Quantas sessões são necessárias? Varia. Parte dos casos melhora já nas primeiras sessões, outros precisam de repetições, e a VPPB pode voltar meses ou anos depois. A reavaliação é feita a cada sessão, com a manobra de teste, para verificar se ainda há resposta positiva. ### As manobras e a reabilitação são atendidas pelo convênio? Na Clínica Rhinus, não: as manobras de reposicionamento e a reabilitação vestibular são realizadas apenas em regime particular. A consulta com o otorrinolaringologista e os exames de equilíbrio seguem as regras do seu plano. A nossa equipe explica como funciona o agendamento das sessões quando você entrar em contato. ### Qual a diferença entre a manobra e a reabilitação vestibular? A manobra trata uma causa específica, a VPPB, reposicionando os cristais. A reabilitação vestibular é um programa de exercícios que treina o cérebro a compensar uma falha do equilíbrio, usada em quadros como a neurite vestibular ou o desequilíbrio persistente. As duas podem ser indicadas em momentos diferentes do mesmo tratamento. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Injeção intratimpânica de corticoide **Resumo.** A injeção intratimpânica leva o corticoide diretamente ao ouvido médio, de onde ele alcança o ouvido interno em concentração maior do que a obtida por via oral, com menos efeito no restante do corpo. É usada sobretudo na perda auditiva súbita e em casos selecionados de doença de Ménière. É feita em consultório, com anestesia local. **Pontos-chave:** - O medicamento é aplicado no ouvido médio e atravessa até o ouvido interno. - A indicação mais frequente é a perda auditiva súbita, em que o tempo conta. - É feita em consultório, com anestesia local, e leva de 30 a 40 minutos. - A resposta varia de pessoa para pessoa e é reavaliada com audiometria. - Na Clínica Rhinus, o procedimento é realizado apenas em regime particular. ## O que é o procedimento? O ouvido interno fica protegido por barreiras que dificultam a chegada de medicamentos tomados por via oral. Para alcançá-lo em concentração adequada, seria preciso uma dose alta por todo o corpo — com os efeitos que isso traz. A injeção intratimpânica contorna esse problema. O corticoide é aplicado através do tímpano, no ouvido médio, e de lá atravessa a janela redonda até o ouvido interno. A concentração local fica maior, e a exposição do restante do organismo, menor. ## Quando é indicada? - **Perda auditiva súbita.** É a indicação mais frequente. Pode ser usada como tratamento inicial, junto com o corticoide por via oral, ou como resgate quando a resposta ao tratamento oral não foi suficiente. Aqui o tempo importa: quanto antes se inicia, melhor. - **Doença de Ménière**, em casos selecionados, para o controle das crises de vertigem. - **Situações em que o corticoide por via oral é desaconselhável**, como diabetes de difícil controle, hipertensão, glaucoma ou outras condições que o médico avalie. ## Como é feito? 1. O ouvido é examinado e o tímpano recebe anestesia local. 2. Após o tempo de anestesia, uma agulha fina atravessa o tímpano e o medicamento é depositado no ouvido médio. 3. Você permanece deitado, com o ouvido tratado para cima, por alguns minutos, sem engolir nem falar, para que o líquido fique em contato com a janela redonda. 4. Ao final, recebe as orientações de cuidado. O procedimento é feito em consultório, sem internação, e leva de 30 a 40 minutos, contando o tempo de anestesia e o repouso após a aplicação. ## O que esperar depois - **Sensação de ouvido tampado** por algumas horas. - **Tontura passageira**, comum nos primeiros minutos, porque o líquido chega ao ouvido interno em temperatura diferente da do corpo. - **Um pequeno orifício no tímpano**, que costuma fechar sozinho. - **Ouvido seco** pelo período orientado. ## Sobre o resultado A resposta varia de pessoa para pessoa e depende de fatores como a causa, o grau da perda auditiva e o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento. Por isso o acompanhamento é feito com audiometria de controle, comparando com o exame anterior ao procedimento. Não é possível prever o resultado individual antes de iniciar, e o plano é revisto ao longo do acompanhamento. ## Onde é realizada Na Clínica Rhinus, no Renascença, em São Luís, em consultório, pelo otorrinolaringologista. O procedimento é realizado **apenas em regime particular**. A consulta e a audiometria de controle seguem as regras do seu convênio. Fale com a nossa equipe para organizar o agendamento. ## Preparo - Traga o pedido médico: ele é obrigatório. - Não é preciso jejum, mas evite refeição pesada imediatamente antes. - Traga a audiometria mais recente: ela é a referência para comparar depois. - Informe todas as medicações em uso e se tem diabetes, glaucoma ou hipertensão. - Avise se já teve perfuração de tímpano ou cirurgia no ouvido a ser tratado. - Venha acompanhado se possível: tontura passageira após o procedimento é comum. ## Perguntas frequentes ### Por que aplicar o corticoide dentro do ouvido? Porque o ouvido interno é uma região de difícil acesso para o medicamento tomado por via oral. Aplicado no ouvido médio, o corticoide atravessa a janela redonda e chega ao ouvido interno em concentração maior, com menos exposição do restante do organismo — o que importa em quem tem diabetes, hipertensão ou glaucoma. ### O procedimento dói? O incômodo costuma ser pequeno. Antes da aplicação é feita anestesia local no tímpano. Muitas pessoas relatam uma sensação de pressão e ouvido tampado, e é comum sentir tontura passageira quando o líquido, mais frio que o corpo, alcança o ouvido interno. Essa tontura costuma durar poucos minutos. ### Quando ela é indicada? Principalmente na perda auditiva súbita, como tratamento inicial ou de resgate quando o corticoide por via oral não trouxe resposta suficiente. Também em casos selecionados de doença de Ménière, para o controle das crises de vertigem. A indicação é individual e discutida em consulta, com os exames em mãos. ### Quantas aplicações são necessárias? Varia conforme a indicação e a resposta de cada paciente. É comum que sejam feitas algumas aplicações espaçadas por alguns dias, com audiometria de controle entre elas. O número não é definido de antemão: ele é ajustado ao longo do acompanhamento. ### O procedimento é atendido pelo convênio? Na Clínica Rhinus, não: a injeção intratimpânica é realizada apenas em regime particular. A consulta com o otorrinolaringologista e a audiometria de controle seguem as regras do seu plano. A nossa equipe explica como funciona o agendamento quando você entrar em contato. ### Quais os cuidados depois? Ficar deitado com o ouvido tratado para cima por alguns minutos após a aplicação, evitar engolir e falar nesse período, e manter o ouvido seco pelo tempo orientado. O pequeno orifício feito no tímpano costuma fechar sozinho. _Conteúdo revisado por Profa. Dra. Aline Bittencourt, CRM-MA 7562. Atualizado em 2026-09-12._ --- # Perguntas frequentes ## 1. O que faz um otorrinolaringologista e quando devo procurar um? O otorrinolaringologista cuida do ouvido, do nariz, dos seios da face, da garganta e das estruturas do pescoço ligadas a eles. Procure um quando houver perda de audição, zumbido, tontura, dor de ouvido de repetição, nariz entupido que não passa, sinusites frequentes, rouquidão persistente, ronco ou apneia do sono. Vale também para dúvidas sobre a audição de uma criança. ## 2. A partir de que idade uma criança pode se consultar com o otorrino? Em qualquer idade, inclusive nos primeiros dias de vida. O que muda são as queixas e os exames. No recém-nascido, a triagem auditiva alterada e a dificuldade para respirar pelo nariz; no pré-escolar, o ronco, a respiração bucal e as otites; na idade escolar, o atraso de fala e a desatenção. A Clínica Rhinus atende crianças e adultos. ## 3. Meu filho ronca, respira pela boca e adoece muito. Isso é normal? Não é o padrão esperado e merece avaliação. Ronco na maioria das noites, boca aberta ao dormir, sono agitado e infecções frequentes costumam apontar obstrução da passagem de ar, com mais frequência por aumento da adenoide e das amígdalas ou por rinite alérgica. A avaliação identifica o que está obstruindo e orienta o tratamento, que nem sempre é cirúrgico. ## 4. O que é o teste da orelhinha e quando ele deve ser feito? É a triagem auditiva do recém-nascido, feita com o exame de emissões otoacústicas. Uma sonda pequena é colocada na entrada do ouvido e capta a resposta da cóclea ao som. O ideal é realizá-lo ainda na maternidade, nos primeiros 15 dias de vida. Não dói e costuma ser feito com o bebê dormindo. ## 5. Quais são os sinais de que uma criança pode ter perda auditiva? No bebê, não se assustar com sons altos, não procurar a origem do som e parar de balbuciar. Depois do primeiro ano, atraso para falar, fala pouco compreensível, não responder quando chamada de costas e aumentar muito o volume da televisão. Na idade escolar, a queixa costuma ser de desatenção. Qualquer um desses sinais justifica avaliar a audição. ## 6. O que é surdez profunda e quais são as opções de tratamento? Surdez profunda é a perda auditiva em que a pessoa não tem acesso à fala mesmo com amplificação convencional. As opções dependem da causa e da idade em que foi identificada, e incluem aparelhos auditivos de alta potência, acompanhamento fonoaudiológico e a avaliação de candidatura ao implante coclear. Na Clínica Rhinus, a investigação, a avaliação de candidatura e a cirurgia de implante coclear são conduzidas pela Profa. Dra. Aline Bittencourt. ## 7. Otite de repetição na infância: quando é indicado colocar o tubinho de ventilação? O tubo de ventilação é considerado quando a secreção atrás do tímpano persiste por meses e reduz a audição, ou quando as otites se repetem em alta frequência apesar do tratamento clínico. Ele drena o líquido e areja o ouvido médio. A decisão leva em conta a audiometria, a imitanciometria, o número de episódios e o impacto na fala e no aprendizado da criança. ## 8. O que é otite média crônica e quais os riscos de não tratar? É a inflamação do ouvido médio mantida por meses, em geral com perfuração do tímpano e secreção que vai e volta, com pouca ou nenhuma dor. Sem tratamento, pode levar a perda auditiva permanente e, em casos com colesteatoma, à erosão das estruturas ao redor do ouvido. Por isso ouvido que escorre repetidamente merece avaliação, mesmo sem dor. ## 9. Como é a cirurgia de ouvido (timpanoplastia) e como costuma ser a recuperação? A timpanoplastia reconstrói o tímpano perfurado com um enxerto do próprio paciente, em geral cartilagem da orelha ou fáscia de um músculo. A recuperação envolve manter o ouvido seco, não assoar o nariz com força, evitar esforço físico e comparecer aos retornos para limpeza. Sensação de ouvido tampado nas primeiras semanas é esperada. O resultado auditivo é avaliado após a cicatrização. ## 10. Desvio de septo nasal: quando há indicação de cirurgia? Quando o desvio causa obstrução nasal persistente que atrapalha o sono, o esforço físico ou o dia a dia, e o tratamento clínico bem feito não resolveu. Quase todo mundo tem algum grau de desvio, e a maioria nunca precisa operar. Antes de indicar cirurgia, é importante tratar a rinite associada, porque ela pode ser a causa principal do nariz entupido. ## 11. Qual a diferença entre rinite e sinusite? A rinite é a inflamação da mucosa que reveste o nariz, quase sempre alérgica, com espirros, coriza clara, coceira e nariz entupido. A sinusite é a inflamação dos seios da face, as cavidades ao redor do nariz, com secreção espessa, dor ou pressão no rosto e, às vezes, febre. A rinite mal controlada é um dos fatores que favorecem sinusites de repetição. ## 12. Ronco e apneia do sono no adulto: quando é hora de investigar? Quando o ronco acontece na maioria das noites, quando alguém observa pausas na respiração, quando o sono não descansa, quando há sonolência ao dirigir ou em reuniões. O exame que confirma o diagnóstico e mede a gravidade é a polissonografia. ## 13. O que é a polissonografia e como me preparo para o exame? É o registro do sono por sensores que monitoram a respiração, a oxigenação e a frequência cardíaca ao longo de uma noite. Na Clínica Rhinus ele é feito em casa, com um aparelho portátil. O preparo é simples: sem café ou álcool a partir da tarde, sem cochilo durante o dia e mantendo a rotina normal de sono. ## 14. Zumbido no ouvido tem tratamento? Tem, e ele começa por investigar a causa: cera, perda auditiva, alterações do ouvido médio, uso de certos medicamentos. Quando o zumbido persiste, o objetivo passa a ser reduzir o incômodo, com recursos como amplificação sonora, terapia de som e cuidado com sono e estresse. Não se promete o desaparecimento do som, mas há como diminuir o quanto ele ocupa a atenção. ## 15. Tontura e labirintite são a mesma coisa? Como é feito o diagnóstico? Não são. Tontura é o sintoma e tem muitas causas; labirintite é uma inflamação específica do labirinto e é bem menos comum do que o uso popular sugere. O diagnóstico vem da consulta detalhada, associada a manobras da cabeça, somadas à audiometria e, quando indicado, a outros exames como a vectoeletronistagmografia, o vHIT, a eletrococleografia, entre outros. ## 16. Perda auditiva no adulto: quando considerar o uso de aparelho auditivo? Quando a perda auditiva já atrapalha a comunicação no dia a dia — pedir para repetir com frequência, ter dificuldade em ambientes com ruído, aumentar muito o volume da televisão — e não existe tratamento clínico ou cirúrgico que a resolva. A indicação parte da audiometria e da avaliação médica, e a adaptação é acompanhada por fonoaudiólogo. ## 17. Quais exames de audição a clínica realiza e para que serve cada um? A Clínica Rhinus realiza audiometria, que mede o grau e o tipo da perda; audiometria de altas frequências, que detecta alterações precoces acima da faixa da fala; imitanciometria, que avalia o tímpano e detecta secreção no ouvido médio; emissões otoacústicas, o teste da orelhinha; e BERA, que mede a audição sem depender de resposta. Os exames são conduzidos por fonoaudiólogos da equipe. ## 18. A Clínica Rhinus atende crianças e adultos? Atende pelo meu convênio? Sim, a clínica atende crianças e adultos, em consultas de rotina e em casos de maior complexidade. Trabalhamos com uma lista de convênios que está publicada na página de convênios, além do atendimento particular. A cobertura varia conforme o plano, o contrato e o procedimento, por isso vale confirmar com a nossa equipe antes de agendar. ## 19. Como agendo uma consulta na Clínica Rhinus e onde ela fica? O agendamento é feito pelo sistema on-line, disponível em todos os botões "Agendar consulta" do site. A clínica fica na R. das Andirobas, 10, Edifício Executive Lake Center, sala 405, no Renascença, em São Luís (MA). O atendimento é de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 12h. ## 20. Preciso de encaminhamento médico para consultar com um otorrino? Para a consulta, não. Você pode agendar diretamente com o otorrinolaringologista, tanto no particular quanto pelo convênio. O pedido médico é necessário para exames e procedimentos: todos eles dependem de solicitação, no convênio e no particular. Alguns planos exigem ainda autorização prévia para determinados exames, e a nossa equipe orienta sobre isso no agendamento. --- # Glossário de otorrinolaringologia **Adenoide.** Tecido de defesa localizado no fundo do nariz, atrás do véu do palato. É grande na infância e tende a diminuir com a idade. Quando aumenta muito, obstrui a passagem de ar e provoca ronco, respiração pela boca e otites de repetição. **Adenoidectomia.** Cirurgia de retirada da adenoide, o tecido de defesa que fica no fundo do nariz. É indicada quando a adenoide aumentada obstrui a respiração ou contribui para otites de repetição. **Amigdalectomia.** Cirurgia de retirada das amígdalas. É indicada quando as amígdalas obstruem a respiração durante o sono ou causam infecções de repetição em alta frequência. Pode ser feita junto com a retirada da adenoide. **Apneia obstrutiva do sono.** Interrupção repetida da respiração durante o sono, causada pelo fechamento da via aérea. Cada pausa reduz o oxigênio no sangue e provoca um microdespertar. Diagnostica-se com polissonografia. **Audiometria.** Exame que mede o som mais fraco que a pessoa consegue ouvir em cada frequência. Identifica se há perda auditiva, de que grau e de que tipo. É feita com fones, em ambiente tratado acusticamente, e não dói. **BERA.** Exame que registra a resposta elétrica do nervo auditivo e do tronco cerebral ao som, por eletrodos colados na pele. Como não depende de resposta do paciente, serve para bebês e para quem não colabora com a audiometria. **Cerume.** A cera do ouvido. É uma secreção normal, que protege e lubrifica o canal auditivo. Vira problema apenas quando se acumula a ponto de obstruir a passagem do som, causando ouvido tampado e queda de audição. **Cóclea.** Estrutura em forma de caracol dentro do ouvido interno, responsável por transformar a vibração do som em impulso nervoso. É o órgão sensorial da audição. Lesões na cóclea causam perda auditiva neurossensorial. **Colesteatoma.** Acúmulo de pele dentro do ouvido médio, onde ela não deveria existir. Cresce lentamente e vai erodindo as estruturas ao redor, incluindo os ossinhos da audição. Não regride com medicamento: o tratamento é cirúrgico. **Coblation.** Técnica cirúrgica que usa radiofrequência aplicada em solução salina para dissolver tecido, trabalhando em temperatura mais baixa que a do eletrocautério convencional. É usada em cirurgias de adenoide e amígdalas. **Cornetos.** Estruturas alongadas dentro do nariz, recobertas por mucosa, que aquecem e umidificam o ar inspirado. Quando incham por rinite, reduzem a passagem de ar e provocam a sensação de nariz entupido. **Emissões otoacústicas.** Exame que capta o som produzido pela própria cóclea quando estimulada. É a base do teste da orelhinha, a triagem auditiva do recém-nascido. Rápido, indolor e feito com o bebê dormindo. **Implante coclear.** Dispositivo implantado cirurgicamente que estimula diretamente o nervo auditivo, substituindo a função da cóclea. É avaliado em perdas auditivas de grau severo a profundo nos dois ouvidos, quando o aparelho auditivo convencional não traz benefício suficiente. **Imitanciometria.** Exame que mede a mobilidade do tímpano e a pressão dentro do ouvido médio. Mostra se há líquido acumulado atrás da membrana, uma causa frequente de perda auditiva na infância. **Labirinto.** Conjunto de estruturas do ouvido interno responsáveis pelo equilíbrio. Detecta os movimentos e a posição da cabeça e envia essa informação ao cérebro. Alterações no labirinto provocam vertigem. **Labirintite.** Inflamação do labirinto, com vertigem intensa e frequentemente perda auditiva. É bem menos comum do que o uso popular da palavra sugere: a maior parte das tonturas tem outras causas. **Nistagmo.** Movimento involuntário e ritmado dos olhos. Aparece quando há desequilíbrio entre os dois labirintos e é um sinal importante na investigação das vertigens, porque indica de onde vem o problema. **Ossículos da audição.** Os três menores ossos do corpo — martelo, bigorna e estribo —, localizados no ouvido médio. Eles transmitem a vibração do tímpano até o ouvido interno. Quando são danificados, surge perda auditiva de condução. **Otite média aguda.** Infecção do ouvido médio de início rápido, com dor forte e às vezes febre. É muito comum em crianças e costuma se resolver em dias com o tratamento adequado. **Otite média com efusão.** Acúmulo de líquido atrás do tímpano sem sinais de infecção aguda. Não dói, mas reduz a audição enquanto persiste. Quando dura meses, pode atrapalhar a fala e o aprendizado da criança. **Otite média crônica.** Inflamação do ouvido médio mantida por meses, em geral com perfuração do tímpano e secreção que vai e volta. Costuma doer pouco e provocar perda auditiva progressiva. **Otoneurologia.** Área da otorrinolaringologia dedicada ao equilíbrio e às relações entre o ouvido interno e o sistema nervoso. Cuida das tonturas, vertigens e alterações do nervo auditivo. **Otoscopia.** Exame visual do canal auditivo e do tímpano, feito com um aparelho com luz e lente. É a primeira etapa de quase toda avaliação de ouvido e não requer preparo. **Perda auditiva de condução.** Perda em que o som tem dificuldade de chegar ao ouvido interno, por obstrução ou alteração no ouvido externo ou médio. Cera, secreção, perfuração do tímpano e problemas nos ossinhos são causas frequentes. **Perda auditiva neurossensorial.** Perda causada por alteração na cóclea ou no nervo auditivo. Costuma ser permanente e é a mais comum na perda relacionada à idade e à exposição a ruído. **Polissonografia.** Registro do sono ao longo de uma noite, com sensores que monitoram a respiração e a oxigenação. É o exame usado para investigar a apneia do sono. Existe em versões simplificadas, feitas em casa, e na versão completa, feita em laboratório do sono. **Pólipo nasal.** Formação benigna que cresce a partir da mucosa do nariz ou dos seios da face. Quando aumenta, obstrui a passagem de ar e reduz o olfato. Costuma estar associado a inflamação crônica. **Rinite.** Inflamação da mucosa que reveste o nariz, na maioria das vezes de origem alérgica. Provoca espirros, coriza clara, coceira e nariz entupido. Quando mal controlada, favorece sinusites de repetição. **Rinoplastia.** Cirurgia que modifica a estrutura do nariz — osso e cartilagens. Pode ter finalidade funcional, para melhorar a respiração, estética, para alterar a forma, ou as duas ao mesmo tempo. **Rinosseptoplastia.** Procedimento que corrige o septo e trabalha a estrutura externa do nariz no mesmo ato cirúrgico, reunindo a finalidade funcional e a estética. **Rinologia.** Área da otorrinolaringologia dedicada ao nariz e aos seios da face. Cuida de rinites, sinusites, desvio de septo, pólipos e da cirurgia endoscópica endonasal. **Septo nasal.** Parede de cartilagem e osso que divide o nariz em duas narinas. Quando não é reta, existe o desvio de septo, que pode obstruir a respiração de um lado ou dos dois. **Septoplastia.** Cirurgia que corrige o desvio do septo nasal, feita por dentro das narinas e sem corte externo. Tem finalidade funcional: melhorar a passagem de ar, e não mudar a aparência do nariz. **Sinusite.** Inflamação dos seios da face, as cavidades ao redor do nariz. Causa secreção espessa, dor ou pressão no rosto e obstrução nasal. Pode ser aguda, com duração de dias a semanas, ou crônica. **Timpanoplastia.** Cirurgia que reconstrói o tímpano perfurado, usando um tecido do próprio paciente como enxerto. Busca deixar o ouvido seco e seguro e, quando possível, melhorar a audição. **Tímpano.** Membrana fina que separa o canal auditivo do ouvido médio. Vibra com o som e transmite essa vibração aos ossículos da audição. Pode perfurar por infecção, trauma ou variação brusca de pressão. **Tuba auditiva.** Canal que liga o ouvido médio ao fundo do nariz e equilibra a pressão entre eles. É por ela que o ouvido "destampa" ao engolir ou bocejar. Quando não funciona bem, o líquido se acumula no ouvido médio. **Tubo de ventilação.** Pequeno tubo colocado no tímpano para drenar líquido e arejar o ouvido médio. Conhecido como "tubinho", é indicado em otites de repetição e em secreção persistente que reduz a audição. **VectoENG.** Vectoeletronistagmografia: exame que avalia o equilíbrio registrando os movimentos dos olhos em diferentes estímulos. Ajuda a distinguir causas de tontura ligadas ao ouvido interno de causas centrais. **Videolaringoestroboscopia.** Exame que usa luz pulsada para mostrar a vibração das cordas vocais em câmera lenta aparente. Revela alterações do movimento, como sulco, cicatriz e assimetria, que a laringoscopia comum não detecta. **Vertigem.** Tipo específico de tontura em que o ambiente parece girar, ou a pessoa parece girar dentro dele. Nem toda tontura é vertigem, e essa distinção orienta a investigação. **Videoendoscopia nasal.** Exame que percorre o interior do nariz com uma câmera fina, mostrando septo, cornetos, seios da face e adenoide. É feito em consultório, sem anestesia, e leva cerca de cinco minutos. **Zumbido.** Percepção de um som — apito, chiado, cachoeira — sem que exista fonte externa. É um sintoma, não uma doença, e costuma estar associado a algum grau de perda auditiva.